Ateshgah – templo de fogo

Jà mencionei em outros lugares que o Azerbaijao possui um subsolo muito rico em gas e isso acaba moldando nao sò a paisagem azera, com os vulcoes de lama e  a chama eterna de Yanar Dag, mas tambem a cultura, pois uma “chama eterna natural”  acaba dando lugar para superstiçoes e atè serviu como fundamento para o Zoroastrismo, que usa a metafora do fogo para a sabedoria e a luz divina.

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O templo de Ateshgah è uma estrutura religiosa, construida por volta dos seculos XVII-XVIII e foi abandonado no final do seculo XIX quando começou a exploraçao de oleo na regiao.

O templo è formado por um patio enorme, com um altar no meio, cercado de pequenas salinhas para os monges e para os fieis. E em seus aureos tempos, o altar possuia, alem da chama central, mais quatro queimando ininterruptamente no teto, mas com a exploraçao do oleo, o gas que existia ali e alimentava o fogo  acabou.

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Hoje o fogo central è alimentado artificialmente e os outros sao acesos sò em eventos especiais e Ateshgah passou por uma boa restauraçao e foi transformado em museu.

Chegar nesse templo me pareceu bem complicadinho, entramos em varias ruazinhas, foi um tal de vira pra cà, entra ali… Nao sei quanto tempo demorariamos para achar o lugar sem ter um motorista que conheça a estrada, jà o nosso guia nao foi de muita utilidade, pois chegando là, ele ficou do lado de fora do templo e nòs entramos com uma guia do proprio local.

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A visita demorou mais ou menos uma hora e entramos em todas as salinhas que estavam abertas ao redor do altar. Cada salinha possuia uma “decoraçao” diferente, com estatuas de pessoas ou animais, com roupas e comportamentos que ilustravam o uso e a utilidade do espaço.

Foi curioso aprender sobre o Zoroastrismo (e um pouco sobre hinduismo tambem, jà que o templo tambem foi usado por hindus, segundo especulaçoes)  mas, sinceramente, achei as explicaçoes meio longas demais.

Nao sei se eu estava um pouco ansiosa por ter deixado a herdeira dormindo no carro com o motorista, sò sei que chegou um ponto em que eu nao aguentava mais entrar em salinha, mas mesmo assim foi bom ter uma guia.

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Fazendo um paralelo tosco com o catolicismo, sabe aquelas capelinhas que existem no Santuario do Bom Jesus em Congonhas-MG, que representam a Via Crucis, ou o Sacro Monte de Varese, com cenas da vida de Cristo? Entao… pra quem nao conhece a historia na Biblia, aquelas imagens nao fariam o menor sentido  .

Apesar de prolixa, sem a guia em Ateshgah, eu teria entrado naquelas salinhas, teria visto aquelas estatuas todas e teria saido  do mesmo jeito que entrei: na ignorancia.

 

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