Brijuni – a Croacia alem do basico

Nessa nossa ultima viagem à Croacia, ficamos lembrando do super tour que fizemos pelo pais – no longinquo ano de 2006 – e me bateu uma saudade enorme de um dos lugares mais legais e – menos divulgados em blogs e sites brasileiros – que eu tive a oportunidade de visitar: o Parque Nacional de Brijuni (leia Briuni).

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Esse parque fica num arquipelago na costa da regiao da Istria, entre Pula e Rovinj. E’ meio fora de mao para quem faz o tour basico Zagreb – Plitvce – Split – Hvar – Dubrovnik, mas pra quem tem um pouco mais de tempo, Brijuni – e toda a regiao da Istria – merecem entrar no roteiro.

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Brijuni jà foi  residencia privada de Tito, lider da Iugoslavia depois da Segunda Guerra, e como ele frequentemente recebia hospedes importantes e famosos (como Sophia Loren e Elizabeth Taylor), a ilha sempre esteve impecavelmente bem cuidada e preservada, a maior parte das plantas exoticas que tem por ali foram plantadas por Tito, e a sua reserva de caça hoje è um tipo de zoo-safari.

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Visitar Brijuni è interessante porque reune, em miseros 8 quilometros quadrados, nao sò as mais de 6oo especies de plantas, mas tambem muitas ruinas e sitios arqueologicos (que vao dos romanos aos bizantinos e atè templarios) e muitos animais como antilopes e zebras passeando livremente no meio disso tudo. Ah e, è claro, o mar transparente da Croacia, cheio de peixinhos!

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Convem conferir no  site oficial se mudou alguma coisa, mas quando nòs fomos, existiam 2 modos de visitar Brijuni: ou participando de uma excursao organizada ou ficando hospedado em um dos hoteis da ilha.

Nòs ficamos hospedados na ilha e achei que valeu muito a pena! Depois que as excursoes vao embora, voce fica com Brijuni inteira sò pra voce!

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Para passear pela ilha tem um trenzinho, que, se nao me engano, faz parte do pacote para quem vai de excursao, mas nòs preferimos alugar bicicletas no hotel e rodar com mais liberdade.

Pena que naquela epoca eu tirava sò fotos com a gente na frente da paisagem, entao tive que adaptar as que eu tinha. Mas no Google o que nao falta sao imagens bonitas de Brijuni para quem se interessar. 😉

Arte Contemporanea em Zagreb

Arte Contemporanea em Zagreb

Final de semana passado fomos visitar uns amigos que moram em Zagreb e como parte da programaçao – feita por eles –  estava uma visita ao Museu de Arte Contemporanea de Zagreb, que ainda nao conheciamos.

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Uma das maiores atraçoes do museu è o “Double Slide” do artista belga Carsten Holler, è um escorregador duplo que funciona tambem como saida do museu.

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Esse mesmo artista  jà tinha exposto temporariamente uma obra parecida com essa no Tate Modern de Londres. Em Zagreb a obra faz parte do acervo permanente do museu, e achei que foi muito bem integrado à arquitetura.

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O predio onde se localiza o museu è novo, foi inaugurado no final de 2010 e, pra quem gosta de arte contemporanea, è uma otima oportunidade para conhecer principalmente o trabalho de artistas croatas.

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E mesmo para quem nao liga muito para arte contemporanea, mas foi parar em Zagreb na epoca do frio (presente!), è um interessantissimo passeio indoor para ajudar na queima de calorias dos cevapcici ingeridos no almoço. 😉

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O museu fica meio fora de mao do tipico itinerario turistico da parte historica da cidade. Na realidade, ele fica bem na avenida que liga o centro da cidade ao aeroporto, quem chegar em Zagreb de aviao, vai passar por ele invariavelmente.

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Nòs estavamos de carro com nossos amigos, mas eles falaram que è bem facil chegar ali com o transporte publico da cidade.

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No site do museu tà tudo bem explicadinho (em ingles ou croata).

Lagos de Plitvice

Lagos de Plitvice

Lendo post da Lucia Malla sobre os lagos de Plitvice e revendo o post da Carla sobre os mesmos lagos, mas congelados no inverno, bateu uma saudade de quando estive por lá, nos idos de 2006, em pleno verão.

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Esses lagos são sem dúvida o ponto alto de qualquer viagem para a Croácia.

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Eles ficam no meio do nada, perto de lugar nenhum, mas vale o deslocamento e a hospedagem num hotel próximo.

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Na época nós ficamos no Hotel Jezero e saímos direto do quarto para as trilhas do parque.

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O parque é enorme e é muito fácil passar o dia inteiro ali sem perceber.

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E um amigo croata nos disse que hoje  o acesso público aos lagos foi muito reduzido por causa do estrago feito pela guerra; plitvice7

diz ele que Plitvice foi alvo de bombardeamentos e palco de um episódio sangrento no início dos anos 90, mas eu mudei logo de assunto, pois ele ficava transtornado toda vez que lembrava da guerra.

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Pra percorrer o parque, são vários os meios de transportes disponíveis: a pé, de bicicleta, de barco, de trenzinho…

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Nós começamos o nosso tour de barco, até o ponto mais distante. Caminhamos por trilhas até dizer chega, exploramos cada ângulo dos degraus dos lagos,

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vimos de perto váááárias cachoeiras e, no fim do dia, mortos de cansaço, imundos e felizes, pegamos o trenzinho para voltarmos ao ponto de partida perto do hotel.

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Esse foi o momento em que eu mais agradeci a localização hotel, quase dentro dos lagos 🙂

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Como bem disse a Lucia, não existe fotografia que “sequer corresponda a real imensidão de beleza que você vê ao estar lá.”

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De qualquer modo, para matar um pouco a saudade, deixo aqui as minhas tentativas de fotografar os lagos em pleno verão…

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Dubrovnik

Dubrovnik

Depois de um dia inteiro em Dubrovnik, com amigos croatas, eu já estava tendo um treco! Como ficamos hospedados na casa desses amigos, só fui conhecer o centro histórico da cidade quase dois dias depois de ter chegado. A minha curiosidade estava me matando!

Não é propriamente uma reclamação, pois eu acho ótimo conhecer os lugares com os “nativos” e meus amigos são muito gente boa, mas, às vezes, tudo o que eu quero é turistar! Adoro quando nativos me levam para aquele bairro super descolado, onde tem aquele bar fantástico onde turista não chega… Mas primeiro quero conhecer o óbvio turítico da cidade! Posso?

Finalmente o centro histórico!

Estávamos chegando perto da vrata Pile, porta que há séculos representa a entrada da cidade, e meus amigos croatas já foram me avisando que, para captar a alma da cidade, toda visita à parte histórica de Dubrovnik deve começar com um passeio pelos muros que a circundam, pois, além de serem o símbolo da cidade, reza a lenda que esses muros, do século X,  estão entre os mais bem conservados de todo o Mediterrâneo.

A caminhada foi maravilhosa e me tomou quase toda a tarde. São quase 2km de muro (que atingem os 25 metros de altitude) e, enquanto caminhava, uma dúvida cruel me assolava: qual é a paisagem mais bonita, o Adriático ou o núcleo antigo da cidade? Os meus olhos não se decidiam para onde olhar. Sabe aquela sensação de que se eu olhar pra lá, eu vou perder algo importante do lado de cá? Pois é…

A parte histórica de Dubrovnik é uma mistura de arquitetura medieval e da época do renascimento com pedaços construídos  há menos de 20 anos. A principal rua do centro antigo, Placa, construìda com pedras quase brancas e muuuito escorregadias, é o lugar onde se realizam as principais manifestações da cidade e onde está a maior parte das lojas e dos turistas.

Por causa da guerra, Dubrovnik foi muito destruida e hoje quase todas as casas antigas possuem telhados dos anos 90 e por toda parte existem marcas e buracos causados pelas bombas. Apesar da beleza do lugar, dà uma impressao muito ruim ver aquilo…

Dentre os principais lugares para serem visitados em Dubrovnik, existem algumas igrejas, como a de S. Francisco, famosa pela Pietà, ou a igreja de S. Biagio, dedicada ao patrono da cidade. Existem também palàcios interessantes como o Palazzo del Rettore (desculpem, mas eu sò conheço os nomes em italiano desses lugares…), onde fica o Museu de Dubrovnik que possui uma curiosa coleçao de relogios antigos – quase todos parados na hora 5:45, que, segundo contam, foi quando as tropas de Napoleao entraram na cidade.

Embora sejam lugares bem interessantes, o divertido de Dubrovnik è caminhar pela cidade, pelos muros, parar em algum bar para tomar algo refrescante e ficar observando o movimento.

Chamada sabiamente de “a pérola do Adriático”, Dubrovnik festá na minha lista de uma das cidade mais bonitas e mais interessantes que tive oportunidade de conhecer.

De Pula aos Lagos de Plitvice

De Pula aos Lagos de Plitvice

Depois de visitar Pula, o próximo destino na Croácia eram os lagos de Plitvice. Mapa em mãos, fomos estudar a melhor estrada a seguir… O nosso mapa possuía três tipos de estradas: as amarelas bem grossas, que eram as estradas principais, as vermelhas, estradas secundárias, muitas vezes em mal estado de conservação, mas em geral boas, e as brancas, mal conservadas e de interesse local.

Analisando as possibilidades e empolgados com a idéia de conhecer o Parque Nacional, vimos que, no mapa, tinha uma estrada vermelha que, além de cortar caminho, passava dentro de um outro parque.

Não tivemos dúvidas! A possibilidade de transformar a viagem em um agradável passeio por um parque não deu chance à estrada amarela!

Que furada! Já deveríamos ter desconfiado que não era uma boa idéia antes mesmo de entrar no tal parque… A estrada começava a se estreitar e os habitantes das cidadezinhas por onde passávamos nos olhavam com uma cara de: “pra onde esses malucos estão indo?”, teve até um homem que fez sinal e gritou qualquer coisa em croata, mas não havíamos entendido o recado e, pra ser sincera, nem demos tanta bola pra ele… Eram apenas 30 quilômetros dentro do parque, numa estrada vermelha, o que poderia dar errado?

Bom, entramos no tal parque e logo em seguida começou uma chuvinha fina que nos acompanhou por toda a aventura. No início foi realmente muito agradável, mas beeeeem no início porque depois de poucos metros o asfalto já não existia… Tá valendo! Um parque é assim mesmo! O problema é que com a chuvinha, o chão ficava cada vez mais escorregadio…

Pra piorar a situação, a estrada só fazia estreitar e, de um lado havia um paredão de pedra e do outro um barranco! Se quiséssemos retornar teria que ser de marcha a ré, não dava pra virar o carro ali. Decidimos seguir… afinal eram só 30 quilômetros…

Primeira bifurcação. E agora pra onde ir? No nosso mapa não existia nenhum daqueles nomes indicados na placa, ficamos bem uns 10 minutos parados tentando decidir, acabamos escolhendo a estrada que aparentava ter menos árvore ao redor. Não adiantou muito… além das mesmas condições de antes: chuvinha, estrada estreita e escorregadia, paredão de pedra e barranco, estávamos também perdidos e com a gasolina na reserva. Ah, e o celular não pegava, obviamente!

Mais a frente uma outra bifurcação na estrada e, mais uma vez as placas indicavam nomes inexistentes no nosso mapa. Nem demoramos tanto tempo dessa vez, já estávamos perdidos mesmo! Depois de alguns metros, cruzamos com um Fusca velho, guiado por um senhor mais velho ainda. Que felicidade! Tentamos nos comunicar em inglês, italiano, português, espanhol, francês e até alemão, mas sem resultado. A nossa esperança é que ele soubesse ler, assim indicamos no mapa onde gostaríamos de chegar e, depois de uns minutos a observar o mapa, ele começa a fazer sinais pra direita.

À nossa direita só existia um barranco, mas agradecemos e continuamos a viagem ainda perdidos e quase sem gasolina. Interpretamos aqueles sinais como “pegar sempre à direita” e nas outras duas bifurcações nem paramos, seguíamos sempre à direita!

Meia hora depois, uma vaca marcada na orelha no meio da estrada! Estávamos salvos! Se tem vaca, significa que tem gente por perto!

De fato, poucos metros adiante, eis que surge a estrada amarela!! Escolhemos uma direção ao acaso, na esperança de encontrar um posto de gasolina por ali. Tivemos muita sorte, não precisamos andar muito para encontrá-lo. Com o tanque cheio e aliviados, seguimos viagem.

Foi uma boa experiência: perdemos mais de 3 horas naquele parque, fomos parar do lado oposto de onde queríamos ir e aprendemos que estrada vermelha na Croácia nunca mais!

Poreč

Poreč

Poreč é uma cidadezinha croata, com pouco mais de sete mil habitantes, localizada na costa da região da Ístria, e é considerada um de seus principais pontos turísticos.

O turismo é basicamente voltado para as praias da região, e no verão a cidade chega a abrigar cem mil pessoas – italianos e alemães, basicamente – e é durante a noite, nos bares e restaurantes, que dá pra perceber o quão cheia fica a cidade nessa época do ano.

Pra ser sincera não achei muita graça nas praias croatas. Embora o mar seja incrivelmente transparente e calmo, não tenho muita paciência pra disputar um lugar ao sol em meio a pedras e lajes. Além disso, com um centro histórico daquele pra visitar, eu é que não iria ficar de bobeira na praia…

 

A cidade tem tanta lojinha de souvenirs para distrair a atenção, que eu acho realmente que a maioria dos turistas não se dá conta que está caminhando por ruas (muito escorregadias, por sinal) construídas pelos romanos e que o centro histórico conserva ainda a forma do acampamento militar que eles construíram no século II antes de Cristo.

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Depois da queda do Império Romano, Poreč foi dominada por vários povos e cada um deixou o seu registro na cidade, mas o mais interessante é sem dúvida a Basílica Eufrasiana, uma igreja construída no século VI sob as bases de uma igreja pré-existente, que é decorada com maravilhosos mosaicos da época bizantina. Não é à toa que a UNESCO resolveu considerá-la Patrimônio da Humanidade…

Zagreb

Zagreb

A vantagem de ir para um país novo acompanhada de nativos é que eu não precisei quebrar a cabeça pra nada em Zagreb, a desvantagem é que eu não precisei quebrar a cabeça pra nada em Zagreb.

É bom ficar sentadinha na janela de um carro, só observando, sem precisar me preocupar com nada… Mas tem o inconveniente de que, eu mal começava a ler o nome das ruas, para tentar me encontrar no mapa e ter uma noção geral da cidade, lá estava eu sendo levada para outra parte.

Fui parar em restaurantes maravilhosos e em bares incríveis que eu não tenho a menor idéia nem do nome (a língua não ajudava muito), nem de onde ficam.

Eu sabia que essa viagem não seria exatamente uma viagem turística, eu é que estava de intrometida em plena Páscoa numa viagem cujo principal objetivo dos croatas era reencontrar a família e os amigos e não levar uma mala pra passear…

Paciência, tive que me adaptar…

Mas não tenho do que reclamar, fui recebida super bem por todo mundo, todos foram muito gentis e pude ter uma bela noção do que é Zagreb na primavera. Ah, a primavera é um detalhe importante na paisagem urbana, pois transforma o visual da cidade, que fica um charme com tantas flores nas praças.

Acho que Zagreb é a cidade com mais praças que já conheci… A cada esquina tem uma praça diferente que pode comportar jardins muito bem cuidados e coloridos, ou feirinhas, ou cafés e bares, ou então nada disso, é uma praça e pronto… É impossível não reparar na enorme quantidade de praças que tem por lá e não dá pra ficar indiferente diante delas. As pessoas sabem realmente como usufruir a cidade.

Infelizmente não fiz muitos itinerários turísticos, pra não abusar da boa vontade de meus anfitriões, só fiz questão de conhecer a Igreja de São Marcos e seu lindo teto de azulejos pintados, que, por azar, estava fechada e em restauração.

Não vai ter jeito, vou ter que retornar… Só estou esperando a próxima primavera…

Čevapčič com Ajvar

Čevapčič com Ajvar

A Croácia é um país com paisagens incríveis e cidades únicas, mas uma das coisas que mais me marcou foi a comida.

Pra ser sincera, a minha impressão logo que cheguei, não foi das melhores…Imagina a cena: um restaurante, uma mesa com nativos e eu, sem entender nada nem do cardápio nem da discussão sobre o que comeríamos.

Feitos os pedidos, eis que chega uma garrafa de vinho croata (!!!) e eis que os croatas começaram a misturar coca-cola no vinho!!

Achei uma heresia, mas quando dei o primeiro gole, entendi a razão da mistura. O vinho era péssimo, pior que qualquer vinho que venha em embalagem tetra-pak que eu já tenha bebido na vida, acho que nem sagu ficava bom com aquele vinho. O negócio foi imitar os nativos e me render à coca-cola… Sabe que ficou bebível?

Depois desse vinho comecei a me preocupar com a comida… Como eu não tinha idéia do que pedir, resolvi confiar e insisti para que os croatas escolhessem algo de típico pra mim… Que inocência a minha…

Finalmente chegaram os pratos! Todos a base de carne. Neste momento eu tive plena certeza de que tinha me dado mal, pois a Croácia é praticamente só litoral, estávamos perto da praia e, na minha cabeça, o lógico seria comer peixe…

Enfim… os croatas haviam escolhido pra mim um prato de čevapčič, (a pronúncia é mais ou menos tche-váp-tchi-tchi), e uma tigelinha com ajvar para acompanhá-lo. Que delícia!! Eu não estava esperando comer algo tão bom!

Čevapčič é mais ou menos um tipo de rolinho de carne, feito com carne picada, do tamanho de um dedo e muito bem temperado com alho e só Deus sabe com o que mais. É um desafio à imaginação tentar descobrir de onde vem aquele sabor particular dos rolinhos.

O prato em si não tem muita presença, vem grelhado, bem simples, com um pouco de salada pra fazer volume, mas o gosto é único e, acompanhado de ajvar, fica ainda melhor.

Ajvar é um tipo de molho muito usado na culinária croata para acompanhar vários tipos de carne e é feito a base de pimentão. É claro que o ajvar feito em casa é muuuuuito melhor, mas existem as opções de supermercado que cumprem bem o seu papel e podem vir nas versões com ou sem pimenta.

Čevapčič e ajvar fazem um casamento perfeito, mas na falta do čevapčič, o jeito é usar o ajvar de supermercado em hambúrguer… não é a mesma coisa, mas já dá pra matar a saudade…

A menor cidade do mundo

A menor cidade do mundo

Ao comentar com um amigo croata os meus planos de viagem para a Croácia, ele me olha com surpresa: você não vai passar por Hum?? A minha surpresa foi ainda maior: por onde???

Eis então que descubro que, no coração da Ístria, existe Hum: a menor cidade do mundo, presente no Livro dos Recordes.

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Não fui conferir o Livro dos Recordes, mas deve ser verdade, porque se não é a menor cidade do mundo é sem dúvida a menor cidade que eu já conheci.Como fui de carro, achei que fosse impossível encontrá-la, pois a menor cidade do mundo não deve constar em nenhum mapa e muito menos em indicações pela estrada. Ledo engano! É impossível não chegar a Hum, existem indicações e placas por tudo… Vai ver a cidade sobrevive com o turismo (de mais 5 turistas que encontrei passeando por lá).

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Hum é uma cidade muito curiosa: sua história remonta ao século XI e não mudou muito desde então, pois foi construída como um castelo medieval e seu “desenvolvimento urbano” se deu apenas dentro de seus muros. “Desenvolvimento” não é exatamente a palavra adequada para este lugar, mas não encontrei outra para substituí-la…Do lado de fora dos muros existe apenas um estacionamento, onde além do meu, havia mais uns 2 carros e uma lojinha de souvenir.

Dentro dos muros a cidade é deserta; o único sinal de que existe vida por ali são algumas peças de roupas penduradas numa varanda… Não vi um único habitante da cidade (além do vendedor de souvenir do estacionamento, é claro!)

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O vendedor de souvenirs é parte integrante da paisagem e parece que também ele parou no tempo; não disse uma única palavra, nem em inglês, nem em croata, e limitava-se a mostrar com os dedos o preço das bugigangas.

Ah, o tour pela cidade inteira demorou exatos 45 minutos… é que eu parei para fazer fotografia e me demorei na lojinha de souvenirs…

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