Antes de escrever sobre os lugares por onde passamos em Malta, queria deixar registradas algumas informaçoes praticas sobre essa ilha, pra mim tao desconhecida e tao surpreendente.
Territòrio:
O que eu chamava simplesmente “Malta”, na realidade é um arquipelago, formado por duas ilhas principais, Malta e Gozo, e das ilhotas Comino, Cominotto e Filfla. A ilha de Malta è a maior delas, mas mesmo assim o territorio è pouca coisa maior que 300km2 e aproximadamente 400 mil pessoas vivem ali.
O fato de estar em uma ilha tao pequena me deu aquela sensaçao aconchegante de cidade do interior, pois é tudo tao pertinho que todos os dias encontravamos as mesmas pessoas nos restaurantes, nos cafès e nas atraçoes turisticas. Acredito que se eu ficasse mais uns 2 dias ali, saberia da vida de todo mundo!
Quando ir:
Uma das vantagens de Malta è que dà pra visità-la todo o ano. O verao é quente e seco e no inverno o clima é agradavel mas pode chover. Como eu sofro com muito calor, preferimos arriscar a sorte e fomos no inverno. Foram 4 dias de muito sol e temperaturas em torno dos 20 graus em pleno mes de dezembro!
De repente vale a pena agendar a visita a Malta de acordo com os eventos da ilha, que dizem que sao muito animados. Nòs viajamos no feriado da Imaculada Conceicao (8 de dezembro) – mas só pq tb è feriado na Italia – e topamos com uma Malta muito viva: decoracoes especificas para a data, desfiles de escoteiros, shows em praças, fogos de artificio e muita gente na rua!
Transporte:
O jeito mais pratico de percorrer toda a ilha è alugar um carro. O ùnico “detalhe” è que Malta utiliza a mao inglesa.
Nòs alugamos um carro pela Hertz e o marido se virou bem no volante: as estradas sao boas e bem sinalizadas, as distancias sao curtas (nao mais que 40km para atravessar a ilha toda!) e nao tinha quase nada de trafego. As maiores dificuldades eram lembrar de entrar nas rotatorias no sentido contrario e arrumar um lugar para estacionar.
Uma vantagem do carro é que, para os 4 dias que ficamos na ilha, nòs gastamos apenas 10 euros de combustivel, nem um quarto de tanque!
Em Malta tem muitos taxistas que ficam a disposiçao dos turistas para tours de meio dia ou de dia todo pela ilha. Enquanto esperava o meu horario para entrar num sitio arqueologico, presenciei as negociacoes entre um taxista e um casal de espanhois: o taxista estava cobrando 200 euros para um tour de um dia inteiro.
O transporte publico de Malta è um dos mais charmosos que já vi. Os onibus sao muito bonitos, mas nao sei dizer se sao eficientes e com horarios e itinerarios convenientes, pois nao os utilizei.
Onde ficar:
Malta tem opcao de hotel para todos os bolsos e gostos, sò nao existem hoteis 5 estrelas dentro dos muros de Valletta.
A localizacao do hotel, pelo que eu pude perceber, nao faz muita diferença, pois a ilha é muito pequena e muito populosa. Atè quem nao tem um meio de transporte proprio acredito que nao và ter problemas para encontrar um ponto de onibus ou um taxi nos arredores.
Nòs ficamos hospedados no Phoenicia, um hotel historico, localizado imediatamente fora dos muros de Valletta, a dois passos do portao principal e na frente da praça dos Tritoes, um tipo de “rodoviaria” local e gostamos tanto do hotel quanto da localizaçao.
O que comer:
Pra ser sincera eu estava esperando encontrar muito mais opcoes de peixe nos restaurantes de comida tipica de Malta… mas o que predominava nos menus era a carne de coelho, muito saborosa por sinal. Outra constante nos menus era o tradicional queijo de Gozo, um queijo branco de cabra, muito salgado (para o meu gosto) e envolto em pimenta.
Outras comidas tipicas, presentes na maior parte dos bares e restaurantes sao umas salsichas temperadas com coentro (que nao me conquistaram), um tipo de “pasta” de feijao meio sem gosto mas que eu gostei bastante e uns sanduiches com recheios diversos e abundantes feito com um pao espetacular, chamado ftira.
Ah, e eles capricham no alho!
Quanto tempo:
Cada um tem seu proprio ritmo de viagem, mas, como jà disse, Malta è muito pequena e dà pra rodar por tudo em 3 dias. Nòs ficamos 4 dias e visitamos tudo o que queriamos e mais um pouco sem nenhuma pressa.
O que visitar:
Antes de ir a Malta, eu achava que o mais interessante de se visitar fosse tudo o que estivesse relacionado aos Cavaleiros de Malta – a minha unica referencia da ilha. E nao è que Malta è muito mais que isso! A prè-historia em Malta é fascinante e os sitios arqueologicos merecem uma visita. E pra quem gosta de praia, dizem que no verao a Blue Lagoon seja o melhor lugar para um banho – e que por isso mesmo vive lotada!
Nosso tour por Malta incluiu as cidades de Valletta e Mdina, um pulinho em Mosta para ver a igreja, as chamadas “tres cidades”: Cospicua, Vittoriosa e Senglea, e tb a capital da ilha de Gozo, Victoria. E tambem passeamos pelos Templos Megaliticos de Hagar Qim, Mnajdra, Tarxien e de Ggantija em Gozo, e completamos o passeio pre-historico com o Hipogeu de Hal Saflieni e a caverna de Ghar Dalam.
Pra nao dizer que nao vimos a natureza de Malta, demos só uma passadinha na “Azure Window” em Gozo, e como nao estavamos com vontade de pegar barcos, nem cogitamos de fazer um passeio a Blue Grotto e nem a Blue Lagoon em Comino.
É sempre bom saber:
Malta faz parte da Uniao Europeia, entao as regras relativas ao passaporte, carteira de motorista, seguro de saude, etc… sao as mesmas vigentes em qualquer outro pais europeu. O euro entrou em vigor no inicio de 2008 e com isso o cambio se tornou um problema a menos.
Existem duas linguas oficiais o maltese e o ingles. Nos lugares mais turisticos, todo mundo falava italiano tambem.
Malta è um pais catolico e, como na Italia, quem nao està devidamente vestido fica proibido de entrar nas igrejas. As mulheres devem estar com os ombros cobertos e nada de bermudas para os homens.
Todos os museus e sitios arqueologicos publicos em Malta funcionam das 9h às 17h, todos os dias, inclusive domingos e feriados, por determinaçao legal. Mas tem pegadinha: para que tudo esteja fechado às 17h, muitos lugares admitem a entrada dos turistas até as 16h ou 16h30… Entao è bom chegar cedo para nao dar com o nariz na porta!