Nosso roteiro na Ilha de Pascoa – parte 3

Depois de ter feito o roteiro de meio periodo a Orongo e o roteiro de dia inteiro passando por Ahu Tongariki e Anakena, ficava faltando sò passear pelo interior da ilha e era exatamente esse o terceiro e ultimo roteiro sugerido pelo livro do James (em azul no mapa abaixo). Tivemos que adaptà-lo, è claro, para atender nossas exigencias:

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4° dia – Ahu Akivi e Puna Pau

Como as coisas mais interessantes desse roteiro tinham a melhor luz no periodo da tarde, aproveitamos a manha para brincar com a herdeira em um dos varios parquinhos de Hanga Roa e, depois do almoço seguimos para Puna Pau.

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Puna Pau è a “fabrica” dos chapeus dos moais. Quer dizer, alguns estudiosos dizem que aquilo que colocam sobre a cabeça dos moais na realidade è uma representaçao do penteado deles: cabelo comprido, amarrado num coque em cima da cabeça.

E’ um lugar muito interessante mais por causa da historia e do que ele representa do que propriamente pelo o que se ve ali.

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Depois de Puna Pau, seguimos para Ahu Akivi, mais uma plataforma com moais. O que diferencia essa plataforma das demais è a sua localizaçao no interior da ilha e nao no litoral, de costas pro mar, como os outros moais da ilha.

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Depois de Ahu Akivi, estavamos nos dirigindo para Ana Te Pahu, tambem conhecida como caverna das bananas, mas a estrada nao era asfaltada e a herdeira nao estava nos seus melhores dias (tem sempre um dia de birras, nao dà pra escapar!), entao resolvemos deixar as cavernas pra là.

Pra quem gosta de cavernas, no roteiro do livro do James constam, alem da Ana Te Pahu, a Ana Te Pora e a Ana Kakenga, segundo ele, a mais interessante de todas.

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Fomos terminar o nosso dia em Tahai, para o famoso por-do-sol. Parece que todos os habitantes da ilha tiveram a mesma ideia e o lugar logo encheu. Quer dizer, para os padroes da ilha estava bem cheio; quando voce se acostuma a ver no maximo umas 5 ou 6 pessoas nas outras atraçoes, è sò juntar mais de 50 que vira uma super lotaçao, mas nada que incomode ou estrague a experiencia.

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E’ atè curioso observar os equipamentos fotograficos dos outros, o estudo para escolher o lugar ideal para apoiar os tripes ou para simplesmente deitar na grama com a alma gemea do lado, esperando o sol desaparecer no mar, atras das estatuas.

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Esse por do sol em Tahai tà no topo da minha lista das coisas mais bonitas que vi na Ilha de Pascoa, è realmente magico!

5° dia – A partida

Nosso voo partiria logo depois do almoço, aproveitamos a manha para arrumar as malas e passear mais um pouco por Hanga Roa, com direito a parquinho, è claro!

No final das contas achei que os 3 dias inteiros foram perfeitos! Saimos a ilha com aquela sensaçao boa de “vimos tudo o que gostariamos de ter visto!” .

Nosso roteiro na Ilha de Pascoa – parte 2

Continuando o post anterior

3° dia – Rano Raraku e Anakena:

No nosso terceiro dia na ilha de Pascoa, fizemos o roteiro de um dia inteiro sugerido pelo livro do James com algumas adaptaçoes. Pra quem tem pouco tempo na ilha, esse è o roteiro ideal (em preto no mapa)!

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E, na minha opiniao, nao è sò o roteiro mais completo, mas tambèm è o mais interessante de todos, pois ele reune num unico passeio todos os estereotipos da ilha de Pascoa: paisagens desoladas, moais enfileirados em cima de uma plataforma, cabeças de moais que “brotam” da terra, praia azulzinha… Tà tudo ali!

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Nòs começamos o dia indo diretamente para a praia de Anakena, uns 20 minutos de carro de Hanga Roa, numa estrada bem boa, mas cheia de cavalos soltos. Preferimos ir à praia pela manha porque o livro do James dizia que a melhor luz para fotos è de manha e que os onibus de turismo chegam no final da tarde.

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Realmente, de manha quando chegamos nao tinha uma viva alma na praia. Um pouco mais tarde chegou outra familia com crianças e mais ninguem atè quase a hora do almoço; praia praticamente exclusiva pra nòs.

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O unico problema de se ir a Anakena de manha è que, como nao tem ninguem, a pouca infra-estrutura do lugar (banheiro e restaurantes) abre sò depois do meio-dia (e esse “depois” è um conceito bem elastico, nao espere nada aberto meio-dia em ponto!).

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Aproveitamos bem a praia pela manha, almoçamos por ali; mesmo porque  praqueles lados da Ilha de Pascoa nao existe outra alternativa.

Um detalhe que pode incomodar è que, embora tenha banheiro a pagamento (1 dolar, mais ou menos), nao existe chuveiro, entao voce necessariamente vai passar o resto do dia fazendo turismo cheio de areia.

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E là fomos nòs, cheios de areia, pra visitar Ahu Tongariki, a maior plataforma com moais de toda a Polinesia. Sao 220 metros com 15 moais em cima!

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Enormes e imponentes, de costas pro mar, praticamente na beira da estrada, em fila, esperando para serem fotografados! E diz a lenda que ver o sol nascer atras dos moais em Ahu Tongariki seja magico.

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Seguindo o roteiro, fomos a Rano Raraku, a “fabrica” de moais; o lugar onde os moais eram esculpidos antes de serem levados às plataformas. Lembra do bilhete de entrada comprado no dia anterior? Entao, voce vai precisar dele pra entrar em Rano Raraku.

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Em Rano Raraku existem quase 400 moais em varios estagios de construçao, desde as cabeçonas jà prontas que brotam do chao (que na realidade sao moais inteiros, mas enterrados) atè “esboços” de moais ainda dentro da montanha.

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Existe uma trilha bem delimitada para seguir e pra ver todos os moais, mas eles nao fornecem nenhum material de apoio, sò um painel na entrada do lugar, entao se nao tiver um guia, ou se nao prestar muita atençao em tudo quanto è pedra por ali, è capaz de voce nao reconhecer alguns detalhes.

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Um casal de turistas me viu fotografando um pedaço de montanha e veio me perguntar o que eu estava fotografando. A cara de espanto deles foi impagavel, quando descobriram que estavam diante do maior moai jà construido e nao tinham visto!

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No roteiro sugerido no livro do James, existem outros lugares a serem visitados, como Te Pito Kura (o maior moai colocado sobre uma plataforma, mas que hoje se encontra caido no chao), Papa Vaka (petroglifos), Aku Akahanga (plataforma nao restaurada com restos arqueologicos de casas e fornos) mas nòs nos demos por satisfeitos com o que haviamos visto e voltamos para Hanga Roa pela estrada panoramica do litoral.

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Terminamos o dia no modo mais turistico possivel: num jantar com show de dança polinesia.  Escolhemos o restaurante Te Ra’ai, por ser o unico restaurante que oferece a oportunidade de experimentar o “umu” o tradicional metodo polinesio de cozinhar.

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Eles botam toda a comida dentro de um buraco com pedras quentes e deixam tudo ali por um bom tempo. E’ um metodo bem curioso, mas nao dà pra criar grandes expectativas em relaçao à comida…

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Depois do jantar, nos levaram para o show. Eu nunca tinha visto um show de dança polinesia na vida, entao nao tenho parametros pra comparar. De repente caì na maior armadilha turistica do mundo,  mas mesmo assim gostei muito do que vi e me diverti bastante. Achei que foi um otimo modo de terminar nosso dia! 😉

Nosso roteiro na Ilha de Pascoa – parte 1

No caminho do aeroporto pro hotel, recebemos algumas dicas sobre as melhores maneiras de se visitar a ilha e o proprietario da nossa cabana nos deu a dica mais util de todas: “Nao percam tempo nem dinheiro com passeios em grupo. Comprem o livro do James!”

O “livro do James”, como è conhecido por ali, se chama “A Companion to Easter Island” , o guia mais completo e conciso que eu tive a oportunidade de ler sobre a Ilha de Pascoa. O autor, James Grant-Peterkin trabalha (ou trabalhava?) como guia de turismo na ilha e nesse guia ele  juntou a parte historica com os macetes de visitaçao que sò um guia experiente conhece.

E o mais legal: no livro ele colocou 3 roteiros redondinhos que contemplam a maior parte das atraçoes da ilha, classificadas com estrelinhas de acordo com a importancia do lugar. E como se nao bastasse, esses roteiros foram elaborados de modo a otimizar os deslocamentos, variar os interesses, fugir dos grupos de excursao e ainda aproveitar o melhor horario para as fotos.

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Nossos roteiros adaptados do livro do James

Sao 2 roteirinhos de meio periodo e 1 roteiro de dia inteiro. Com o livro do James na mao e um carro a disposiçao, bastam 2 dias inteiros pra ver praticamente a ilha toda sem correrias. Nòs tinhamos 3 dias inteiros livres (sem contar o dia da chegada e da partida) e uma criança de 3 anos que reduz o ritmo de qualquer viagem (visitamos alguns lugares em turnos, por exemplo, enquanto ela dormia no carro) e achei que foi perfeito.

1° dia – A chegada.

O primeiro dia è meio perdido, depois de quase 5 horas de voo, sò queriamos saber de tomar banho e descansar.

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Aproveitamos o restinho do dia para passear por Hanga Roa meio sem rumo, tentando adquirir um minimo senso de localizaçao e fizemos umas comprinhas pra abastecer a geladeira da cabana.

2° dia – Orongo e Rano Kau.

Começamos o dia seguindo a ordem do proprietario da cabana e fomos direto a uma loja de souvenir adquirir o livro do James. Dali fomos à sede do Conaf comprar nossos ingressos para o Parque Nacional Rapa Nui e finalmente começamos nosso passeio (em vermelho no mapa acima)

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James (para os intimos!) começa o tour de manha por Vinapu, que è inclusive o melhor horario para foto do lugar, mas como todo turista recém chegado que se preze, nòs estavamos avidos por conhecer as atraçoes mais famosas, entao seguimos direto para Rano Kau e Orongo e deixamos Vinapu pro final.

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Foi sò continuar na mesma estrada onde se localiza Conaf e uns 5 minutos depois jà tivemos a primeira parada para apreciarmos uma vista linda de Hanga Roa e do resto da ilha. E mais uns 10 minutos eis que chegamos a Rano Kau, a maior cratera vulcanica da Ilha de Pascoa, com um lago dentro coberto de vegetaçao. Um desbunde!

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Dali seguimos pra Orongo. Diz o James que com 15 minutos de caminhada contornando a cratera de Rano Kau voce chega em Orongo. O sol forte nos convenceu a ir de carro, 5 minutos dirigindo.

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Orongo è um sitio arqueologico de uma vila onde eram realizadas as cerimonias de culto do homem-passaro e o principal lugar de arte rupestre da Ilha de Pascoa. Na entrada de Orongo tem uma estrutura onde verificam o teu bilhete de entrada e expoem alguns quadros explicando a importancia do lugar e o que era o ritual do homem passaro.

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Vi um banheiro e mais nada; nao tem nem uma misera maquina automatica pra vender agua.

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De Orongo seguimos a estrada atè Vinapu, que è plataforma de pedra (ahu) sobre a qual colocam os moais. A gente fica tao embasbacada com os moais da Ilha de Pascoa, que acaba nem prestando atençao na plataforma onde eles estao apoiados. E Vinapu è o melhor exemplo desse tipo de arquitetura da ilha, sendo comparada inclusive à arquitetura inca, entao se tiver que observar uma plataforma de pedra, que seja essa!

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Como a herdeira jà estava morrendo de fome, demos por terminado o nosso roteiro e voltamos para Hanga Roa para almoçar. Pra quem nao tem pressa pro almoço, James acrescenta no roteiro uma visita a Ana Kai Tangata, uma caverna de facil acesso com pinturas rupestres.

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Depois do almoço aproveitamos  a tarde para visitar as atraçoes de Hanga Roa: o mercado de artesanato, a igreja, o museu e è claro um parquinho, afinal temos que atender às exigencias de todos os membros da excursao ;D .

 

Ilha de Pascoa: informaçoes gerais

Taì uma viagem que demorou pra se realizar… Foi uma das primeiras viagens que organizei com meu entao namorado, atual marido, hà mais de 10 anos e que, por uma serie de motivos (distancia? custo? ambos?) foi sendo adiada. Mas eis que esse ano ela finalmente saiu do papel e conseguimos passar o Ano Novo por là.

1 – A chegada e a fila:

Depois de um voo de quase 5 horas a partir de Santiago, chegamos na ilha de Pascoa no meio da tarde. Aeroporto pequeno e uma fila gigantesca nos esperavam. Entramos na fila tambem, meio sem saber o porque.

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Depois de um bom tempo naquela fila, quando estava chegando a nossa vez, descobrimos que a fila era simplesmente pra comprar os ingressos para visitar o Parque Nacional de Rapa Nui, e que eles sò aceitavam dinheiro vivo: ou pesos chilenos ou dolar. Fuèèè! Tempo perdido!

Mas e os ingressos pro parque?

2 – Comprando os ingressos:

Como nao tinhamos dinheiro e – descobrimos mais tarde – nem a necessidade de se comprar os ingressos na chegada, poderiamos ter saido da fila, pegado as malas e ido direto pro hotel em menos de 10 minutos.

A Camila do blog O Melhor Mes do Ano alertou que em maio/2015 os Rapa Nui estavam expulsando o orgao oficial de turismo da ilha (Conaf) e assumindo para si o controle das atraçoes turisticas, eliminando a taxa de ingresso e exigindo um guia local para visitar o parque.

Pelo jeito, os rapa nui perderam a briga: tivemos que comprar os tais ingressos e ninguem exigiu a presença de nenhum guia local, no periodo em que estivemos por là.

De qualquer modo, nao precisa enfrentar fila no aeroporto: dà pra comprar os ingressos mais tarde na sede do Conaf, que fica a caminho de Orongo e Rano Kau. E apesar de exigirem dinheiro vivo, ali nao enfrentamos filas e pagamos o mesmo preço (US$60 por pessoa).

3 – Hospedagem:

Como carregamos sempre a herdeira, que acabou de completar 3 anos, nas nossas viagens, temos algumas exigencias com hoteis e principal delas è um ambiente separado do quarto, para que ela possa dormir sossegada no horario de rotina, sem que nòs tenhamos que ficar no escuro falando baixinho.

Nao encontrei esse tipo de quarto nos hoteis da ilha, entao tivemos que ir para uma “cabana” mesmo. Resolveu nosso problema, os proprietarios eram muito simpaticos e disponiveis, mas nao è esse o tipo de hospedagem que eu curto. Jà a herdeira amou as galinhas! :/

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Embora a relaçao custo/beneficio de toda e qualquer hospedagem na ilha seja pèssima, existem opçoes para todos os bolsos, de camping atè hotel 5 estrelas. Embora seja uma ilha pequena, tem que prestar bem atençao na localizaçao do hotel/cabana e o tipo de transporte que se pretende usar.

Quem nao dispoe de um meio de transporte proprio, seja ele um carro, uma bicicleta, um cavalo ou o que quer que seja, convem escolher uma hospedagem o mais proxima possivel da rua principal de Hanga Roa, pra nao perder tempo em caminhadas inuteis sob um sol impiedoso, como explica a Fernanda do blog Tà Indo Pra Onde.

Falando em meios de transporte…

4 – Saindo do Aeroporto:

O aeroporto fica bem perto do centro da cidade. Dependendo da tua disposiçao e da quantidade de malas pra carregar, dà atè pra ir a pè, como fez a Claudia do Vai na Minha. Como eu nao tenho essa disposiçao toda, o proprietario da nossa cabana estava là nos esperando com um colar de flores.

Transporte publico ali è inexistente, entao acredito que a modalidade mais utilizada para se sair do aeroporto è: combinar com o hotel.

Vi algumas plaquinhas com serviços de transfer, mas nao me demorei tempo suficiente pra entender as opçoes e respectivos preços, mas girava em torno de uns 15 euros por pessoa.

5 – Transporte:

Ou voce è um apaixonado por caminhadas, como a Claudia do blog Vai Na Minha, ou voce necessariamente vai precisar de um meio de transporte. O lado bom è que opçoes nao faltam; o lado ruim è que, conforme a època do ano, a opçao escolhida pode nao estar disponivel.

Nòs fomos no auge do verao, pleno ano novo, voo lotado e preços nas alturas. Reservamos um carro com a propria cabana onde nos hospedamos, no momento da reserva da hospedagem. Meno male! Vi gente disputando carro a tapa por ali…

Na minha opiniao, o carro è a melhor maneira pra passear pela ilha mas, pra quem nao quer dirigir, existem opçoes de bicicleta, cavalo (!!!), taxi e os classicos passeios oferecidos por agencias de turismo. Com os pròs e contras relativos a cada opçao, è claro: condiçoes climaticas, preços, horarios e flexibilidade dos roteiros…

6 – Dirigindo pela Ilha de Pascoa:

E’ muito facil dirigir pela ilha de Pascoa: nao existe a obrigatoriedade de cinto de segurança, nem de cadeirinha pra criança. Nòs usamos ambos; mas mais para dar o exemplo pra herdeira e nao deixà-la mal acostumada do que por causa do perigo.

Nao existe engarrafamento, nem problemas de estacionamento; em meia hora voce atravessa a ilha (sao 23km de ponta a ponta) em estradas boas e praticamente vazias.

E’ verdade que a sinalizaçao nao è o maximo por ali, mas tambem nao existem muitas estradas, entao o risco de se perder è minimo.

O unico perigo real de se dirigir na Ilha de Pascoa sao os cavalos! Eles sao muitos e circulam livremente por toda a ilha. A chance de topar com alguns no meio da estrada è bem alta, e os cavalos sempre tem a preferencia!

Outro ponto a ser levado em consideraçao è que nao existe seguro para carros na ilha. Se acontecer algum acidente, voce vai ter que arcar com o prejuizo todo.

 

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