Riga

Riga

Aproveitando uma escala no voo para a Russia, resolvemos ficar um final de semana na capital da Letônia. Riga é uma cidade grande, dividida em cidade nova e cidade velha e, por pura falta de tempo, resolvemos explorar tao somente a cidade velha e visitar o Museu Etnografico Letão (é assim mesmo?) e deixamos os bairros da moda e os espaços verdes da cidade nova para uma próxima vez.

Na cidade velha existe uma restrição ao uso de automóveis, que só descobrimos quando tivemos que pagar ao taxista um “pedágio” de entrada na cidade velha que custou quase a mesma coisa que a corrida do aeroporto até o hotel…

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Um dos cartões postais de Riga são os “Três Irmãos”, três casas de mercadores, grudadas uma na outra e construídas em épocas diferentes. A mais estreita é a mais recente, do século XVIII, a do meio é do século XVII, mas com uma porta barroca que colocaram ali um século depois. E a última é do século XV, com uma fachada meio torta e uma porta emoldurada por blocos de pedra, como se usava na época.

Não obstante seu valor histórico e artístico, não achei muita graça nesses três irmãos. Acho que Riga tem casas muito mais interessantes,que vão do gótico ao liberty, para satisfazer uma turista como eu.

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Por exemplo, a casa das “Cabeças Negras” que foi construída no início de 1300 e foi alugada para a Fraternidade das Cabeças Negras, que recebe esse nome por causa de seu padroeiro, normalmente representado com feições mouras. Uma pena que, durante a Segunda Guerra Mundial, essa casa foi completamente destruída e o que vimos é uma reconstrução terminada em 1999.

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Ou então a “Casa dos Gatos”, um palácio em estilo Liberty, com gatos no teto, que, diz a lenda, representariam o desprezo do proprietário pelos membros da Grande Guilda que não o admitiram na associação.

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Ou ainda a igreja de São Pedro, construída por volta de 1490, com sucessivas reconstruções e seu campanário de madeira que vale a visita a Riga.  A vista ali de cima é estupenda!

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Uma outra “atração” de Riga são as nativas da cidade. Pra mim, embora fosse verão, não tava calor… fazia um ventinho fresco e a temperatura girava em torno dos 17-18ºC, mas isso não impedia as nativas superlindas, superloiras, super altas e superbronzeadas de desfilarem pelas ruas de minissaias e miniblusas realmente “mini”, com saltos altíssimos, como se tivessem recém saído de um ensaio fotográfico para coelhinhas da Playboy. Não dá pra não reparar!

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O Museu Etnográfico Letão é outro lugar imperdível de Riga. Fica meio fora de mão, mas dá pra chegar com transporte público numa boa, mesmo sem entender nada da língua e mesmo que ninguem fale inglês por ali para dar indicações. Foi só pegar o ônibus número 1 e a nossa cara de turista já entregava para onde queríamos ir!

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O lugar é lindo, um museu a céu aberto fundado em 1824 no meio de um parque enorme, para onde transportaram umas 120 casas autênticas que representam as quatro regiões do país. Ali tem casas de madeiras de todos os tipos e algumas construções muito curiosas como uma “cozinha de verão” que mais parece uma barraca de índio americano, e uma igreja luterana do século XVI que é puro charme.

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Depois desse “gostinho” que tivemos dos países bálticos, ficamos com mais vontade ainda de um dia voltar e passear por toda a região!  E a “listinha” só aumenta…

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