Arequipa foi uma cidade que me causou muito arrependimento… Arrependimento de ter ficado só dois dias!! Mas como eu poderia imaginar que a segunda maior cidade do Peru pudesse ser tão charmosa e interessante?
A começar pela paisagem ao redor da cidade: vulcoes e mais vulcoes! Um dos simbolos de Arequipa é justamente o vulcao El Misti, um cone perfeito de mais de 5800m de altitude a apenas 17km do centro da cidade! Nao dá pra ficar indiferente diante de tanta imponencia, cada vez que olhava pra ele me vinha um misto de admiracao e medo.
Falando em medo… Apesar de ser uma paisagem incrivel, diz a lenda que a maior parte dos vulcoes ainda esta ativa e que é normal sentir tremores de terra por ali. Pior: os arequipeños com quem conversei dizem – com a maior calma do mundo - que erupcoes catastroficas nao estao descartadas (acho que foi por isso que eu sò quis ficar dois dias…).
Alem disso, por causa dos varios terremotos que, por varias vezes, já destruiram boa parte da cidade, lugares como hoteis, restaurantes e museus possuem sempre uma plaquinha informando que o local é seguro em caso de terremotos. Digamos que essas plaquinhas nao me tranquilizavam muito…
Outra caracteristica de Arequipa por causa dos vulcoes e terremotos é a baixa altura das casas para garantir maior estabilidade em caso de tremores. Mas a parte da “arquitetura vulcanica” que mais chama a atençao é a belissima Plaza de Armas, igrejas e algumas outras construçoes coloniais feitas com “sillar”, uma caracteristica pedra branca de origem vulcanica, que brilha sob o sol.
Pra entender melhor o brilho dessa pedra sillar, os nativos costumam dizer que “quando a lua se separou da terra, esqueceu de levar Arequipa consigo”. E a viagem até Arequipa já valeria a pena só por causa dessa “paisagem vulcanica”. Mas Arequipa tem muito mais a oferecer!
Embora tambem tenha sido construido com pedra sillar, é uma bela surpresa visitar o interior do colorido Mosteiro de Santa Catalina, construido 40 anos depois da chegada dos espanhois em Arequipa.
È um lugar muito sugestivo, parece uma cidade dentro da cidade, com ruazinhas estreitas, praças e as “celas” privadas onde viviam as monjas enclausuradas.
Atualmente quase todo o mosteiro é aberto aos turistas, tem só um cantinho isolado onde pouco mais de 30 monjas continuam com a vida de clausura.
Mas o ponto alto da cidade, sem duvida, é o Museu Santury. Um lugar espetacular e imperdivel. É nesse museu que mora Juanita, a princesa de gelo. É uma mumia de uma menina inca de uns 12 anos mais ou menos, que, segundo o video que nos mostraram antes da visita guiada – as visitas sao sempre guiadas e duram cerca de 1 hora – foi sacrificada por volta do ano de 1450 em um ritual inca.
A Juanita é uma das mumias mais bem conservadas do mundo, pois foi enterrada no topo congelado de uma montanha, e o gelo evitou sua deterioraçao por todos esses anos. Graças a Juanita foi possivel estudar tecidos, orgaos internos e obter novas informaçoes sobre a saude e os habitos dos Incas.
Mas infelizmente nao é possivel tirar fotografias no museu, entao “emprestei” essa foto desse site.
























































