Luxemburgo

Luxemburgo

Luxemburgo não é um dos destinos mais procurados por quem vem pra Europa e eu não fugia à regra. Para mim, Luxemburgo sempre foi um paraíso fiscal sem muitos atrativos, e nunca constou nas minhas listas de viagens. A única coisa que me chamava a atenção sobre o país é o nome, porque é difícil achar um mapa da Europa que consiga colocá-lo por inteiro no respectivo território e normalmente vem abreviado: “Lux” para os íntimos…

Mas verificando os lugares tombados pela Unesco que ficassem próximos de Frankfurt, descubro que a cidade de Luxemburgo é um desses lugares e que o aeroporto de Frankfurt Hanh, usado pela Ryanair, fica mais perto de Luxemburgo do que de Frankfurt.

Perfeito! Era a desculpa que eu estava precisando para justificar uma passagem aérea comprada só porque estava em promoção.

Luxemburgo é uma cidade pequena, de uns 80 mil habitantes e, segundo o guia, 30% da população é composta de estrangeiros, o mais alto índice da Europa. E eu vou complementar essa estatística afirmando que pelo menos 80% desses estrangeiros são portugueses, para onde quer que eu fosse, encontrava um lusitano…  Eles estão por toda parte e falta muito pouco para que o português se torne língua oficial por ali…

Por ser pequena, Luxemburgo é perfeita para se conhecer a pé e o melhor lugar para começar a caminhada é o Chemin de la Corniche, uma passarela sobre os muros da cidade, com uma vista de tirar o fôlego e não sem razão considerada a “sacada mais bonita da Europa”.

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Eu achava que em novembro as árvores já estariam todas peladas  e tinha medo de que a cidade perdesse um pouco do seu esplendor por causa disso, mas tive muita sorte e as cores do outono ainda imperavam. Pude admirar todas as esfumaturas do amarelo ao vermelho, passando pelo laranja e marron, só de vez em quando apareciam algumas árvores verdes destoando da paisagem e que serviam como critério de comparação para as outras cores…

A paisagem do outono deu um colorido todo especial ao que já era perfeito.

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A principal atração de Luxemburgo são as ruínas de Casemates, um labirinto com galerias úmidas, escavado na rocha, mostrando o que restou da antiga fortaleza que deu início ao Grão Ducado de Luxemburgo.

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Luxemburgo também é o país das pontes, tem ponte de todos os tamanhos e tipos, uma mais bonita do que a outra; mas, como nem tudo é perfeito, tem também uma horrorosa chamada de “Ponte Vermelha”, construída nos anos 60 e que não tem nada a ver com o resto da paisagem. O guia, entretanto, a define como um “bem sucedido exemplo de contraste”… Tirem suas próprias conclusões…

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Não achei o centro da cidade particularmente interessante. É bonito, limpo, organizado, mas talvez meio sem personalidade, meio “frio”… De repente, se eu começasse a visita pelo centro e não pelo Chemin a minha impressão teria sido outra, mas com os dias curtos de outono, não queria perder a vista diurna do vale.

O que mais me chamou a atenção no centro foram as torres pontudas da catedral, o Palácio Grand Ducale, e a escrita “Mir wölle bleiwe wat mir sin”, na parede da casa mais antiga de Luxemburgo (século XIII), que, segundo o guia quer dizer: “Queremos permanecer aquilo que somos”, a máxima luxemburguese.

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A cidade baixa de Grund é bem lindinha, com suas casas particulares do século XIV, mas infelizmente a noite chegou antes que terminássemos o passeio…

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