Natal em Curitiba – de camarote!

Natal em Curitiba – de camarote!

Antes de vir morar na Italia, minha casa era em Curitiba, mas como a familia toda è do interior do Paranà, eu nunca tinha visto uma daquelas apresentaçoes de Natal no Palacio Avenida.

E todo ano eu prometia a mim mesma que “no proximo Natal”, esse evento nao me escaparia…  O tempo passou e eu tive que arrumar um marido gringo pra conseguir a desculpa necessaria para ver esse espetaculo. 🙂

Mas pelo menos a comemoraçao foi em grande estilo: alugamos um camarote com dois janeloes e uma vista privilegiada de tudo e de todos.

Bom, camarote è o nome que o proprietario do predio na frente do Palacio Avenida dà às salas que ele aluga especialmente para o evento. O lugar parece um escritorio e cada sala è alugada para um grupo privado e alem da salinha privada, o proprietario providencia tambem (pagando a mais, è claro!) comidinhas arabes e bebidas.

Nossa salinha era um escritorio “de esquina”, entao tinha dois janeloes amplos e, apesar de estarmos bem apertados em 10 pessoas, todo mundo conseguiu ver bem o espetaculo.  A comida servida era bem honesta e achei que combinou bem com a festa que estavamos fazendo ali.

Adorei ver o Natal em Curitiba de camarote! Foi uma experiencia otima e acima de tudo confortavel, com direito  à presença dos parentes mais velhos que jamais se submeteriam a ficar no meio da multidao, por mais bonito que seja o show!

E quanto ao show… nao tenho muito o que dizer. E’ simplesmente lindo! Deixo o link do video que fiz no You Tube, para que cada um tire suas proprias conclusoes: Show de Natal do Palacio Avenida

A quem interessar possa, os dados do proprietario do predio que alugou o camarote para nòs sao: Sr. Bachir, fone (41) 9144-2355

Chapada dos Veadeiros

Chapada dos Veadeiros

Apesar de visitar Brasilia com muita frequencia por causa de amigos e parentes que moram là, nunca tinha me interessado em estender a viagem e passar uns dias na Chapada dos Veadeiros, simplesmente porque sou muito fresca e urbana para parques nacionais e nunca dei muita bola praquelas arvorezinhas retorcidas que compoem a paisagem da regiao.

Mas… casando com um gringo e morando fora, comecei a captar o seu modo estrangeiro de ver o Brasil: para um gringo (pelo menos para o meu marido) o Brasil è sinonimo de natureza exuberante e exotica, com fauna e flora que nao existem em nenhum outro lugar no mundo e, segundo ele, è exatamente isso que deve ser visitado quando vamos ao Brasil.

Com esse argumento, ele me convenceu a visitar a Chapada do Veadeiros, que possui a vegetaçao tipica do cerrado, considerado a “savana biologicamente mais rica do mundo” e infelizmente è tambem um dos ecossistemas mais ameaçados pela agricultura e incendios dolosos. Diz a lenda que è mais ameaçado que a Amazonia, pois possui menos de 3% de territorio protegido pela lei.

Escolhemos como base a cidade de Sao Jorge, que fica do ladinho do ingresso do parque. A partir de Brasilia, foram umas 3 horas e meia de carro numa estrada asfaltada boa, com os ultimos quilometros em estrada de terra (uns 30km, se nao me falha a memoria).

Achei que Sao Jorge foi uma otima escolha, pois fica bem no meio das principais atraçoes da regiao e o hotel que ficamos foi otimo. A Pousada Baguà è puro charme. Sao apenas 4 bangalos (de 80m2 cada um) num estilo “safari esoterico” e convem reservar com antecedencia, principalmente nos finais de semana.

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, propriamente dito, exige a presença de um guia autorizado para ser explorado,que pode guiar atè 10 pessoas. Na entrada do parque encontramos varias pessoas esperando mais visitantes para completar o grupo de 10 e baratear os custos do guia (R$100,00 pelo passeio) .

A exploraçao consiste basicamente em duas trilhas: a trilha dos canions e a trilha das cachoeiras que duram o dia todo cada uma, pouco mais, pouco menos, de acordo com o ritmo do grupo, è claro.

Nòs decidimos contratar um guia sò pra nòs e percorremos apenas a trilha das cachoeiras, pq quando fomos, um dos canions (o mais bonito, è claro) estava fechado. Um animal (nao me lembro o nome) em extinçao inventou de fazer ninho por ali e, para nao incomodà-lo, as visitas foram suspensas.

A trilha das cachoeiras è a mais dificil  de se percorrer, tem uns “sobe-e-desce” que na ida è mais desce, mas na volta è sò sobe, que complica a vida do que estao mais fora de forma.

Junte-se a isso uma hora e meia de caminhada para se chegar as tais cachoeiras (6km), uma hora e meia pra voltar, um sol de estalar mamona, umidade de 10%, e nenhuma sombra onde se esconder e eu queria matar meu marido!

Sim, as cachoeiras sao bonitas, sim, dà pra tomar banho de cachoeira, mas tem que gostar muito de ecoturismo e de banho de cachoeira para que esse sofrimento todo valha a pena. O que evidentemente nao è o meu caso!

Todas as demais atraçoes da regiao estao fora dos limites do parque, entao nao precisa de guia, mas tem que pagar para entrar. Sao propriedades privadas e nem por isso menos interessantes, afinal toda a regiao è cheia de rios, montanhas, cavernas, cachoeiras…

Digamos que o meu humor para trekking e outras cachoeiras nao estava dos melhores, entao… dentre as vaaaarias opçoes de passeios, nòs visitamos apenas o Vale da Lua e o meu bom humor voltou! O sol, a umidade e a falta de sombra continuavam, mas desta vez a caminhada foi de apenas 1km para chegar numa das paisagens mais surreais que eu vi na vida!

O Vale da Lua è formado por rochas cinzas-prateadas com alguns reflexos rosa por causa do quartzo presente na regiao, com um rio verde esmeralda de agua gelada que esculpiu crateras extraordinarias. Sò vendo mesmo! E quem gostar de agua fria pode tomar banho ali!

Outro motivo que costuma atrair visitantes à Chapada è a sua “aura mistica”. Como a Chapada fica exatamente no paralelo 14, que tambem passa por Machu Picchu, possui uma enorme reserva de quartzo que aflora do chao que, dizem, dà muita energia ao lugar e, ainda por cima, è considerada um dos lugares que mais refletem a luz do sol no mundo; o que nao falta por ali è esoterismo.

No final das contas, relembrando a viagem do conforto do meu lar, de um modo geral, atè que eu gostei de ter ido, mas nao volto nem amarrada!

Serra da Capivara

Serra da Capivara

Vou começar o post assumindo algo vergonhoso: eu nunca tinha ouvido falar da Serra da Capivara antes de vir morar na Italia! Eu nao sabia que no meu pais existe um parque nacional tao importante para a prè-historia e tao bem cuidado como esse!

Mas mais vergonhoso ainda è perceber que eu nao sou a unica brasileira que nunca tinha ouvido falar da Serra da Capivara! Quando eu contava para amigos e parentes que estava indo pra là, a reaçao era sempre a mesma: “onde? e vai fazer o que là?”.

Chegando em Sao Raimundo Nonato pude constatar que excluindo euzinha, casada com um italiano, e a esposa piauiense de um frances, os outros hospedes do hotel eram todos gringos! Encontramos principalmente franceses, alguns alemaes e tambem ingleses. Fiquei triste de ver que os brasileiros tenham tao pouco interesse em divulgar e visitar um patrimonio cultural tao importante do Brasil. E me incluo nisso, porque se nao fosse pela insistencia do marido, eu jamais teria ido atè là!

A Serra da Capivara è um parque nacional que foi criado para proteger as varias pinturas rupestres prè-historicas que foram encontradas na regiao. Para sentir o nivel da importancia do lugar, as pinturas rupestres e os restos encontrados na Serra da Capivara instauram uma polemica sobre a teoria mais aceita sobre a origem do homem americano, de que ele tenha chegado na America pelo estreito de Bering, là no Alasca.

As descobertas da Serra da Capivara mostram que as pinturas encontradas no Brasil sao mais antigas do que os 14 mil anos atras estimados como data da travessia de Bering e alem disso, os cranios encontrados ali na regiao mostram que os restos humanos possuem caracteristicas da raça negra e nao da raça asiatica.

Se o homem entrou na America pelo Alasca, como è possivel que existam pinturas rupestres mais antigas na America do Sul que na America do Norte? E se ele veio da Asia, porque o homem pre-historico sul americano possui caracteristicas da raça negra?

E eu ficava me fazendo essas perguntas cada vez mais deslumbrada com a quantidade e a qualidade das pinturas encontradas, que retratam cenas do quotidiano da època, e cada vez mais feliz de ver como o parque è bem cuidado.

Para inicio de conversa, sò è possivel entrar no parque acompanhado de um guia (o hotel que arranjou o guia pra gente), vc pode entrar de carro dentro do parque e chegar bem perto das paredes com as pinturas rupestres, sem precisar caminhar muito sob o sol escaldante do sertao (que realmente nao perdoa!).

Alem disso, em muitos lugares foram feitas passarelas de madeira e acessos para cadeirantes e o site do parque è muito bom e possui todas as informaçoes sobre as trilhas e os sitios arqueologicos para que vc possa organizar a sua viagem e possa decidir o que visitar segundo seus interesses.

Alem das pinturas rupestres, o parque oferece um outro espetaculo: andorinhas! Todo final de tarde as andorinhas voltam ao parque para passar a noite nas cavernas e o barulho que elas fazem è ensurdecedor, parecem misseis caindo no penhasco! E’ impressionante!

E a visita à regiao sò vai estar completa com um tour no excelente Museu do Homem Americano, que mostra a historia do Homem desde hà 100.000 anos e onde vc realmente se dà conta da importancia das pequisas na Serra da Capivara.

Serra da Capivara: chegando là

Serra da Capivara: chegando là

Quando marido propos de visitarmos a Serra da Capivara, no interior do Piaui, na nossa ultima viagem ao Brasil pensei com os meus botoes: “serà mais um daqueles programas de indio”… Quando comecei a estudar as opçoes de transporte, hotel, comida, eu desesperei de verdade: “esse serà O programa de indio, o maior da minha vida”

Eu nao poderia estar mais enganada! A Serra da Capivara è o maximo e vale todo o perrengue para se chegar là. E poe perrengue nisso! Os aeroportos mais proximos sao ou em Teresina a 500km de distancia,  ou em Petrolina a uns 300km de distancia.

Escolhemos Petrolina para começarmos nossa aventura. Li em algum lugar que atè existe um onibus que faz o trajeto Petrolina – Sao Raimundo Nonato, mas nem cogitei essa possibilidade, alugamos um carro tao logo chegamos na cidade.

Olhando os mapas, estrada mais importante que faz esse percurso è a BR 235 e BR 324, que sai de Pernambuco, atravessa a Bahia, passando por Remanso para depois chegar ao Piaui. Mas em todos os lugares existia a informaçao de que essa estrada està em pessimas condiçoes e que os tais 300km duram mais de 6 horas de viagem.

Jà estava me preparando psicologicamente para enfrentar esse tormento de estrada, quando me deparo com o excelente blog “Um Paulista em Petrolina”, escrito por Marcus Ramos, com informaçoes completissimas sobre a Serra da Capivara e sobre a situaçao das estradas. Graças a ele, ficamos sabendo que a estrada que passa por Afranio, Queimada Nova e Sao Joao do Piaui foi asfaltada recentemente e està em otimas condiçoes.

Como o Marcus alerta, o asfalto è novinho, mas nao tem nenhuma sinalizaçao, nem placas, nem faixas pintadas na estrada, nem nada e o nosso gps estava mais perdido que nòs por ali. E nao dà pra descuidar dos animais na pista: tem de tudo, vacas, cabras, jegues, galinhas, porcos, que resolvem atravessar a rua bem na hora que vc està passando.

Outro inconveniente dessa estrada è que aumenta a distancia a ser percorrida em uns 60km, mas vendo as fotos das BR no blog do Marcus, nao tive duvidas qual caminho escolher e realmente a viagem foi tranquilissima: uma parada aqui e ali para perguntar a direçao e uma ou outra freiada mais brusca por causa dos animais, mas nada de grave.

Quando chegamos em Sao Raimundo Nonato, encontramos um casal que tinham chegado a partir de Teresina e falaram que tem uns 200km de estrada em ruinas, e que por isso demoraram quase 10 horas para percorrer 500km.

Sao Raimundo Nonato è a tipica cidadezinha de interior, daquelas sem nada para ver/fazer, exceto servir de base para visitar a  Serra da Capivara. A cidade tem um unico hotel e umas poucas pousadas que sò fui descobrir que existiam quando cheguei là.

Esse hotel è o que existe de mais confortàvel em Sao Raimundo Nonato, o que nao significa que hotel seja bom, pelo contrario, è um hotelzinho bem simples, que fica meio fora da cidade, mas oferece uma hospedagem bem honesta e as pessoas que trabalham là sao super simpaticas e solicitas. Eu fiz a reserva pelo telefone, mesmo pq nao encontrei outra maneira de entrar em contato com o hotel, mas pelo o que eu vi, acredito que nao seja necessario reservar com antecedencia.

A comida è que foi a parte mais tragica da viagem… Acabamos comendo comida caseira no hotel todos os dias, pois quando perguntavamos qual era o melhor lugar para comer em Sao Raimundo Nonato, a sugestao era a “Pizza do Paulinho”. Nada contra, mas eu nao sai da Italia para comer pizza no interior do Piaui, nè?

Mas como eu disse no inicio, a Serra da Capivara è um lugar tao surpreendente que acabei abstraindo dos perrengues. Valeu a viagem!

Turismo no Brasil

Turismo no Brasil

Todo ano eu volto ao Brasil para visitar a familia e aproveito a ocasiao para mostrar orgulhosa o meu pais para o marido italiano. Mas preciso confessar uma coisa: nao è facil!

Euzinha, que sou brasileira e falo portugues, às vezes tenho vontade de jogar tudo pro alto quando começo a organizar uma viagem pro Brasil; imagino o que nao deve sofrer um turista estrangeiro que nao fala portugues, nao quer se limitar ao circuito Rio-Foz do Iguaçu e nao quer entrar em pacotes fechados de agencias de turismo.

Começando com o transporte:  Na parte aerea, em nao bastando os preços altos das passagens, praticamente toda e qualquer viagem de aviao no Brasil passa por Sao Paulo para uma conexao ou escala o que faz com as viagens que jà nao sao curtas, demorem ainda mais.

Acreditem, eu jà fui de Londrina a Brasilia de carro (1200km) pq nao compensava pegar um aviao, seja pelos custos (a passagem custava o equivalente a 300 euros sò a ida), seja pelo tempo (o aviao para em Curitiba e Sao Paulo antes de chegar em Brasilia, perderiamos o dia inteiro em aeroportos)

E para piorar, um estrangeiro nao consegue comprar uma passagem aerea no site da Tam ou da Gol simplesmente pq nao possui um CPF. Sim, eu sei que existe a versao internacional dos sites onde, teoricamente, seria possivel comprar a passagem… Mas nao funciona! Dà erro o tempo todo e nunca consegui comprar uma passagem pelo site com cartao de credito italiano. E nao foi por falta de tentar!

Jà consegui comprar a passagem com cartao de credito internacional pelo telefone… Mas convenhamos, tem que querer muito visitar o Brasil para telefonar, se submeter àquelas musiquinhas antes de ser atendido e ainda por cima pagar o telefonema e uma sobretaxa pq a reserva nao è feita pela internet!

Ainda no quesito transporte… alguem jà teve a curiosidade de ler o que diz a Lonely Planet sobre as normas de circulaçao e os perigos das estradas no Brasil? Alguns trechos, numa traduçao livre, da Lonely Planet italiana:

Dirigir no Brasil è muito perigoso. Todos os anos aproximadamente 35 mil pessoas morrem em acidentes nas estradas e os feridos chegam a 500 mil. (…) O culto da velocidade è insaciavel. Muitos motoristas pensam que sao pilotos de Formula 1 e sao incapazes de se adequar ao ritmo dos outros. A noite muitos motoristas nao param no semaforo vermelho (…) pq existe o risco de serem roubados. (…) Dirigir de noite è particularmente perigoso: existe a possibilidade de encontrar motoristas bebados, as estradas principalmente no Nordeste e nas regioes internas, estao em pessimas condiçoes (…) e para economizar um pouco de gasolina muitos motoristas circulam com a luz apagada ou ao minimo. (…) Outros motivos de preocupaçao para quem dirige no Brasil sao: falta de placas, (…)  ultrapassagens feitas em curvas, pneus furados (…) e, naturalmente, a policia, que para os motoristas sem motivo.

Se vc fosse um estrangeiro, vc alugaria um carro no Brasil depois de ler isso num dos guias mais vendidos do mundo? E o que eu me pergunto è: a Lonely Planet està tao errada assim?

Reservar um hotel tambem exige paciencia e boa vontade. A maior parte dos sites dos hoteis (excluo os hoteis de grandes redes internacionais) sao escritos tao somente em portugues e, para saber a disponibilidade e os preços dos quartos ou para fazer uma reserva è necessario mandar um email para o hotel e esperar a resposta.

Parece que aqueles formularios on line de reservas ainda nao chegaram a uma grande parte da rede hoteleira no Brasil.

Quando chega a resposta do email com os preços dos quartos, vem sempre uma comunicaçao avisando que para garantir a reserva faz-se necessario o deposito de X% do valor da diaria. Isso mesmo: d-e-p-o-s-i-t-o! Nao fazem reservas sem garantias e nao aceitam cartao de credito.

Para quem mora no exterior, fazer um deposito internacional para garantir uma simples diaria de hotel è muita funçao. E’ quase que um pedido: “nao venham para o Brasil!”

E sem contar a questao dos preços. Marido nao consegue entender como um hotel de 150 reais passe a custar 480 reais sò pq è Natal/Ano Novo… Tudo bem que estipulem um aumento para as chamadas altissimas temporadas, mas aumentar em 300% o valor da diaria è demais, nao?

Um investimentozinho em guias turisticos que pelo menos arranhem o ingles tb faz muita falta no Brasil. Por 3 vezes (em Fortaleza, em Bonito e no interior da Bahia) eu fiz passeios onde eu era a unica brasileira do grupo e me vi obrigada a traduzir as informaçoes do guia.

O duro era ter que ouvir os agradecimentos dos outros turistas pela minha boa vontade, acompanhados de um “que absurdo que o passeio seja sò em portugues para um grupo composto unicamente de estrangeiros”.

Mas esse post è sò um desabafo de alguem que mais uma vez està organizando uma viagem para o Brasil e mais uma vez passa pelos mesmos problemas. O Brasil è maravilhoso, mas tem que querer muito para nao desistir da viagem durante a organizaçao!

Fast Sleep

Fast Sleep

Cada vez que vou visitar a familia no Brasil è sempre a mesma historia: tenho que esperar hooooras no aeroporto de Guarulhos para fazer conexao. Fico mais cansada de esperar à toa no aeroporto do que as 12 horas de voo que separam o Brasil da Italia.

Por conta disso, semana passada, resolvi testar o Fast Sleep do aeroporto de Guarulhos para ver se as minhas horas à toa, esperando o proximo voo, ficariam menos cansativas.

Esse “hotel a horas” possui cabines, com direito a banheiro no final do corredor, e suites, com banheiro privativo. Paguei 103 reais por 3 horas numa suite…

Valeu a pena? Do jeito que eu estava cansada e precisada de um banho, achei que foi o melhor investimento do dia! Mas analisando friamente… que hotelzinho caro!!!

Tà certo que eu tinha a minha disposiçao, sem sair do aeroporto,  uma beliche, TV, telefone, internet, banheiro com algumas amenidades (shampoo, condicionador, touca de banho) e secador de cabelos… Mas a suite è minuscula; um caixote sem janelas!

O comprimento da suite equivale ao comprimento da cama e a largura è o espaço suficiente para caber a cama e abrir a porta. Claustrofobicos ou gente com muita mala vao ter problemas com as reduzidas dimensoes do que seria o maior quarto disponivel do hotel. E o banheiro da suite segue o mesmo padrao de tamanho…

Tambem achei o lugar meio barulhento: as paredes nao sao grossas e dà pra ouvir o entra e sai de gente o tempo todo.

E apesar do tamanho, do barulho e do preço, fico torcendo para que essa moda “fast sleep” pegue e para que todos os aeroportos do mundo possam contar com essa comodidade. Nao tem nada pior do que ter que passar a noite em aeroporto ou ter que ficar 6 horas esperando uma conexao depois de desembarcar de um voo de 12 horas.

Cidade de Goiás

Cidade de Goiás

Numa de nossas viagens ao Brasil, eu estava organizando uma viagem a Brasília para mostrar ao namorado italiano não só a capital do meu país, ou a fantástica arquitetura de Niemeyer, mas também porque tenho um carinho todo especial pela cidade, pois costumava visitar com frequência a parte da familia que mora por lá.

No meio da organização, o namorado singelamente me pergunta: “nós vamos passar por Goiás também?”. Me enchi de empáfia, peguei um mapa e comecei a explicar que Goiás era o nome de um estado, que a capital era Goiânia, que Brasília era lá perto, mas ficava no Distrito Federal, blá, blá, blá…

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E quanto mais eu explicava, mais ele fazia uma cara de: “do que vc está falando?”, até que ele me mostrou, assinalado no site da Unesco, uma pequena cidade chamada Goiás, a 300km de Brasília e declarada patrimônio da humanidade!

Vexame total! Eu viajo para Brasília desde que me conheço por gente e nunca tinha ouvido falar da tal cidade e, pra piorar, por que cargas d’água não olhei o site da Unesco antes, como faço com toda e qualquer viagem que planejo? Me encolhi na minha ignorância e prepotência e fui pesquisar sobre a tal cidade de Goiás… Ah, e mais do que depressa a incluí no roteiro!

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Segundo consta, Goiás foi o primeiro núcleo urbano do território goiano e também a primeira capital do estado de Goiás. Foi fundada, no início do século XVII pelos bandeirantes, liderados pelo famoso Anhanguera (lembra das aulas de história?), após massacrar os índios da região, chamados goyazes.

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Com a promessa de muitas riquezas, a “cidade” atraiu muita gente e, no século XVIII, foram surgindo na paisagem casarões, igrejas e calçamentos de pedra mantidos até hoje como foram feitos originariamente. Mas, com o esgotamento do ouro,  a cidade viu a sua população ser reduzida e teve que adaptar sua atividade econômica para a agropecuária. Com isso, no início do século XX, a capital foi transferida pra Goiânia e Goiás acabou caindo no esquecimento. Curiosamente, foi esse esquecimento que permitiu a preservação da cidade até o tombamento pela Unesco.

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 Chegamos em Goiás e fiquei impressionada com o que vi. Nunca imaginei que pudesse encontar no Brasil uma cidade histórica tão calma e tão limpa!  É que o meu estereótipo de “cidade histórica brasileira” são cidades como Salvador ou Ouro Preto, sempre animadas e cheias de turistas e, bom… digamos que podem melhorar no quesito limpeza… Em Goiás não vi nem uma bituca de cigarro no chão e  a maior parte das pessoas eram moradores que passavam o dia tranquilamente vendo a vida passar pela janela ou sentados à sombra de uma árvore.

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Uma paz indescritível! Sabe aquela sensação de “tempo parado”? Pois é… A sensação só foi embora quando deu o horário de saída da escola e estudantes uniformizados e tagarelas invadiram as ruas para voltar pra casa. Mas, aí já era tarde, eu já tinha sido contagiada e fiquei ali, parada sob uma sombra, observando a vida passar…

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Goiás é também a cidade natal da poetisa brasileira Cora Coralina, e sua casa, uma das primeiras construções da cidade, se transformou num museu muito interessante, que conta sua história, mostra suas poesias e sua habilidade culinária com os doces que fazia.

Aliás, uma das tradições da cidade são exatamente os doces, por toda parte estão as doceiras vendendo frutas cristalizadas e os “alfenins”, doces a base de açúcar e polvilho. E, sempre muito sorridentes e hospitaleiras, algumas abriram as portas de casa para que pudéssemos ver os doces sendo preparados.

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Não resisti e comprei quase 4kg de doces! As frutas cristalizadas são de lamber os beiços e, de volta à estrada para Brasília, beliscando no carro, conseguimos consumir quase 1kg delas, sem perceber!

Pantanal

Pantanal

O Pantanal sempre esteve nas minhas wish lists, o único problema é que eu precisava encontrar um modo para visitá-lo que se adaptasse ao meu estilo, digamos, urbano de ser….

Em bom português, isso significa que eu sou fresca o suficiente para não embarcar em nenhum tipo de pescaria, acampamento ou qualquer outra opção do gênero que envolva um contato muito próximo com uma parte da natureza, pra mim, totalmente dispensável: os mosquitos; e sou metida o suficiente para não me contentar com hotéis grandes no estilo “resort-fazenda”, que me dão uma sensação de não autênticos, do tipo “construidos para agradar gringo” (Nota: isso é puro preconceito da minha parte, nunca fiquei num hotel desses para tirar a prova).

 

Fazendo buscas pela internet, encontrei a Fazenda Bela Vista, que me parecia uma boa opção dentro do que eu estava procurando e, pra melhorar, ainda ficava na Estrada Parque, um dos lugares que eu fazia questão de visitar!

Pra chegar até a Fazenda foi uma aventura… Nós sabiamos que a Estrada Parque era desterrada e que tinha muitos animais pela estrada, então fomos dirigindo bem devagar e curtindo cada bicho que cruzava nosso caminho… Nessa alegria toda, acabamos nos perdendo, o celular nao funcionava, começou a anoitecer e a gasolina tava no final…

(Eu queria entender por que os homens se recusam a encher o tanque quando dirigem! Não foi a primeira vez e tenho certeza de que não será a ultima…Humpf!)

Eu já estava até prevendo a nossa primeira noite no Pantanal, dormindo no carro…

Mas como eu sempre tive muito mais sorte do que juìzo, avistei na escuridão a luz de uma TV numa casa… fora as estrelas e os faróis do nosso carro, aquela era a única luz por ali…

Ainda bem que os habitantes da casa sabiam onde ficava a Fazenda que procurávamos e nos deram a feliz noticia de que estávamos bem perto, mais uns 5km e chegariamos!

Chegamos sãos, salvos, e com o tanque de gasolina só no cheiro… Se a fazenda fosse 2km mais pra frente, acho que não chegariamos!

Nós dois éramos os únicos hospedes da fazenda, e, quando chegamos, o jantar estava nos esperando. Aquela comidinha bem caseira: arroz, feijão, salada e carne assada de porco do mato caçado ali mesmo era exatamente o que eu queria!

Na manhã seguinte, programa obrigatório para qualquer um que vai ao Pantanal: pescar piranhas! È muito engraçado, basta colocar um pouquinho de carne no anzol que as bichinhas jà mordem! Não requer prática nem tampouco habilidade!

Quer dizer… Nem foi tão fácil assim… O objetivo eram as piranhas, mas, por duas vezes eu consegui pescar peixes diferentes… Quando já haviamos pescado o suficiente para garantir o jantar, fizemos um tour de barco pelo rio, observando jacarés, macacos, ariranhas e pássaros de todos os tipos, enquanto aprendiamos a reconhecer alguns barulhos da natureza. Aliás, como esses animais são barulhentos!! Parece que apostam pra ver quem grita mais alto!

Depois de um delicioso almoço, com direito a um suculento bife (que saudades que eu tenho dos bifes, no Brasil…), a esposa do proprietário da fazenda, uma bióloga portuguesa muito querida, nos levou para o meio do mato e ali a aula foi profissional. Não só ela avistava, com uma habilidade incrivel, diversos animais mimetizados entre as palmeiras e árvores, como nos dava explicaçoes sobre os diversos tipos de pegadas que encontrávamos (na realidade, que  “ela” encontrava e nos mostrava… por conta propria, não enxergaria uma ùnica pegada sequer! 😳 ), sobre que tipo de animal comia que tipo de fruto, de acordo com as marcas das mordidas deixadas, e até as fezes dos animais davam indicios importantes sobre seus hábitos. Foi uma aula e tanto!

Não parece, mas observar a natureza dá uma canseira! Chegamos mortos e depois do banho providencial, a nossa sopa de piranha estava nos esperando. Que saborosa!

No dia seguinte bem cedo, fizemos um passeio de cavalo pela fazenda. Foi divertido, aprendemos mais um pouco sobre a fauna pantaneira e descobri que não sou adepta desse tipo de transporte, principalmente porque aquele maldito cavalo estava cheio de  carrapatos! Todos os mosquitos que não encontramos em todo o passeio, foram substituidos por picadas de carrapatos… Que tristeza! Acho que ninguém sai incólume do Pantanal!

No periodo da tarde, o proprietário da fazenda nos propos um passeio de caiaque pelo rio, bem romantico, somente eu e o namorado, um isopor cheio de latinhas de cerveja gelada e um por do sol de cair o queixo.

O passeio de caiaque, pra mim, teve seus prós e seus contras, pro meu namorado só teve prós.

Os prós é que o caiaque não faz barulho, então não espanta os animais, além disso, depois das varias aulas, jà conseguiamos identificar sozinhos os diversos rumores da natureza, e direcionávamos o caiaque para onde queriamos, para ver melhor os bichos que queriamos.

Já o contra é que nos estávamos em um misero e leve caiaque de plástico num rio cheio de piranhas e jacarés!  E o infeliz do meu namorado nao podia ver um jacaré que já queria chegar com o caiaque bem pertinho do bicho! Eu tremia de tanto pavor e até hoje sou motivo de piadas por causa disso…

Na manhã seguinte, o proprietário da fazenda nos vendeu um pouco da gasolina que ele tinha no carro (que situação!) para podermos chegar até o posto mais próximo, seguindo tranquilamente pela Estrada Parque.

A Estrada Parque é mais do que um zoológico! Quando vc acha que já viu todo tipo de animal, voce ainda consegue se surpreender com bandos de tuiuius, garças, araras, tucanos, siriemas, capivaras com filhotes, e até um cervo do pantanal!

 

Eu bem que tentava tirar fotos desses animais, mas não conseguia ser rápida o suficiente, ficava contemplando tudo e, quando me lembrava da máquina fotográfica, ja era!

Ah, não é uma graça esse filhote de jacaré que apareceu do nada na piscina da fazenda?

Gruta do Lago Azul

Gruta do Lago Azul

Chegamos em Campo Grande em plena segunda feira por volta do horário do almoço, alugamos um carro e fomos caçar alguma coisa pra comer na capital. O Guia 4 Rodas mencionava que no mercado municipal de Campo Grande era possível encontrar excelentes sopas paraguaias e chipas. Achei que seria uma boa oportunidade de “introduzir” meu namorado na cultura local, antes da viagem a Bonito…

A visita ao mercado foi um programa melhor do que qualquer restaurante poderia ter sido! Foi cômico, o moço parecia uma criança deslumbrada. Ele nunca tinha visto nada igual, pra ele era tudo muito exótico… A todo instante apontava alguma coisa com curiosidade e, euzinha, no meio da avalanche de perguntas, tentava explicar o que era tereré, erva mate, berrante… (fico imaginando o que ele não passou comigo, logo que me mudei para a Itália… 😳 )

Depois de muitas risadas e explicações, comemos excelentes sopas paraguaias (que de sopa não tem nada…), embalamos algumas chipas para viagem e lá fomos nós rumo a Bonito.

Todas as vezes que pensava em Bonito era a imagem da Gruta do Lago Azul que me vinha em mente… Eram as fotos dessa Gruta que eu procurava na internet pra mostrar pro meu namorado para onde iríamos (tadinho… totalmente perdido na geografia brasileira…) e a Gruta foi o primeiro passeio que agendei nos nossos 4 dias de Bonito. Estava super ansiosa para conhecer a gruta e conferir se a água era azul mesmo ou se era tudo truque fotográfico para atrair turistas…

Saímos do hotel bem cedo, porque não conhecíamos as condições da estrada de terra e com um carro mil na mão não dava pra brincar… Que bela surpresa, a estrada nem era ruim, mas mesmo assim demoramos um monte para chegar no nosso destino… Fizemos uma parada estratégica para observar um tucano que voava pra lá e pra cá, todo exibicionista, tivemos que reduzir a velocidade para não atropelar uma siriema desorientada que corria na frente do carro, e, principalmente, enfrentamos muitos bois descansando felizes no meio da estrada e que não tinham a menor intenção de sair do lugar…

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Chegamos no horário previsto, nos juntamos aos demais do grupo, pegamos os capacetes e, finalmente, eu conheceria a Gruta do Lago Azul, símbolo de Bonito (pra mim, pelo menos!). Enquanto descíamos, a guia dava algumas explicações sobre a formação rochosa do lugar, alguns dados históricos sobre a Guerra do Paraguai, mas eu confesso que não prestei muita atenção, não… Pra mim, naquele momento, a gruta não era para ser explicada, era pra ser admirada…

Eis que, do nada, um menino de uns 12 anos, do nosso grupo, que estava com os pais, resolve ter um ataque de pânico, chorava desesperado, empacou num canto e disse que não iria mais pra lado nenhum. A guia ficou meio sem saber o que fazer… Tinha que continuar o tour, mas não podia deixar o menino ali sozinho, também não podia retornar com o menino e deixar o grupo sozinho… Resultado: ficamos parados ali uns 15 minutos até que um outro grupo, já de saída, cruzou com a gente e levou o menino e seus pais embora.

Enquanto esperávamos, estiquei o pescoço sobre uma rocha e finalmente consegui ver o quão azul era o lago! A partir de então, não senti os 15 minutos passarem, não ouvia mais o choro do menino, estava completamente hipnotizada… O lago é azul mesmo!!! Mas não é um azulzinho sem graça… É azul de verdade! Parece até que jogaram tinta na água, porque é impossível um azul tão azul ser de verdade, sem nenhum retoque!

Logo o pessoal do grupo se deu conta da minha “descoberta” e, como já havia gente demais dando atenção ao menino, atrás de mim já existia fila pra esticar o pescoço e curtir um pedacinho do azul do lago.

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Problema resolvido, menino são e salvo com seus pais fora da gruta, ninguem mais falava sobre a formação rochosa do lugar ou sobre a Guerra do Paraguai… O assunto era “doença”, ataque de pânico, depressão, aquela vez que a tia não sei de quem teve um problema não sei do que, o irmão que sofria de não sei que coisa… Péssimo!

Ainda bem que não durou muito! Logo vimos o azul do lago em todo o seu esplendor e ninguém mais se lembrou de doença nenhuma. O assunto da vez era “oohhhh”, “uau!!”, “que lindo!”, “fantástico!”.

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Pausa para fotos e fim do passeio… Só nos restava subir a trilha de volta à superfícia e guardar na memória aquela paisagem incrível, porque as fotos saíram quase todas escuras, tremidas, desfocadas, tortas… Não é fácil fotografar em grutas!!

Abismo Anhumas

Abismo Anhumas

Ir para Bonito e não descer o Abismo Anhumas chega a ser um crime! E descer o Abismo e não fazer o mergulho e se contentar só com o snorkelling é uma agravante séria! Concordo que é um passeio caro e que exige um certo preparo físico, mas isso não é desculpa!

Quando estava planejando o passeio pra lá, vi que existia a possibilidade de mergulhar, não tive dúvidas e me inscrevi num curso de mergulho. Não queria passar pela mesma decepção que passei em Noronha, onde não pude mergulhar por pura falta de planejamento e também não queria passar vontade e ficar só olhando meu namorado se divertir a 18m de profundidade.

Enfim, PADI em mãos, fomos agendar o passeio. Marcamos o primeiro horário para aproveitar bem o dia, mas não sabíamos que o primeiro horário era às 7h00 da manhã. Fazendo as contas: 40 minutos pra chegar mais o tempo para acordar e tomar café da manhã… despertador às 5h00! Meu namorado queria me matar…

Chegamos no local combinado, no horário combinado, com uma cara de sono que dava dó, mas quando vimos o tamanho do abismo e o equipamento para o rapel todo pronto, esperando pela gente, o sono deu lugar à excitação e ao medo.

No treinamento do dia anterior, não parecia tão complicado… Mas uma coisa é treinar em uma casa e subir e descer seis metros, outra coisa é descer 72 metros dependurado numa corda e saber que o único modo de voltar à superfície é usando a força das pernas, na mesma corda e nos mesmos 72 metros…

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Acho que eles cobram o passeio antecipadamente para evitar desistências de última hora…

Depois dos primeiros momentos, passou o medo da descida e conseguimos apreciar a vista. Pena que acabou super rápido… “Pousamos” numa plataforma flutuante e fomos fazer um passeio de barco para um reconhecimento de território e algumas informações sobre o lugar.

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Em seguida, os grupos se dividem entre os que mergulham e os que não mergulham. Equipamento preparado, começamos a “afundar”… eu estava empolgadíssima, e também curiosa, porque não existe vida no fundo do abismo e eu queria saber o que tinha de tão especial naquelas formações rochosas… Não tem jeito… Só mesmo estando lá no fundo pra descobrir… A sensação é indescritível, parecia que eu estava voando entre arranha-céus! Mais uma vez: pena que acabou super rápido…

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Retornando à superfície, pausa para um lanchinho para conseguirmos encarar a subida de volta. Com a desculpa de “admirar a paisagem”, paramos várias vezes no meio do caminho pra dar uma descansada e até fizemos amizade com uns morceguinhos que moravam por lá. Desta vez, não acabou super rápido, foram mais de 30 minutos para subir os 72m…

Terminamos o passeio exaustos, quebrados, sujos e incrivelmente felizes!

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