Butrint

Quando eu ainda estava gravida, organizamos uma viagem para Corfu, achando que nossas viagens com a herdeira se resumiriam em visitar parentes e fazer nada em praias e resorts.

Mas, como dizem por aqui, o sangue nao è agua, a nossa pequena è passeadeira que sò ela! Entao de ultima hora dispensamos as praias de Corfu e agendamos um tour a Butrint, na Albania, que tem mais a ver com a gente.

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No inicio, ficamos meio ressabiados de levar um bebe de 8 meses para visitar ruinas na Albania, principalmente por causa do sol forte e do medo de nao encontrar nenhuma infra estrutura por la.

Mas como resistir quando se fica sabendo que Butrint è considerado um “microcosmo da historia do Mediterraneo”?

DSC00383Pois è, ali se concentram as ruinas dos maiores imperios que dominaram a regiao: dos templos gregos do seculo IV a.C. atè os Otomanos no seculo XIX, passando è claro pelos romanos.

E naquelas ruinas tem mesmo de tudo: um banho romano, um batisterio com mosaico no chao, um teatro do seculo III a.C. mais tarde adaptado pelos romanos,  um portao grego, uma igreja crista, a acropolis, um castelo e uma torre veneziana.

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Pra quem curte historia, Butrint è um resumao do que aconteceu no Mediterraneo nos ultimos 2500 anos.

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Apesar de nao gostarmos muito de excursoes em grupo, esse è o jeito mais facil e confortavel de se fazer um bate-e-volta  de Corfu a Butrint (e com um bebe a tiracolo , foi a soluçao melhor para nòs).

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Por comodidade (leia-se preguiça) escolhemos a Ionian Cruises, como foi sugerida pelo nosso hotel. Sequer pesquisamos outras opçoes, entao nao sei dizer se o passeio de dia inteiro que nos custou  uns 80 euros por pessoa era caro ou barato.

As 9h00 da manha do dia seguinte, o onibus veio nos buscar, e fomos direto para o porto.

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E’ claro que todo mundo teve a mesma ideia de viajar de manha, e o pequeno porto de Corfu estava lotaderrimo com os onibus de turismo que dominavam o estacionamento. Tinha fila atè para desembarcar do onibus!

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 Tava jà achando que seria o maior programa de indio do mundo, mas atè que foi tudo muito ràpido e organizado, considerando aquela gentarada toda. E nao, na Europa nao existe nenhum tipo de fila preferencial pra criança pequena em atraçoes turisticas (pelo menos nao nas que eu fui). 

Depois de meia hora na fila para o controle de passaportes, entramos no barco e uma hora e meia depois chegamos em Saranda, na Albania. 

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Eu nao sabia, mas Saranda è um dos maiores destinos turisticos da Albania, com uma boa infra estrutura, um pouco de farofa e aquela atmosfera gostosa de um lugar muito autentico e com personalidade; se eu soubesse disso antes, teria organizado uns diazinhos a mais por ali.

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A primeira parada estrategica do onibus que nos esperava no porto em Saranda foi um cafè. Ali pudemos comprar agua, ir ao banheiro, e o mais importante: nos prepararmos psicologicamente para enfrentar uma caminhada de 2 horas a 40°C sob o sol do meio dia.

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Ainda bem que a minha preocupaçao com o sol forte achando que nao teriamos nem um lugarzinho para nos escondermos era infundada. Butrint foram as ruinas mais arborizadas e ventiladas que eu tive o prazer de conhecer.

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Queriamos levar o carrinho de bebe, para que a herdeira pudesse dormir tranquila durante o passeio, que seria bem na hora da sua soneca, mas na agencia em Corfu e no onibus em Saranda jà tinham nos avisado que as ruinas nao seriam um lugar adequado para carrinhos de bebe por causa das escadas e do chao irregular.

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Fiquei feliz por ter ignorado as advertencias e ter levado o carrinho. Sim, em Butrint tem escadas, mas sao poucas e nada comparadas com os milhares de degraus que eu faço diariamente nos metros de Milao.

Sim, as estradas sao irregulares, mas è sò um pouco off road, nada de absurdo, como dà pra observar nas fotos. O carrinho de bebe ficou sujo, mas nao destruido.

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No sitio arqueologico de Butrint nao existe muita infraestrutura, tem sò a bilheteria, banheiro e uns vendedores de souvenir, nao vi mais nada alem disso. A moeda ali è o Leke, mas o Euro era aceito sem problemas.

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Terminada a visita fomos de onibus atè o cafè da primeira parada, que a essa altura jà tinha se transformado em um restaurante self service pronto para o nosso almoço. Comida caseira albanesa honesta: tomate, pepino, batata, iogurte, carne assada, pao… bebidas e sorvetes pagando a parte.

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Depois do almoço, um tempinho livre pra passear por Saranda antes de pegar o barco de volta pra Corfu.

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