Baku – o transporte

Sabe quando voce vai viajar e fica meio com um pè atras? Por mais que eu tivesse lido a respeito do pais, eu ainda nao sabia o que esperar do Azerbaijao e desci do aviao toda cheia de desconfianças.

Pra piorar, o primeiro impacto nao foi dos melhores: o nosso voo nao desceu no terminal bonitao e novinho do aeroporto, mas num terminal pequeno, com cara de velho com um monte de “taxistas” nos abordando no desembarque e querendo carregar nossas malas pro carro. E eu tenho verdadeiro pavor disso!

Com uma criança pequena a tiracolo e todas as suas bagagens, nòs haviamos jà decidido que pegariamos um taxi, principalmente depois de ler no Blog Projeto 101 Paises que o onibus 116 que leva ao centro è precàrio e que as bagagens devem ser carregadas no colo.

Pra tentar escapar do assedio, fui ao balcao de informaçoes do aeroporto pra confirmar quais eram as opçoes de transporte atè o centro de Baku, quanto me custaria um taxi, essas coisas… A mocinha que trabalhava ali ouviu a palavra “transporte” e jà fez sinal para um seu amigo “taxista”, que mais do que depressa foi pegando nossas malas para colocar no seu carro. Foi uma luta para conseguirmos nos desvencilhar dele.

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Resolvemos sair do aeroporto pra ver se tinha alguma outra opçao de transporte, um pouco mais, digamos, oficial. Vai nessa… Os “taxistas” estavam em toda a parte! A unica coisa que mudou foi o preço.

Dentro do aeroporto, os “taxistas” cobravam cerca de 60 manats e do lado de fora cobravam uns 40 manats. O preço variava conforme o tipo do carro e a capacidade de falar ingles do motorista: se o carro era novo e grande e o motorista se virava bem no ingles, obviamente custava mais caro.

Jà estavamos cansados dessa disputa pelas nossas malas atè que apareceu um taxista com um ingles que dava pra entender, cobrou 30 manats e tinha um carro bom, entao là fomos nòs.

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A minha paranoia de brasileira deu as caras: “esse cara nao fala a minha lingua, nao è um taxista legal (era evidente!), vai saber pra onde ele està nos levando, eu nao podia meter minha filha numa enrascada dessa…!”

Eu as vezes me esqueço da cultura de negociaçao que existe nesses paises orientais e que pechinchar è quase uma atraçao turistica. O nosso taxista era super gente boa, nos deixou saos e salvos no nosso hotel; o unico contratempo foi um engarrafamento gigante, que parece ser a regra daquela estrada.

Depois eu fui descobrir que sim, existem taxis com taximetros em Baku, sò sao mais dificeis de encontrar. Eles se parecem com os taxis ingleses, daqueles com um monte de espaço pra colocar o carrinho de bebe aberto dentro do carro (#prioridadesmaternas 😉 )

Mas pra conseguir pegar um taxi desses oficiais, vc tem que: a) encontrar o taxi passando pela rua ou; b) encontrar um ponto de taxi. Se voce pedir para alguem chamar um taxi pra vc (como aconteceu nos restaurantes onde fomos jantar), com certeza o “taxista” serà um primo, um cunhado ou um vizinho de quem chamou o taxi. E da-lhe pechinchar!

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Para visitar Baku nòs usamos basicamente nossas pernas e – infelizmente – nao precisamos pegar o metro para ver o que nos interessava. Sempre de acordo com a Gabi Moniz do Projeto 101 Paises, as estaçoes de metro em Baku sao uma atraçao a parte. Mas como o nosso hotel era muito bem localizado e a cidade è deliciosa para caminhar, entao achamos que nao valia a pena quebrar a cabeça com transporte publico, por mais bonito que seja. No maximo pegavamos um taxi aqui  e ali para irmos a restaurantes mais afastados do centro ou para ir ao Heydar Aliyev Center.

Para visitar os arredores de Baku, contratamos um tour privado diretamente com o hotel. Tinhamos um guia e um motorista à nossa disposiçao que falavam ingles e o melhor de tudo: super  disponiveis! A disponibilidade era tanta que foi o proprio motorista que se ofereceu para ficar cuidando da herdeira enquanto ela dormia no carro.

Ah, e pra voltar pro aeroporto pegamos um taxi oficial. Com taximetro ligado e sem engarrafamento a corrida ficou em quase uns 20 manats, atè que o prejuizo da ida nao foi tanto! 😉 .

 

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