Delos

Delos

Chegamos em Mykonos e uma de nossas primeiras providencias foi comprar os ingressos para o barco que nos levaria a Delos. Ainda bem que nos preocupamos com isso, senao teriamos perdido o passeio. Ao contrario da alta temporada, quando são varios os barcos que fazem esse trajeto, no final de abril existe apenas um unico barco por dia, com ida às 10 da manha e retorno às 13 horas. 

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Delos é uma ilha minuscula, desabitada e rochosa localizada bem perto de Mykonos, no coraçao do Egeu. São apenas 5km de comprimento por 1300m de largura, mas o seu tamanho é inversamente proporcional a sua importancia.

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O unico problema é que nós só sabiamos que Delos era um dos lugares mais importantes e sagrados do mundo antigo. Sabiamos que os deuses Apolo e Artemis nasceram ali e sabiamos que o nome “Ciclades” se deve ao fato de que as demais ilhas formam um circulo ao redor da importante Delos. Mas, fora isso, nao sabiamos nada da parte, digamos assim, “pratica” da ilha, ou seja, que tipo de ruinas iriamos visitar .

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E quando se trata de ruinas, saber de antemao o que vai ser visto, pra mim, é essencial, senao a minha ignorancia nao me permite reconhecer o que sao aqueles amontoados de pedras e o que eles significam.

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Chegando em Delos, a nossa salvaçao: junto com os ingressos nos deram um mapinha super bom, com todos os pontos principais assinalados e ainda sugestoes de trilhas pra percorrer, respectivos tempos de percorrencia e descriçoes dos lugares.

Começamos a percorrer a trilha mais longa, mas em sentido contrario, pra evitar os dois grupos que estavam no barco com a gente e foram para o outro lado.

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Começamos o nosso tour pelo “bairro do Teatro”, a regiao onde na Antiguidade habitavam os mais abastados da ilha. Ali encontramos casas que um dia foram realmente suntuosas, com patios cercados de colunas e mosaicos coloridos que na época, segundo o mapinha, era um simbolo de status.

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A Casa de Cleopatra (só não descobri pq recebe esse nome…) nos recebe com as estatuas sem cabeça de seus proprietarios, na Casa de Dionisio existe um lindo mosaico do deus do vinho que cavalga uma pantera e as outras casas, a do Tridente a dos Golfinhos, a das Mascaras, seguem o mesmo padrao luxuoso com mosaicos incriveis no chao.

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 O teatro que dá nome ao bairro e que foi construido no ano 300 antes de Cristo tá bem acabadinho, mas a cisterna ali do lado, que abastecia boa parte da cidade tá quase inteira. Digo que essa cisterna abastecia “boa parte” da cidade, pq segundo o mapinha-guia, os mais ricos possuiam a sua propria cisterna, um item de primeira necessidade numa ilha arida como Delos.

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Depois seguimos para uma regiao com ruinas de “santuarios de deuses estrangeiros”, e em seguida,  já estava ansiosa,  fomos visitar os famosos leoes proximos ao Lago Sagrado onde, diz a lenda, nasceram Apolo e Artemides, mas infelizmente hj o lago está soterrado para prevenir a reproducao dos mosquitos da malaria.

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Já os leoes de marmore foram doados a Delos pelos habitantes de Naxos, para que servissem de “guardas” ao santuario de Apolo e hj restam apenas 5, cujos originais estao devidamente bem cuidados no museu da ilha.

As ruinas sao fantasticas, mas era desleal a concorrencia com a enorme quantidade de flores que tinha por la.

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Flores de todas as cores e tamanhos que cresciam selvagemente entre um templo e outro dando um colorido todo especial ao lugar. E me dei conta que um dos grupos que estava no barco com a gente nao eram de turistas, mas de mulheres de Mykonos que vao a Delos especialmente para recolher as flores!

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No jantar, em Mykonos, as flores que enfeitavam a nossa mesa no restaurante nos pareceram tao familiar… 🙂 

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Pythagorion

Pythagorion

Em homenagem a Pitagoras, uma das principais cidades de Samos se chama “Pythagorion”, uma cidade sem muitos atrativos, mas que possui um porto com uma atmosfera incrivelmente refinada.

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Eu nunca pensei que um dia pudesse colocar numa mesma frase as palavras “porto” e “refinado”, mas os cafés e bares que tem ali juntamente com os iates e os barcos coloridos de pescadores conseguem esse efeito.

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Mas o que o porto tem de bonito e agradável, o resto da cidade tem de desinteressante. Uma avenida principal, com as principais lojas da cidade, como toda boa cidade do interior, a sempre presente igreja e os restos da fortaleza de Licurgo.

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A fortaleza foi construida em 1824 por Licurgo  Logothetis (que nao tem nada a ver com o legislador Licurgo de Esparta, como eu achava…), que comandou os habitantes de Samos na revolta contra o Imperio Otomano, na guerra de independencia.

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A partir dessa fortaleza, seguiam-se os muros da cidade até o Tunel de Eupalino. Localizado já fora da cidade, este tunel é um aqueduto construido por volta de 530 antes de Cristo a fim de fornecer agua potavel a entao caotica capital de Samos e foi o maximo da tecnologia da epoca, pois foi aberto por ambos os lados até se encontrarem no meio.

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Hoje tem uma parte desse tunel aberta para visitacao, mas quem estiver acima do peso, ou for claustrofobico, convém deixar a visita para lá. O tunel é acessivel com uma escada estreitissima e continua estreito e baixo por um bom tempo até que se alarga um pouco.

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Nao consegui descobrir se esse alargamento era aquele previsto nos calculos de Eupalino para garantir que as duas “escavaçoes” do tunel se encontrassem no meio, mas acredito que sim. 

Infelizmente a moça da bilheteria nao possuia nenhum folheto explicativo e ingles nao era o seu forte . Alem disso, o nosso “guia” foi um menino tagarela de uns 8 anos, o unico que cabia sem problemas no tunel e provavelmente o filho da moça da bilheteria. 

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Foi divertido, apesar de nao ter sido de muita ajuda, ele nos seguiu durante todo o percurso e nao parou de falar em grego um minuto! Vai saber sobre o que ele falava…

Samos: o Copo de Pitagoras

Samos: o Copo de Pitagoras

Alem de Hera, outro filho ilustre de Samos é o matematico Pitagoras. Aquele mesmo do teorema que aprendemos no colegio. Mas o legado mais importante que esse famoso matematico deixou em Samos nao foi o teorema, foi o chamado “Copo de Pitagoras”, o souvenir mais vendido pelas ruas de Pythagorion.

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Diz a lenda que os gregos antigos eram muito atentos com a quantidade de alcool que bebiam e Pitagoras criou uma “soluçao” para que os clientes de bares e tavernas, ou os hospedes de pessoas que organizavam festas e banquetes nao exagerassem com o vinho.

Essa criaçao é o famoso (pelo menos em Samos) “Copo de Pitágoras”, aparentemente um copo normal, mas com uma coluna no meio e com o particular de que se for enchido além do limite permitido, o copo se esvazia completamente. 

É um objeto super curioso, em que Pitagoras se utilizou da teoria dos vasos comunicantes e do sifao para cria-lo. (Pra quem nao lembra dessas teorias, a Wikipedia explica direitinho)

Achei esse video na internet que mosta bem o “funcionamento” do copo:

Até pensei em comprar alguns desses lá pra casa, mas conhecendo meu eleitorado, mudei de ideia.

As toalhas de mesa agradecem!

Heraion de Samos

Heraion de Samos

Samos, outra ilha grega, apesar de tambem possuir mar transparente,  tem uma paisagem formada por montanhas cobertas de verde (bem diferente das aridas Mykonos e Santorini) e se orgulha de ser a terra natal de Hera, irma e esposa de Zeus.

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 Hera (ou Juno na mitologia romana) é conhecida como a deusa protetora dos casamentos e das mulheres casadas. É considerada a mais vingativa dos deuses e a sua luta contra as traiçoes do marido representam a maior parte das lendas relacionadas a ela.

Uma dessas lendas é a perseguiçao de Latona, amante de Zeus, que teve que fugir pra Delos para poder dar a luz a Apolo e a Artemis.

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A tradiçao diz que Hera nasceu num lugar proximo ao rio Imbrasos, sob uma arvore “lygos” (pausa wikipedia: conhecida como “vitex agnus-castus”, ou arvore da castidade, indicada na medicina como tratamento da TPM e da menopausa), e isso determinou a localização de seu santuario em Samos, mesmo que o lugar nao fosse muito adequado para um templo tao grande.

Esse templo nao durou muito tempo (eu li em algum lugar que durou uma década mais ou menos) e desmoronou por causa de um terremoto aliado à instabilidade do terreno. Junte-se a isso o passar do tempo e várias outras construçoes feitas no mesmo lugar ao longo dos anos e nao sobra muita coisa do templo de Hera pra se visitar.

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Mas, pela meia coluna que sobrou e pelos fundamentos, dá pra ter uma noçao da enormidade do templo, que dizem ser quatro vezes maior que o Partenon de Atenas. Os visitantes podem entrar pelo mesmo lugar por onde entravam os peregrinos da antiguidade, a Via Sacra, um caminho que já foi imponente, com estatuas de marmore nas laterais e que conduziam ao templo.

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Mas, apesar da importancia historica, um turista leigo, como eu, tem que estudar bem os mapas do sitio arqueologico antes da visita, senao o Heraion nao vai fazer o menor sentido. E um pouco de imaginacao e criatividade tambem ajudam na hora de formar as imagens na mente.

Como nao chegar em Patmos

Como nao chegar em Patmos

No post sobre Patmos, a Patricia – Turomaquia me perguntou como fizemos para chegar na ilha. A gente passou por um perrengue tao grande que eu tenho certeza de que nao sou a pessoa mais indicada pra sugerir meios de transporte pra la, sente o nosso drama:

Essa viagem para as ilhas gregas foi uma surpresa que o namorado quis me fazer, entao foi ele quem organizou toda a viagem. Quer dizer… quase toda! (Jà vou avisando logo para me eximir de toda e qualquer culpa! 🙂 )

Ele se diverte procurando hoteis e restaurantes, mas nao tem a minima paciencia pra organizar a parte logistica de viagem nenhuma. E pra piorar, os ferry boats nas ilhas gregas sao meio complicadinhos de coincidir, principalmente se muda a regiao das ilhas – das Ciclades pro Dodecaneso, por exemplo.

Nos fizemos Pireus – Mykonos de ferry boat, depois fizemos Mykonos – Santorini tambèm de ferry boat e atè aì foi facil. A partir de  Santorini a coisa comecou a complicar: tivemos que voar atè Atenas pra pegar outro voo atè Samos.

Samos è o aeroporto mais proximo de Patmos. E olhando no mapa, a distancia entre elas parece mesmo bem pouca. E, com isso, juntando essa “aparencia de perto” com a falta de paciencia do namorado em pesquisar, quase ficamos presos em Samos!

Olha o nivel: no aviao para Samos, o namorado disse que a viagem estava quase toda organizadinha, sò estava faltando um “detalhezinho”, coisa boba: o ferry boat de Samos pra Patmos que ele nao tinha conseguido reservar… Entao antes de qualquer outra coisa, teriamos que ir ao porto comprar nossos bilhetes.

Eu nao consigo organizar uma viagem para uma ilha sem saber como ou quando eu vou sair de là!  Me vem até brotoejas de nervoso… Mas o namorado estava tranquilo… Ele tinha lido na Lonely Planet que de Samos a Patmos tem 2 ferry boats diarios, e que è tao perto que, na pior das hipoteses, bastava pagar uns 50 euros para um pescador levar a gente…

Vai nessa! Apenas quando chegamos em Samos fomos descobrir que o Lonely Planet estava furaderrimo na informaçao: na alta temporada existe apenas um ferry boat por dia de Samos a Patmos e na baixa temporada existem apenas 2 ferry boats por semana. Isso mesmo: por se-ma-na!  Nao preciso nem dizer que è claro que as datas do ferry boat nao coincidiam com o dia que precisavamos dele!

Começamos a procurar alternativas… Em Samos vimos varias agencias de turismo que faziam passeios para Patmos. Tentamos todas! As tais agencias usam os ferry boat de linha pra fazer esses passeios…

Vimos no porto uns barcos com umas plaquinhas do tipo: “rent a boat” e tentamos todos… Diz a lenda, estavam todos ocupados com um evento no dia que queriamos…

Perguntamos para o concierge do nosso hotel…  A resposta era sempre a mesma ladainha: os ferry boats partem duas vezes por semana e os barcos privados estao ocupados no tal evento!

Apelamos para a guarda costeira de Samos (a que ponto nao chega o desespero!). De repente eles conheciam alguem ou alguma coisa que fosse pra Patmos no dia que queriamos.

A essa altura do campeonato, eu jà estava curiosando guias e fotografias pra ocupar 3 dias a toa em Samos… E nem tava achando tao ruim assim, afinal o maximo que poderia nos acontecer seria perdermos os dias que haviamos planejado em Rodes depois do tour em Patmos… Nao era o ideal, mas tambem nao era o fim do mundo! Samos era uma graça!

Mas o nosso anjo da guarda costeira nos arrumou um fulano que estava disposto a nos levar de barco a Patmos por mòdicos 500 euros! Era pegar ou largar!

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Pegamos! E là fomos nòs a Patmos, 500 euros mais pobres, num tipico barco grego, com um tipico capitao grego e sua tipica excelentissima esposa grega, que sabiam meia duzia de palavras em ingles! A viagem que demoraria uma hora e meia, no maximo, de ferry boat, demorou quase 4 horas naquele barco verdinho…

Apesar da demora, a viagem foi bem tranquila e divertida, com direito a golfinhos que nos seguiam e o visual do litoral da Turquia que nos acompanhou por um bom pedaço…

Foi uma experiencia e tanto! Mas digamos que essa nao è a opçao mais “conveniente” para se ir de Samos a Patmos!

Patmos

Patmos

Patmos é mais uma lindissima ilha grega com um mar azul, localizada no Dodecaneso; mas, diferentemente das outras ilhas por onde passei, Patmos chama a atençao pela sua costa toda retalhada, vàrias ilhazinhas ao redor e um mosteiro para coroar a ilha.

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O porto e a cidade maior de Patmos é Skala, onde estao concentrados a maior parte dos hoteis e restaurantes e tambem a “vida” da ilha. Mas é a capital da ilha, Chora, o principal ponto de interesse dos visitantes.

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Chora è uma cidadezinha medieval, do sèculo XIII, construida ao redor do Mosteiro de Sao Joao Evangelista, com casas brancas, ruas estreitas e de modo a proteger os habitantes dos ataques piratas.

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A cidade tem uma atmosfera indescritivel e acredito que transmitiria paz mesmo cheia de turistas. A desvantagem, ou vantagem segundo o ponto de vista, è que em Chora nao existem hoteis, apenas quartos para alugar nas casas dos moradores.

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Pra quem nao se incomoda com a ausencia de vida noturna e baladas, recomendo pelo menos uma noite em Chora.

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Nòs ficamos hospedados no Archontakiri, uma elegante casa com a arquitetura tipica da cidade, muito bem decorada e adaptada para receber turistas (o nosso quarto era enorme e o banheiro era minusculo).

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Em Chora nao entram carros, mas a partir de Skala, nao è dificil chegar atè ali: sao apenas 6km morro acima. Os mais empolgados podem caminhar, ou, para os preguiçosos como eu, dà pra pegar um taxi ou um onibus (nao eram muito frequentes na baixa temporada). 

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Vi que alguns turistas alugavam motos, mas acho que sò vale a pena se o objetivo for rodar por toda a ilha e visitar as praias e outras cidades como Gricos ou Cambos.

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Alguns chamam Patmos de “Jerusalem do Egeu”, por causa do Mosteiro de Sao Joao, que foi construido no seculo XI, e que domina toda a paisagem da ilha.

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Essa devoçao toda a Sao Joao è porque, diz a lenda, no ano 95, o discipulo predileto de Cristo  foi a Patmos exilado e ali começou a pregar o Cristianismo e a batizar os habitantes. Também foi numa caverna em Patmos que Sao Joao escreveu o Apocalipse.

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A Gruta Sagrada do Apocalipse fica no meio do caminho entre Chora e Skala. E’ uma pequena caverna, transformada em uma capela, onde os visitantes podem observar um buraco na rocha que, dizem, era onde Sao Joao apoiava a cabeça para dormir.

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(Comentario maldoso que eu ouvi de um turista ingles: “dormindo nesse buraco, è claro que Sao Joao sò poderia ter escrito sobre o fim do mundo!)

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Na gruta tambèm da pra ver o lugar onde 3 fissuras no teto se encontram. Dizem que essas tres fissuras representariam a Santissima Trindade e que a voz de Deus, que ditava o Apocalipse para Joao, saia do encontro dessas fissuras.

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Eu sò identifiquei essas coisas na caverna, porque estava escrito no guia. Quando chegamos na caverna, tinha um padre ortodoxo que dava explicaçoes em grego e ignorava solemente qualquer turista que falasse outra lingua.

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Achei o ambiente meio pesado nessa caverna, alem de uns poucos turistas (eu incluida) que visitam o lugar como se estivessem num museu, tinha um bom tanto de gente que rezava fervorosamente e eu me senti meio que “atrapalhando a fè alheia”.

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Jà a visita ao Mosteiro foi mais agradavel. Pra visitar o Mosteiro a entrada è gratuita mas quem quiser ver o “tesouro” vai ter que desembolsar 6 euros. Eu paguei pra ver, afinal eles se autointitulam “o museu mais grandioso do Egeu”.

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Nesse museu, de mais importante e representativo são as muitas peças do periodo Bizantino, como documentos, manuscritos, icones, roupas eclesiasticas, até joias e moveis. É um museu interessante, mas achei caro!

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A parte gratuita, ou seja, o mosteiro propriamente dito, é muito mais interessante! E meio que um labirinto de patios, escadas, terraços e a capela principal é de impressionar tamanha riqueza, com uma iconostase toda trabalhada e afrescos do seculo XII. Pena que era proibido fotografar por dentro da capela…

Passeando por Santorini: Pyrgos

Passeando por Santorini: Pyrgos

Quando fomos pedir informaçoes para a recepcionista do nosso hotel sobre quais seriam as melhores estradas pra visitarmos o que queriamos em Santorini,

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ela, muito solicita começou a assinalar no mapa alguns outros pontos da ilha que pudessem nos interessar.

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Um dos lugares assinalados foi uma cidade bem no meio da ilha, chamada Pyrgos.

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Ela falou que a cidade merecia uma visitinha porque ficava no ponto mais alto da ilha e a vista era incrivel,

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pois de là seria possivel avistar o mar para onde quer que olhassemos.

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E disse também que Pyrgos jà tinha sido a capital da ilha, que possuia uma arquitetura “bem interessante”  e que na Pascoa, as celebraçoes sao lindas e vem gente de toda parte para participar.

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E essas sao as unicas informaçoes que tenho sobre Pyrgos…

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Adoro essas “surpresas” na viagem  e gostei mais ainda de poder confirmar que a cidade é realmente encantadora e que a vista é fantastica.

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Agora vou ver se encontro alguma informação a mais sobre a cidade…

Santorini: Kamari e Museu do Vinho

Santorini: Kamari e Museu do Vinho

Continuando a nossa expedição de carro por Santorini, fomos parar na parte leste da ilha, interessados em ver tres coisas: as ruinas da Antiga Thira, a praia de Kamari e, se sobrasse tempo, o namorado sommelier gostaria de visitar o museu do vinho, é claro.

A Antiga Thira era uma cidade fundada no sèculo IX pelos imigrantes que chegaram em Santorini sob o comando de Thira, aquele que deu o nome oficial da ilha. E os estudiosos dizem que ali existem vestigios de habitaçao até a época bizantina.

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Mas acabamos chegando tarde demais e às 15h30 as ruinas da Antiga Thira tinham acabado de fechar para visitaçao. Falta de organizaçao dà nisso… 😳  Mas, pelo menos, teriamos tempo para visitar o museu do vinho…

Antes, porem, passamos por Kamari a fim de conferir de perto a tal praia de areia “preta” que a recepcionista do nosso hotel nos aconselhou tão vivamente. 

Kamari é a praia “principal” do leste de Santorini e possui realmente uma areia escura, mas nao é “preta”, é um cinza asfalto. Diferente, mas nada de muito impressionante… Acho que fiquei exigente demais com praias pretas depois de visto uma praia preta de verdade nas Ilhas Canarias.

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De qualque modo, Kamari tem uma boa infra estrutura em termos de bares e restaurantes e parecia tudo muito organizado, apesar de ser baixa temporada e não ter ninguem na praia, Kamari  me passou a impressao de ser um lugar movimentado, mas sem farofa.

Como nao tinhamos a intençao de entrar na agua mesmo, um passeio rapido pela praia foi o suficiente para saciar nossa curiosidade e o namorado estava ansioso para ver o tal museu do vinho.

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 Eu nao estava botando muita fé nesse museu, pra ser sincera… Mas como o preço do ingresso incluia uma degustaçao de 3 vinhos – um branco, um tinto e um doce – no final da visita, me convenci!

E sabe que a visita ao museu foi muito mais interessante de quanto esperava? O museu foi feito numa caverna natural, a 6 metros de profundidade e 300m de comprimento e apresenta a historia do vinho grego  desde meados de 1600 até por volta de 1970.

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O interessante è que eles fornecem um guia em audio que vai contando a historia e o museu é formado basicamente por bonecos que manuseiam equipamentos usados na produçao do vinho na época. E, em muitas situaçoes, do lado do boneco, tem uma foto antiga com pessoas de verdade usando o mesmo equipamento.

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Essa visita ao museu nao é exatamente um passeio imperdivel, mas para quem se interessa pelo assunto, é bastante interessante. E nao vale a pena a visita sò pela degustaçao no final… Os vinhos que eles propoem sao bem fraquinhos…

Passeando por Santorini: Red Beach

Passeando por Santorini: Red Beach

 Nós começamos nosso passeio de carro pelo sul da ilha. Nós queríamos ver Akrotiri, um tipo de “Pompeia grega”, ou seja, uma cidade enterrada por causa de uma erupçao vulcanica por volta do século XVI antes de Cristo. Mas como já tinhamos sido advertidos, infelizmente Akrotiri ainda está fechada por causa do acidente ocorrido em 2005 e sem previsões de reabertura.

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Mas a viagem até lá não é perdida. Ali pertinho se localiza a Red Beach, assim chamada por causa das falésias de lava vermelho vivo que emolduram uma praia de areia (e pedras) escuras e um mar de um azul profundo e transparente.

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Depois de ver tanto azul e branco pelas ilhas, uma praia assim tão vermelha é no minimo inusitado. Sem esconder minhas origens “pé-vermelho”, fiquei imaginando: se Londrina tivesse uma praia, ela seria assim?

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Passeando por Santorini: Oia

Passeando por Santorini: Oia

 Por causa da história de por do sol mais bonito do mundo, e porque nosso hotel era em Oia, nós deixavamos pra passear pela cidade sempre no final da tarde…

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A  rotina era dificil: café da manha na varanda do nosso quarto com vista pra caldera, rodar pela ilha durante o dia e no final da tarde, esperar o por do sol…

Tudo o que eu li sobre Santorini dizia que a ilha era apinhada de turistas, que era impossível caminhar pelas ruas estreitas sem ser “carregado” pela multidão e que Oia era pior ainda, principalmente no final do dia, quando todo mundo resolvia ir pra lá, para ver o por do sol mais famoso do mundo.

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A minha conclusão é de que ninguem nunca foi pra Santorini no final de abril! Nas ruas estreitas de Oia, eu vi mais cachorros do que turistas… Sabia que era baixa temporada, mas nunca pensei de ver, em Oia, restaurantes disputando a tapa os poucos turistas que paravam pra ler os menus da porta e os vendedores de souvenir parados, com aquele olhar longe e perdido, esperando a vida passar… Uma paz!

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 O unico lugar onde tinha bastante gente (e que nao tenho ideia de onde surgiram) era o forte, alguns minutos antes do por do sol. Mas revendo fotos pela internet e comparando com o que vi, posso dizer que em abril, o forte estava praticamente deserto…

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Vazia desse jeito e com aquela vista da caldera, num dolce far niente, Oia foi um dos lugares mais romanticos por onde já passamos!  O inconveniente da baixa temporada é que não dá pra pegar praia e alguns restaurantes ainda estavam fechados… Mas quem se importa?

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