Burj Al Arab – a chegada

Para comemorar os 40 anos do marido, inventamos uma viagem de extravagancias para os Emirados Arabes e o objetivo era festejar com a “Culinary Flight” – um menu degustaçao onde cada prato è servido em um restaurante diverso do hotel Burj al Arab em Dubai.

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Sò tinhamos um pequenino problema de 2 anos e meio, cuja entrada nao era permitida em alguns dos restaurantes… Entao jà que era pra ser uma viagem de extravagancias, que extravagante seja! Reservamos um quarto no famoso hotel da vela e assim, a herdeira poderia dormir tranquilamente no quarto, enquanto nòs pulavamos de restaurante em restaurante bem felizes.

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A experiencia nesse hotel foi hilària, principalmente o meu esforço sobre-humano de tentar parecer rica e permanecer blasé com tanta ostentaçao e elegancia de gosto duvidoso. Sabe aquela historia de que a gente sai da favela, mas a favela nao sai da gente? Entao…

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Para conseguir chegar perto do hotel, voce precisa de uma reserva, nem que seja sò pra tomar um drink no bar. Antes de chegar no hotel, voce necessariamente vai ter que passar pelo Welcome Centre – um eufemismo para uma guarita que fica a uns 200m da entrada do hotel – com um guardinha que impede a entrada de todo mundo que tem cara de turista pobre (Eeeeuuuu!).

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Mas quando ele encontra o teu nome na lista de reservas, a magica è feita: voce nao è mais um turista pobre, agora voce è elevado à categoria de rico excentrico, que se veste e se comporta como turista pobre por puro hobby.

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Chegando na porta do hotel, vem uma brigada de funcionarios nos receber. Todos eles nos dando as boas vindas e nos chamando pelo nome. Tinha um pra abrir a porta do carro pra mim, outro pra abrir a porta do meu marido, uns dois que jà foram abrindo o porta-malas e pegando a bagagem, mais uns 3 que eu nao entendi direito o que estavam fazendo por ali… Vai saber… de repente a gente espirra e serve alguem de prontidao pra falar “saùde”.

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Com tanto paparico, voce se acha a propria Grace Kelly, descendo impecavel do carro, de salto alto e uma bolsa Hermès na mao. Mas nòs, ricos excentricos, usamos Converse, calça jeans ligeiramente manchada de suco de pera e uma sacola transbordando de coisas de criança.

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Em seguida vem uma moça nos recepcionar, porque em hotel de rico – como è sabido – nao existe recepçao: è a montanha que vem a Maomè. Ela nos oferece uma taça de champagne, e, quase pedindo desculpas, avisa que o nosso quarto estava sendo preparado e que iria nos mostrar o hotel enquanto esperavamos.

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Detalhe: o check in è as 14h e nòs chegamos no hotel às 11h. E esse foi o nosso “check in”; nao pediram nenhum documento, nem nada!

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Passeamos com ela por uns 3 andares do hotel, ela explicando os horarios de funcionamento do spa, da piscina e eu com a minha cara blasè, afinal tudo aquilo faz parte da nossa rotina… Nòs, ricos excentricos, estamos mais do que acostumados aquela ostentaçao toda, com ouro pra tudo quanto è lado e lagosta no cafè da manha…

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Meia hora depois, ela nos avisa que nosso quarto està pronto e nos acompanha atè a porta, onde um mordomo nos espera. E’ ele que pega os nossos documentos e nos mostra o quarto. Haja coisa pra mostrar! Nòs reservamos o quarto mais chinfrim do hotel e mesmo assim tinhamos dois andares a disposiçao! No final do tour, o mordomo nos mostra onde foram colocadas nossas malas e jà vai se preparando para desfaze-las.

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Peralà! Como assim? Na minha mala ninguem poe a mao! Pode deixar que eu mesma cuido dos meus jeans manchados de suco de pera! Nada pessoal. Mania de rico excentrico, sabe como è…

 

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2 thoughts on “Burj Al Arab – a chegada

  • 13/11/2015 at 18:11
    Permalink

    Tô morrendo de ir com suas histórias no Burj Al Arab, Luisa! E super me identifiquei! Não que eu já tenha me hospedado em um hotel tão chique, mas toda vez que me permito um luxinho nas viagens (e é luxinho mesmo, coisa pouca) fico pensando que vou ser barrada na porta do hotel. Mas aí visto minha cara blasé e penso que o que importa é eu ter dinheiro pra pagar a conta! hehe

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    • 15/11/2015 at 10:16
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      Pois é, Camila, cara blasé é tudo! E Ninguém ali precisa saber que a gente vendeu um rim pra pagar a conta, né? Kkkk Que dureza…

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