Dominica

Quando organizamos a nossa viagem de cruzeiro, um dos paises que gostariamos de visitar era a Dominica, por causa do Morne Trois Pitons National Park, considerado patrimonio da humanidade. Mas o nosso navio nao incluìa a Dominica no roteiro, entao tivemos que visità-la por conta propria. A aventura foi maior do que o previsto.

Chegar là è fàcil, bastou pegar um voo direto de San Juan, Puerto Rico. O problema foi o transporte interno… Marido reservou um carro pela internet com uma companhia internacional de aluguel de carros, como fazemos normalmente em nossas viagens. Chegando là nao tinha nem a nossa reserva, nem um unico carro pra alugar e muito menos um pedido de desculpas pelo inconveniente. Panico!

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Nosso hotel era exatamente do outro lado da ilha e a gente tinha se programado para pegar o carro e ir turistando pelo caminho atè chegarmos no hotel. E agora? Como è que a gente vai chegar no hotel? Serà que vamos ter tempo suficiente para visitar o que gostariamos, ou vamos sò gastar dinheiro a toa? Como estavamos presos num aeroporto minusculo, sem saber como ou quando sairiamos dali, cogitamos atè pegar o proximo voo de volta pra San Juan e deixar a Dominica pra là…

Ainda bem que resolvemos encarar, pois a Dominica està na minha lista de lugares preferidos no mundo, apesar dos perrengues. Eita lugarzinho dificil de se visitar!  Enfim, arrumamos um “taxi coletivo” que nos levou (e mais algumas outras pessoas que iam subindo e descendo pelo caminho) atè o nosso hotel.

No inicio da viagem atè o hotel, eu estava toda empolgada, afinal, a estrada passava bem no meio do parque nacional que gostariamos de visitar. Entao eu ficava olhando pela janela tentando aproveitar cada cantinho daquela natureza exuberante, estereotipo de pais tropical, pois nao sabia se iriamos ter tempo de visitar o parque com calma.

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Mas o motorista estava com pressa e o parque Morne Trois Pitons, come o nome sugere (“montanha dos tres picos”), era feito de sobe e desce e curvas infinitas. Mal começou a viagem e meu estomago nao curtiu muito a experiencia: passei mal de verdade! Mas nem assim o motorista parou ou reduziu a velocidade, coitados dos outros passageiros…  Foram as duas horas mais longas da historia!

Chegando no hotel, eu sò queria saber de tomar banho e dormir e nao eram nem 16h da tarde! Aproveitamos o resto do dia para redefinir as nossas prioridades e organizar os nossos passeios no dia seguinte.

Considerando o pouco tempo que tinhamos e as exigencias da herdeira, que faz com que qualquer viagem tenha um ritmo muito mais lento, contratamos uma agencia de turismo que nos forneceu um carro com motorista à disposiçao o dia todo para rodarmos pelo pais.

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Apesar de geograficamente ser caribenha, a Dominica nao tem nada a ver com suas vizinhas. Ali as atraçoes principais nao sao aquelas praias paradisiacas de areia branquinha e agua azulzinha. O carro-chefe da ilha è o eco-turismo num terreno vulcanico recoberto de floresta que proporciona todo o tipo de atividade no meio do mato: do dificil trekking atè um lago fervente no meio do Vale da Desolaçao (isso è que è um nome apropriado!), atè refrescantes e banais banhos de cachoeira.

Com uma criança de pouco mais de dois anos nos acompanhando, nòs fomos conhecer atraçoes mais, digamos, contemplativas e menos radicais.

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Começamos o dia bem cedo com a Titou Gorge, no inicio da trilha para o Boiling Lake. O nosso motorista parou o carro no que parecia ser um estacionamento, com outros 2 ou 3 carros e nos indicou o caminho. Depois de uns 100m de caminhada chegamos numa estrutura de madeira ao lado de um laguinho meia boca, com uma senhora muito simpatica vendendo lanchinhos e souvenirs.

Ali nos deram uns coletes salva-vidas e perguntaram se a herdeira iria nadar com a gente ou nao. Como eu nao sabia o que nos esperava, achei melhor deixar a mocinha na companhia da senhora dos lanchinhos e da “Masha e o Urso”.

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Foto roubada daqui: traveladdicts.net

Entramos no tal laguinho com o guia e um outro casal. Uma agua fria do caramba e ainda tinhamos que nadar contra a corrente. Jà estava amaldiçoando a hora que decidimos nao voltar pra Puerto Rico e me arrependendo daquele programa de indio, mas tao logo atravessei a estreita passagem no canto do lago, um outro mundo, feito de paredoes de pedra, me fez esquecer a temperatura da agua e o esforço.

Eu fiquei embasbacada com tamanha perfeiçao da natureza! Seguimos nadando por entre os paredoes , acompanhados do sol que tentava passar por entre as arvores, atè chegarmos a uma cachoeira, de onde podiamos pular na agua como crianças.

Quando estavamos saindo da Titou Gorge, vi alguns mini onibus de turismo chegando no estacionamento. Tinha um navio de cruzeiro no porto de Dominica e os turistas estavam começando a chegar. O nosso guia falou que quando tem cruzeiro, entram de 10 a 12 pessoas na agua e o tempo ali dentro è reduzido pela metade, pra dar conta de atender todo mundo.

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Foto roubada daqui: http://jouljet.blogspot.it/2012/04/titou-gorge-trafalgar-falls-and-screw.html

Parece atè contraditorio o fato de que a Dominica è um dos paises menos visitados do mundo, com apenas 78 mil turistas por ano, e ao mesmo tempo falar das atraçoes superlotadas de gente. Talvez seja porque esses 78mil turistas cheguem todos juntos em navios de cruzeiro.

Eu fico imaginando o impacto na natureza de toda essa gente chegando ao mesmo tempo e a frustraçao de quem vai atè a Dominica e fica sò um pouquinho disputando espaço com a multidao… O blog traveladdicts.net, de onde eu roubei uma das fotos, descreve bem essa situaçao.

Pra quem quiser visitar um pais incontaminado e sentir realmente o que è estar num dos paises menos visitados do mundo, sugiro dormir là pelo menos uma noite e ficar de olho no calendario dos cruzeiros que chegam nos portos da ilha.

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Pois bem, vendo a multidao se aproximar, nosso guia dirigiu o mais depressa possivel para a nossa segunda e ultima atraçao em Dominica: a Emerald Pool. Chegando là jà tinha uns grupos de gente. Talvez por ser uma das mais facil de chegar e adequada a todas as idades e preparo fisico è uma das atraçoes mais disputadas da ilha e tem que chegar bem cedo pra evitar multidoes.

Depois caminhar um pouco por uma trilha bem facil no meio do mato, chegamos a outra obra-prima da natureza: uma lagoa de um verde super hiper transparente e uma cachoeira pra completar a paisagem. Tinha sò uma meia duzia de pessoas  e a Emerald Pool era quase exclusiva pra nòs.

A herdeira se empolgou muito e logo quis entrar na agua. Pra variar a agua era gelada, mas quem conseguia tirar a mocinha de là? Ficamos brincando na agua fria por uns tempos atè a hora em que começaram a chegar os grupos grandes das excursoes.

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Como nao tinhamos mais tempo, nos despedimos da Dominica com uma grande vontade de voltar para visitar tudo o que deixamos pra tràs: Champagne Reef, Wotten Waven, Trafalgar Falls, Indian River…

Gostei tanto que nao descarto nem o trekking de 6 horas para chegar ao Boiling Lake. E quando isso è afirmado com tanta convicçao por uma pessoa urbana e fresca como eu, è porque a Dominica è realmente espetacular!

Sint Maarten (ou a “praia do aviao”)

Eu achava o maximo aquelas fotos de praia com um aviao que passa bem baixinho, quase encostando nos turistas na praia, mas sinceramente nunca tinha me interessado em pesquisar onde ficasse a tal praia. Pra mim eram fotos curiosas e nada mais, nunca passou pela minha cabeça organizar uma viagem especialmente para ver esse tipo de coisa.

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Porem, contudo entretanto, todavia… Quando fui pesquisar sobre os outros destinos incluidos no “pacote” do navio no nosso cruzeiro pelo Caribe, tive uma grata surpresa: Sint Maarten!

Assim, logo de cara, o nome nao me dizia nada… Mas pesquisando um pouco, descobri que è nessa ilha que fica a tal “praia do aviao”, ou Maho Beach, e imediatamente essa praia entrou na minha lista de coisas imperdiveis em Sint Maarten.

Eu tinha lido que essa praia costumava encher bastante por causa dessa “atraçao”, e no dia que estariamos ali, outros 3 navios de cruzeiro nos fariam companhia. E’ gente pra caramba! Entao pra tentar driblar um pouco a multidao, saimos bem rapido do nosso navio, pegamos um taxi e seguimos direto pra Maho Beach.

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Quando chegamos ali, por volta das nove da manha, a praia jà estava bem movimentada, mas sem muvuca. As pessoas se concentravam basicamente no meio da praia, pra ficar bem na mira dos avioes quando decolam no aeroporto que tem do outro lado da rua. E tinha tambem uma boa quantidade de gente no unico bar da praia, pra tirar as famosas fotos dos avioes que passavam.

Cheguei meio ansiosa, meu objetivo ali era ver aviao tirando fina de banhista, mas como vi mais gente no meio da praia do que no bar pra tirar foto, de repente me veio uma duvida: quantos avioes passam por aquela ilhazinha? Serà que vou ter que passar o dia inteiro aqui pra conseguir ver algum aviao?

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Pois nem deu tempo de terminar os meus questionamentos e eis que surge o primeiro aviao! E uns 10 minutos depois chega outro! E uns 15 minutos depois mais um! E logo em seguida um aviao vai decolar e e a força è tao grande que derruba meio mundo na areia! Impressionante!

A frequencia dos avioes è bem alta, acho que vi uns 5 ou 6 avioes em pouco mais de 1 hora que ficamos em Maho Beach.  Por volta das 10 da manha, o sol jà começava a castigar, a praia estava cada vez mais e mais lotada de gente e a farofa tava começando a ficar boa!

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Como jà tinha matado a minha curiosidade de ver os tais avioes, pegamos outro taxi e escapamos para Bikini Beach, na costa oriental, no lado frances da ilha.

O Caribe e o furacao

A data do cruzeiro foi outra variavel muito importante pra nòs. Nòs temos varios feriados durante o ano, mas ferias mesmo, daquelas pra fazer uma viagem maior, è sò durante as festas de final de ano e durante o mes de agosto, sem possibilidade de alteraçoes.

Entao o nosso cruzeiro para o Caribe teria que ser necessariamente em uma dessas duas èpocas. Sò tem um detalhezinho: agosto è temporada de furacao no Caribe!

Diz a lenda que furacoes podem acontecer no Caribe de junho a novembro, mas tinha uma coisa que nao me convencia: E’ publico e notorio que tem furacao nessa epoca do ano e mesmo assim as empresas vendem cruzeiros?

Fui pesquisar melhor essa historia, pois nao acho que empresa nenhuma arriscaria mandar turistas pro meio de um furacao.

O site da National Hurricane Center, diz expressamente que a chance de topar com um furacao durante um cruzeiro è minima e fornece, ainda, um esquema mes a mes sobre as chances de ter as ferias frustradas por causa de uma tempestade tropical.

Tà, mas e a chuva? No meio do ano è tambem a estaçao mais chuvosa do Caribe, e nao è sò furacao que podem estragar as ferias. Bom, eu li um milhao de sites de previsao do tempo e de media anual de chuvas na regiao e o site do guia Fodor’s conseguiu resumir bem tudo o que encontrei na internet:

Throughout much of the Caribbean, the average rainfall amounts are higher in the fall (especially in October and November) than they are in the summer; in some islands, there’s a break in rain starting sometime in July and continuing into early August (unless there is a hurricane). It also matters a great deal where you go. The larger the island the wetter it tends to be;

Ok, a chuva talvez nao atrapalhe, mas e se aparece um furacao e eu estou dentro do navio no meio do nada, sem ter pra onde escapar?

As letrinhas miudas das duas companhias maritimas que me interessavam (Royal Caribbean e Carnival) diziam basicamente a mesma coisa: que eles possuem equipamentos modernissimos capazes de acompanhar a rota e a intensidade do furacao e que, se por acaso aparecesse um furacao no caminho, eles teriam tempo o suficiente para mudar a rota do navio.

E foi aqui que a minha divisao dos cruzeiros em razao do objetivo da viagem – tipo de navio ou roteiro –  fez mais sentido.

Se o meu objetivo estivesse focado  mais no navio do que no roteiro, nao hesitaria em marcar o cruzeiro pro meio do ano. Pelo o que eu pesquisei, achei que as vantagens superam os riscos.

A começar pelo preço. Quando eu estava pesquisando, os preços pro meio do ano eram muuuuito mais camaradas. E nao sò os preços do cruzeiro, mas tambem das passagens aereas para Puerto Rico e o preços das diarias dos hoteis.

E eu tambem teria muito mais opçoes de datas de embarque, jà que no meio do ano, nòs podemos pegar o mes todo de ferias.

E como o objetivo seria aproveitar o navio, numa remota possibilidade de mudança de rota, isso nao seria um problema. Tendo o roteiro flexivel, nao faria tanta diferença desembarcar na ilha A ou na ilha B.

Mas como o meu roteiro nao era flexivel, como eu jà expliquei nesse outro post, eu preferi nao arriscar.

Se o navio mudasse de rota, pra mim seria um problema, pois eu deixaria de visitar algo que eu gostaria muito conhecer. Entao tive que me contentar com as poucas alternativas de cruzeiros que faziam o roteiro que eu queria, nos dias entre o Natal e o Ano Novo.

E ainda tive que pagar caro por isso!

 

Cruzeiro ou city tour de ilhas caribenhas?

Quando eu comecei a pesquisar sobre cruzeiros e, em especial, sobre cruzeiros no Caribe, eu fiquei completamente perdida, pois dois viajantes super experientes  (o Arnaldo do Fatos & Fotos de Viagem  e a Dri Miller do Dri Everywhere) aconselham a escolher um navio que combine com o seu estilo.

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De acordo com eles, voce sò vai gostar realmente do cruzeiro se o seu perfil de viagem for compativel com o perfil do navio. E acho que eles tem razao: nao me parece uma boa ideia escolher um navio focado em diversao para a familia, se voce estiver em lua de mel, nao è mesmo?

Mas por causa dessa historia de tipo e de perfil de navios, eu entrei em panico. Eu nao conseguia achar nenhum navio que combinasse com o meu estilo, simplesmente porque cruzeiros e praias paradisiacas nao combinam nem comigo e nem com o meu estilo de viagem.

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E eis que de repente, nao mais que de repente, me veio a luz: De que adianta escolher o navio mais romantico do mundo para sua lua de mel, se ele nao vai pra onde voce quer ir, nos dias em que voce està de ferias?

Resolvido o meu problema!

Se o objetivo for curtir as atividades do navio e visitar praias paradisiacas, sem se importar em qual ilha caribenha elas se localizem, è claro que o perfil do navio vai ser o diferencial entre a viagem dos sonhos e o perfeito desastre. Por outro lado, se o roteiro è o mais importante da viagem, o navio acaba se transformando em um mero hotel/meio de transporte.

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E foi esse o meu caso. Eu sabia exatamente quais eram as ilhas do Caribe que eu gostaria de visitar. Para o meu cruzeiro, o importante nao era o perfil do navio, mas o percurso que ele faria. Quem jà leu mais de 2 posts desse blog jà percebeu que eu sou a louca dos patrimonios da humanidade.

Eu acredito que se a Unesco considera um lugar como “patrimonio da humanidade”, alguma coisa de interessante esse lugar deve ter e com certeza merece ser visitado. Entao, por causa da Unesco, baseei toda a minha pesquisa em cruzeiros que incluissem as tais ilhas com patrimonio da humanidade no roteiro.

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Pensando bem, acho que na realidade eu nunca quis fazer um cruzeiro no Caribe, eu queria mesmo era fazer um “city-tour de ilhas caribenhas” (parafraseando o Ricardo Freire), ou seja, visitar as atraçoes previamente escolhidas, da maneira mais facil, rapida e eficaz, sem ter que me preocupar com transporte e hospedagem.

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Eu sò precisava entrar no navio no horario certo no final do dia, que o navio se encarregava do meu conforto e transporte para a proxima ilha. Por isso, pra mim, nao fazia a menor diferença se o navio tinha um perfil familiar ou romantico, de jovens ou de aposentados, o importante è que ele passasse por todas as ilhas da minha lista: Puerto Rico, St. Kitts and Nevis, Dominica, Santa Lucia e Barbados.

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Nao consegui encontrar nenhum cruzeiro, com duraçao de uma semana, que fizesse esse roteiro. A maior parte das companhias de cruzeiros incluiam apenas 3 ilhas das 5 e sò a Carnival e a Royal Caribbean incluiam 4 ilhas.  O navio Carnival Valor deixava a Dominica de fora e o navio Adventures of the Seas da Royal Caribbean nao passava por Santa Lucia.

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A escolha do navio, entao, teria que levar em conta a facilidade de se chegar por conta propria na ilha faltante. Como existem voos diretos de San Juan a Dominica, o navio Carnival Valor foi o eleito!

E se eu gostei? Adorei! Voltei pra casa plenamente satisfeita com as poucas horas que passei em cada ilha, vi tudo o que tinha planejado e ainda deu pra incluir uns extras fora do programa inicial.

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E o navio? Nao sei dizer…  Ele foi perfeito para o meu city tour de ilhas, mas o navio em si nao me conquistou nao. O tempo que passamos dentro do navio se resumia ao circuito cabine-restaurante e o pouco que vi se encaixaram nos estereotipos que eu tinha sobre cruzeiros, mas isso jà è assunto pra outro post.

Cruzeiro?! Eu?!

Pois è… Cruzeiro nunca tinha entrado na minha listinha de desejos, pelo contrario, pra mim era um daqueles tabus odiosos “nunca fui e nao gostei”. Meu irmao è um apaixonado pro cruzeiros, e toda vez que ele viajava em um, eu torcia o nariz, mas mordia a lingua. E ele retrucava, com razao: “como voce sabe que nao gosta se nunca experimentou?”

E eu respondia com empafia: “Eu nao preciso colocar o dedo na tomada pra saber que dà choque! 😛 ” Mas a verdade è que essa resposta era sò pra fazer despeito pro meu irmao e nunca me convenceu de verdade. Eu preciso ter uma minha opiniao para poder torcer o nariz com autoridade ou entao reconhecer que o meu preconceito era infundado.

O que nunca me convenceu em cruzeiros è que eu nao sou chegada em praia, entao a ideia de ficar presa num lugar, apertada numa cabine, e dividir espaços com mais 3000 pessoas pra visitar praias nao è o que eu chamo de “ferias perfeitas”.

Ah, mas existem cruzeiros que nao sao em praias! Verdade, mas a ideia de passar miseras horas em cidades como Veneza, Istanbul ou Barcelona me deprime ainda mais… Pelo menos na praia nao tem muito o que fazer…

Enfim, engoli meu preconceito e aproveitando que todo mundo diz que cruzeiro com crianças è otimo, resolvemos levar a herdeira para uma viagem diferente do que estamos acostumados e ao mesmo tempo escapamos do inverno curtindo um cruzeiro pelo Caribe.

Na minha cabeça de marinheira de primeira viagem, organizar um cruzeiro parecia ser uma coisa simples, afinal basta comprar o “pacote” e pronto! Nada de pesquisar hotel, localizaçao de hotel, como fazer os deslocamentos de um lugar pro outro, escolher restaurantes… Tà tudo incluido no navio, certo?

Certo! Mas o que eu subestimei foi a dificuldade para escolher o navio. Eu nao podia imaginar que pudessem existir tantas alternativas no mercado e tantas variaveis a serem consideradas… Como decidir qual è a melhor opçao de cruzeiro pra nòs? Como conciliar o tipo do navio X roteiro X data das ferias? Sao conciliaveis? Do que abrir mao?

Para facilitar as coisas, acabei separando os cruzeiros pelo Caribe em dois grupos: 1 – aquele que voce faz por causa do navio e 2 – aquele que voce faz por causa do roteiro do navio.

Nos proximos posts vou contar um pouco sobre as minhas pesquisas para escolher o cruzeiro ideal e confrontar a teoria das minhas pesquisas com a pratica vivida no navio.

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