Kourion

Kourion

Um lugar muito famoso no Chipre e que atrai muitos turistas sao as ruinas da Antiga Kourion, uma cidade fundada em època neolitica e que teve sua maior prosperidade em época romana.

Atè quem nao se interessa por historia ou arqueologia vai ficar de boca aberta com a beleza do lugar… Quer dizer… depois de ter visto os mosaicos de Pafos, confesso que os de Kourion nao tinham tanta graça…

E o lindo anfiteatro que domina o lugar, na realidade è uma reconstruçao moderna do que foi destruido por um terremoto no seculo III, e hj è usado para eventos culturais.

Mas fiquei de boca aberta com a organizaçao das ruinas de Kourion e capacidade dos antigos povos em escolher os lugares para viver! Praticamente todo o sitio è formado por passarelas com acesso para deficientes fisicos e possuem coberturas super tecnologicas para proteger as ruinas. E a vista pro mar que se tem dali è um desbunde!

È duro admitir, mas passei mais tempo observando as estruturas arquitetonicas de proteçao e babando na vista do que propriamente interessada nas ruinas e mosaicos…

Como Kourion è um dos lugares do Chipre famoso por receber muitos turistas, fizemos a nossa visita super cedo e encontramos sò mais meia duzia de perdidos por ali. Com 1h30 de tour vimos tudo o que queriamos com bastante calma e, quando estavamos indo embora, varios onibus estavam chegando…

 

Choirokoitia

Choirokoitia

Como sempre, antes de organizar qq roteiro, eu dou aquela passada basica no site da Unesco pra conferir os Patrimonios da Humanidade. Là tem sempre alguma coisa super interessante pra visitar e que nem sempre recebe o merecido destaque nos guias de viagem. Mas às vezes, o “patrimonio da humanidade” em questao è simplesmente um lugar importantissimo do ponto de vista historico, mas nada importante para o turista.

Choirokoitia, no Chipre, é um desses lugares: ruinas de cabanas de pedras de forma circular, construidas por volta do ano 7 mil antes de Cristo, com tecnicas muito avançadas para a època, e que permitiram aos arqueologos de reconstruirem toda a vida das pessoas que viveram ali hà 9 mil anos: da organizaçao social e politica aos habitos alimentares.

O lugar è pequeno e os visitantes percorrem uma subidinha bem boa para ver as ruinas dos principais pontos da “cidade”, com varias placas explicando tudo direitinho, pq nao è nada facil para um simples mortal conseguir ter uma ideia de como eram as habitaçoes com base exclusivamente nas ruinas. 

E pra facilitar ainda mais a vida do turista, reconstruiram algumas casas da època em tamanho original; mas mesmo com essa reconstruçao, com as placas explicativas e com uma historia fascinante, Choirokotia sò vai interessar mesmo aos apaixonados por arqueologia.

Pafos

Pafos

De todos os lugares por onde passei no Chipre, Pafos foi o unico com muitos turistas. E nao è dificil de saber o porque: Pafos consegue combinar vida de praia num ambiente bem cosmopolita (cosmopolita demais pro meu gosto), com lindas paisagens rurais e alguns dos sitios arqueologicos mais importantes de todo o Chipre.

As praias, nos arredores de Pafos, nao são apenas lindissimas, mas tambem  estao relacionadas à Afrodite, deusa grega da beleza e do amor. Diz a lenda que Afrodite surgiu nas aguas do mar chipriota, sobre uma concha envolvida na espuma que se formou quando Cronos jogou os testiculos de seu pai, Urano, no mar.

O lugar exato do nascimento de Afrodite, segundo os guias do Chipre, è Petra tou Romiou, pois quando as ondas batem na rocha formam uma espuma que remete à origem mitologica da deusa. Contudo, a mesma historia è reivindicada pelos habitantes da ilha grega de Kythira, que garantem que Afrodite nao è chipriota!

Essa foto eu emprestei de Arne Kuilman, pois eu nao tenho nenhuma que preste para postar!

Como fomos para Chipre em pleno inverno, com temperaturas que giravam em torno dos 20ºC, vimos Petra tou Romiou rapidinho e deixamos as praias para uma proxima visita ao pais. Preferimos dedicar nosso tempo aos dois principais pontos turisticos de Pafos: os mosaicos e as Tumbas do Rei.

Os mosaicos decoram o chao de casas romanas dos sèculos III a V e atè mais interessante do que o valor artistico e historico desses mosaicos sao os episodios dos mitos gregos que eles representam.

A chamada Casa de Dionisio è a maior e a mais interessante de visitar. Sao 2 mil metros quadrados de mosaicos que representam em grande parte o deus do vinho (Baco para os romanos) e daì vem seu nome.

Das passarelas de madeira que foram construidas, dà pra admirar todos os mosaicos de Dionisio, de Narciso, de Castor e Polux e atè de Piramo e Tisbe – a historia mitologica, precursora de Romeu e Julieta, que eu mais gosto, pois li quando ainda era criança e ficou marcada na minha memoria infantil como a explicaçao logica do porque as amoras sao vermelhas!

As outras duas casas romanas visitaveis sao a de Teseo, que recebe esse nome por causa do mosaico do heroi que luta contra o Minotauro, e a casa de Aion, a menor de todas e com um mosaico grande, mas meio deteriorado.

O bilhete de ingresso permite visitar todas as casas romanas, mas o lugar é bem grande e nòs passamos pelo menos umas 2 horas por ali, olhando tudo com calma. Quem nao tiver tempo ou disposiçao para rodar por tudo, vale a pena ir diretamente à Casa de Dionisio e deixar o resto pra lá.

Um conhecimento basico de mitologia grega ajuda bastante na hora de reconhecer as representaçoes dos mosaicos e torna o passeio muito mais interessante.

Já as Tumbas do Rei é um complexo de tumbas gregas e romanas, com inspiraçao egipcia, usadas entre os seculos III a.C e III d.C. Apesar do nome, essas tumbas nao eram usadas para enterrar membros da realeza, mas o nome deriva do aspecto imponente das tumbas, com direito a colunas doricas e tudo!

A influencia egipcia na construçao das tumbas vem do fato que, segundo o guia,  os antigos egipcios acreditavam que as sepulturas deveriam se parecer com a casa dos vivos e essa caracteristica è muito evidente nas Tumbas do Rei em Pafos, com atrios circundados de colunas, e traços de afrescos e decoraçoes por tudo.

Sao varias as tumbas abertas à visitaçao, mas as mais majestosas sao a de numero 3 e 4, com um atrio subterraneo, colunas e varios nichos para o sepultamento. Tb nesse caso, as tumbas estao espalhadas em um terreno bem amplo e nòs demoramos mais de 2 horas para visitar tudo.

E ainda bem que chegamos super cedo, antes que os grupos organizados provenientes de um cruzeiro tomassem conta do lugar.

 

 

 

 

Monte Troodos

Monte Troodos

Se eu tivesse que escolher um unico lugar no Chipre para visitar, nao pensaria duas vezes e iria diretamente ao Monte Troodos! Basta chegar a esse monte que o resto da ilha parece um passado distante de tao diversa que é a atmosfera do lugar. E nao me refiro exclusivamente ao clima, muito mais fresco e umido que a beira mar, mas à energia que existe ali e que transmite aquela sensaçao de calma e solidao boa.

Nao sei se consegui me explicar, mas a sensaçao è tao nitida que na hora entendi o motivo pelo qual os monges ortodoxos escolheram o Monte Troodos para viver e construiram ali suas igrejas. (Alem è claro de terem que fugir da dinastia catolica dos Lusignan e serem obrigados a se refugiar em algum lugar onde nao sofreriam repressoes e discriminaçoes)

Essas famosas igrejas do Chipre sao pequenas joias afrescadas da epoca dos bizantinos (seculos XI a XIV). Sao muito parecidas entre si e estao espalhadas por todo o Monte Troodos. As  10 que foram declaradas patrimonio da humanidade pela Unesco sao as mais bonitas e representativas do estilo e da tecnica com que foram afrescadas.

Pra ser sincera, quando vi, ainda do lado de fora, a primeira igreja que visitei, me decepcionei um pouco, pois sao bem pequenas e, por fora, parecem uma daquelas banais casas de campo, bem simples e humilde, e nao tem nada a ver com um lugar de culto, digamos, “importante”. Mas a beleza dessas igrejas està toda do lado de dentro; è sò entrar em qq delas que o queixo cai!

As cores dos afrescos ainda estao muito vivas e os desenhos sao representados quase que como uma “historia em quadrinhos”, a fim de que os analfabetos da regiao tb pudessem conhecer as principais passagens do Evangelho. Quando vi a primeira igreja, decidi que queria ver todas da regiao.

Impossivel! Teria que permanecer pelo menos uns 2 dias para visitar sò as mais importantes, pois elas sao muitas e muito espalhadas pela regiao. Como o Monte Troodos é um montanha de quase 2000 metros de altura,  sò existem estradas estreitas e cheias de curvas, e o tempo que se perde com os deslocamentos entre as igrejas è consideravel.

Alem disso, dizem que entrar nas igrejas nao è uma tarefa das mais faceis, pois o responsavel pelas chaves, nem sempre fica de plantao na porta da igreja esperando turistas. No livrinho que recebemos do escritorio de “Informaçoes Turisticas”, junto com o endereço das igrejas, tinha tb o numero do celular do responsavel e a recomendaçao de chama-lo, caso a igreja estivesse fechada.

Nao sei se demos sorte, mas as igrejas que visitamos estavam todas abertas. Tirar fotos dentro das igrejas é expressamente proibido, entao as fotos de afrescos do post foram emprestadas da Wikipedia e do site da Unesco.

Ruinas de Salamina

Ruinas de Salamina

A menos de 10km ao norte de Famagosta è possivel visitar as ruinas de Salamina, uma antiga cidade estado do Chipre. Os 3 guias que eu comprei sobre o Chipre recomendavam muito a visita, todos eles diziam que essas ruinas de Salamina è um dos sitios arqueologicos mais interessantes de todo o Chipre e que deve absolutamente constar num programa de viagem à ilha.

Em assim sendo, là fomos nòs. Mas antes convem fazer um pequeno esclarecimento: existe mais de uma Salamina no mundo!  Uma delas è uma ilha na Grecia, no mar Egeu, e ficou famosa por ser palco de uma das maiores guerras navais da Antiguidade: a Batalha de Salamina entre gregos e persas em 480 antes de Cristo.

A Salamina do Chipre, por sua vez, foi um importante e prospero centro comercial do mundo mediterraneo antigo, tanto que jà tinha uma moeda propria no ano 5a.C.

Salamina foi controlada pelo imperio persa atè a chegada de Alexandre, o Grande, e depois dele a dinastia Ptolemaica tomou conta da ilha atè sua incorporaçao ao Imperio Romano no sèculo I a.C. Com os romanos, Salamina voltou a ser muito prospera, atè sua destruiçao por dois grandes terremotos no ano 300 d.C.

Os bizantinos resolveram reconstrui-la e transformà-la em sede episcopal, mas com a chegada dos arabes em 648, nao teve mais jeito: Salamina foi destruida, abandonada e usada como material para a construçao de Famagosta.

As ruinas de Salamina sao muito espalhadas, tinha atè um taxi là dentro levando alguns turistas que nao estavam dispostos a caminhar aos lugares mais distantes. Nòs caminhamos um monte dentro das ruinas, mas achei que nao valeu a pena o esforço: as partes mais interessantes sao aquelas proximas à bilheteria: o ginasio com suas colunas e respectivos banhos e o teatro, praticamente reconstruido e usado atè hj para shows e espetaculos no verao.

Fiquei meio decepcionada com a visita, Salamina è um desses lugares onde existe muito interesse historico e pouco interesse turistico.  Alias, pouco interesse turistico inclusive de quem deveria tomar conta do lugar.

Tudo parecia muito abandonado e um mosaico, cuja foto aparecia enorme e resplendente no folheto informativo que nos deram com o ingresso, na realidade estava coberto de areia e, pelo tamanho do mato nos arredores, dava pra ver que ninguem aparecia por ali jà hà um bom tempo. Uma pena…

Famagosta

Famagosta

Famagosta è uma das cidades mais importantes da Republica Turca do Chipre do Norte e pelo menos um passeio de um dia tem que estar incluìdo do roteiro de quem visita o Chipre.

Apesar de ser uma cidade relativamente grande, a parte que interessa ao turista està na cidade velha, dentro dos imponentes muros venezianos, que foram construidos no inicio do seculo XVI e abraçavam toda a cidade. Nao obstante seus 15m de altura por 8m de espessura, esses muros nao impediram a invasao otomana.

Infelizmente nao dà pra percorrer todo o perimetro do muro, mas mesmo ficando parado no mesmo lugar, là de cima dà pra ver a cidade toda e a impressao que se tem è de estar em uma cidade incompleta ou destruida por uma guerra recente, pois os otomanos nao se preocuparam em restaurar o que foi destruido no assedio.

Quer dizer, um monumento foi restaurado e adaptado: a entao chamada Catedral de Sao Nicolau um rico exemplo de arquitetura gotica, construida no final de 1200 inicio de 1300 tendo como modelo a catedral de Reims na França, depois do assedio otomano foi transformada na mesquita de Lala Mustafa Pasha.

No lugar das torres que foram destruidas, os otomanos acrescentaram um minarete, eliminaram as tumbas do chao, eliminaram os vitras e qualquer outra caracteristica do culto cristao, pintaram todo o interior de branco e colocaram o mihrab e o minbar para as oraçoes muçulmanas.

O curioso è que, a igreja, è claro, nao foi construida virada para Meca, entao o mihrab se localiza nao onde antigamente ficava o altar cristao, mas em uma das paredes laterais, e ficou uma coisa meio torta. È muito estranho, (e talvez pra mim mais estranho ainda, pois moro na Italia e estou cercada de igrejas por todos os lados) ver uma fachada tipicamente de igreja gotica, com um minarete que nao combina com nada e um alto-falante no topo com o muezzin que chama para a oraçao. E mais estranho ainda è entrar numa mesquita com um interior tipico de uma igreja gotica.

(Nota: sem me meter em assuntos religiosos, mas pensando simplesmente no lado artistico: ainda bem que a igreja era gotica e, por isso, seu interior nao possuia decoraçoes particularmente elaboradas. Imagino o estrago artistico se fosse uma igreja barroca ou uma das igrejas bizantinas afrescadas do Monte Troodos).

Em Famagosta tb è possivel visitar a chamada Torre de Otelo. Uma torre construida ao sul da cidade pelos venezianos no seculo XII a fim de proteger o porto da cidade. Recebe o nome de Torre de Otelo pq acreditam que Shakespeare, na sua tragedia Otelo, ao se referir ao “porto maritimo de Chipre”, se referia proprio a Famagosta e, diz a lenda, que foi ali que Desdemona foi morta.

Chipre do Norte

Chipre do Norte

A Republica Turca do Chipre do Norte, ou simplesmente Chipre do Norte para os intimos, alem da burocracia pra entrar, nao tem o mesmo apelo turistico que o vizinho grego do sul, mas isso nao significa que seja um lugar menos interessante ou que nao mereça uma visita.

Antes de contar o que nòs vimos por là, vou fazer algumas consideraçoes de ordem pratica para quem tiver interesse em visitar o pais:

Documentos: como o Chipre turco nao faz parte da Uniao Europeia, è preciso ter o passaporte em maos para atravessar a Linha Verde. Eles vao carimbar um papel separado, pois nao podem carimbar o passaporte, que deverà ser mostrado na volta, para o carimbo de saida. Esse papel funciona tb como um tipo de “visto” que autoriza o turista a permanecer legalmente por 3 dias no pais e, caso se entre mais de uma vez no pais, os novos carimbos de entrada e saida vao no mesmo papel.

Checkpoints: a chamada Linha Verde é o “muro” que separa o Chipre do Sul do Chipre do Norte e existem apenas 5 lugares em toda a fronteira que podem ser atravessados legalmente: dois lugares em Nicosia, que sao atravessados a pè e 3 lugares no meio das estradas, para os carros: Pergamos, Stroviglia e Ayios Domethios. Qualquer outra estrada fora desses checkpoints oficiais vai estar fechada e com soldados armados atè os dentes e com cara de poucos amigos que impedirao a passagem.

Nòs erramos a estrada de volta e demos de cara com um bloqueio desses. Apesar de nao ter acontecido absolutamente nada, simplesmente demos marcha rè e voltamos pelo mesmo lugar que viemos, a impressao nao è das melhores e fiquei um pouco tensa.

Meio de transporte: Eu sou do tipo que gosta de usar o carro para desbravar uma regiao delimitada e, pra mim, um carro è realmente a melhor opçao para se locomover no Chipre todo e em especial no Chipre do Norte, apesar da mao-iglesa e de estradas menos conservadas (nada que um brasileiro nao esteja acostumado). Quando vi que atè a Lonely Planet recomenda o uso do carro, nem perdi meu tempo procurando transporte publico.

Nòs alugamos um carro na parte grega e tivemos que assumir o risco em caso de acidentes ao atravessar a fronteira. O seguro contratado com a locadora de veiculos grega nao è valido na parte turca e o seguro obrigatorio turco – que se compra na fronteira com 20 euros e è valido por 3 dias – è o mais basico de todos e cobre somente danos a terceiros.

Li em muitos lugares que o ideal seria entrar na parte turca com um transporte publico, ou com algum transfer de agencia de turismo e alugar o carro ali, se for o caso. Quando vi o transito turco-chipriota e a total ausencia de placas, entendi o porquê dessa recomendaçao: um seguro total ali pode realmente fazer falta. Vale lembrar ainda que carro alugado na parte turca è proibido de entrar na parte grega.

Ah, e o GPS que alugamos junto com o carro nao funciona na parte turca, è bom ter um mapa de papel bem detalhado em maos.

Chipre: varios paises em 1

Chipre: varios paises em 1

O Chipre è muito intrigante; eu ainda nao cheguei a uma conclusao sobre quantos paises em visitei nesse meu tour pelo Chipre… Sente o nivel da confusao:

Teoricamente e de acordo as leis internacionais a Republica do Chipre, na sua totalidade, è um pais independente e soberano. Na pratica, o Chipre è dividido em duas partes, uma grega e uma turca, separadas por uma zona sob a vigilancia das Naçoes Unidas, que è terra de ninguem.

E embora seja reconhecido internacionalmente como um pais unico, sò a parte grega entrou para a comunidade europeia e usa o euro. Quer dizer, teoricamente, a Republica Turca do Chipre do Norte tambem faria parte da Uniao Europeia, mas por causa da divisao fisica do pais, as normativas europeias nao sao aplicadas ali, tanto que a moeda oficial (se è possivel dizer que ali existe uma moeda oficial) è a lira turca e nao o euro. Funciona mais ou menos assim: è Chipre, mas nao è!  Entendeu? Nem eu…

E o interessante é que os dois paises escolheram a mesma cidade como capital. Nicosia ou Lefkosia ou Lefkosa, conforme a lingua falada, se localiza no centro da ilha é conhecida como a “ùnica capital dividida do mundo”. E è dividida de verdade, com arames farpados, militares armados, muros e o que antigamente era o melhor hotel da cidade se transformou em checkpoint e quartel general das Naçoes Unidas. E, è claro que para passar de um lado para o outro, temos que enfrentar toda a burocracia de uma fronteira: passaportes, seguros, limite para compras, etc…

Em nao bastando a divisao grega-turca, o Chipre ainda conta com uma parte de territorio britanico soberano, chamado de Sovereign Base Area, usada para fins militares. Excluindo alguns soldados ingleses pela estrada e as varias placas proibindo fotografias, nao existem maiores indicios de que estamos percorrendo um “outro pais”;  mas, segundo consta, que quem levar uma multa na regiao, vai ter que pagar para a rainha!

E no meio dessa confusao toda estao presentes muros venezianos, ruinas romanas, igrejas bizantinas, igrejas goticas adaptadas em mesquitas, mitologia (o Chipre è a terra natal da deusa Afrodite), montanhas com mais de 1000m acima do nivel do mar e praias lindissimas!

Como tava cheio de cartaz proibindo tirar fotos da fronteira e tinha muito soldado armado prestando atençao em tudo, achei melhor nao arriscar e emprestei as fotos do site: www.unificyp.or

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