Jungfrau (ou como ver neve no verao europeu)

Meu marido acha a maior graça quando amigos e parentes do Brasil vem nos visitar e a primeira pergunta que fazem è: “onde dà pra ver neve?”, mesmo que a viagem seja no auge do verao na Europa.

Para agradar uma prima que veio com o marido e o filhinho de 3 anos, organizamos um final de semana em julho em Jungfrau, nao sò uma das montanhas mais altas da Europa (3500m), mas tambem patrimonio da humanidade da Unesco e garantia de neve o ano inteiro.

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Como estavamos com 2 crianças pequenas, preferimos montar a nossa base em Wengen, cidade gracinha da regiao, a 1300m de altitude, para jà irmos nos acostumando com a altitude e evitar problemas, principalmente com as crianças.

Saimos de carro de Milao e, 3h30 depois, chegamos em Lauterbrunnen, onde deveriamos deixar o carro num estacionamento e pegar o trem atè Wengen, jà que em Wengen nao entram carros.

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Eu jà estava pensando em mudar a cidade-base por causa dessa funçao, mas me lembrei que estava indo pra Suiça, onde voce precisa se esforçar muito pra conseguir ter perrengues. Foi sò pesquisar mais um pouquinho e voilà , um filminho que explica nos minimos detalhes como chegar em Wengen, com malas e tudo o mais.

Em Wengen o nosso hotel era do lado da estaçao, quer dizer, praticamente toda a cidade è do lado da estaçao, entao aproveitamos o restinho do dia longo de verao para fazer um reconhecimento de territorio, mesmo que praticamente tudo na cidade jà estivesse fechado.

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Na manha seguinte pegamos o trem em direçao ao Top of Europe. Compramos todos os nossos bilhetes pela internet, por pura comodidade, e que facada! Acho que foi um das viagens de trem mais caras da minha vida, mas considerando o lugar onde foi construida a ferrovia, nao poderia ser diferente.

A viagem seguiu lenta de Wengen atè Kleine Scheidegg, passando por todos os estereotipos da Suiça: de campos verdinhos com vacas a trens subindo montanhas, montanhas com neve e pra nao faltar nada, o cobrador do trem nos deu um chocolatinho.

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Em Kleine Scheidegg trocamos de trem e tambem de paisagem, a maior parte foi feita dentro de tuneis, com algumas paradas pra fotos em janeloes estrategicamente posicionados.

O topo da Europa è uma plataforma panoramica com algumas atraçoes tipo o Jungfrau Panorama, que è tipo uma salona de cinema com telas enormes em todas as paredes mostrando as paisagens das redondezas, e que nòs nao chegamos a ver direito, porque as crianças nao nos deixaram assistir.

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Tem tambem o Alpine Sensation, um museu que conta um pouco da historia do Jungfrau e um lugar todo bonitinho, com uma daquelas bolas de neve tipo souvenir, mas em tamanho gigante, com uma maquete dos Alpes dentro. A herdeira enlouqueceu ali, ficou toda empolgada com o jogo de luzes e os trenzinhos se mexendo.

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Visitamos ainda o Palacio de Gelo, que como o nome sugere, è um palacio feito completamente no gelo: muros de gelo, paredes de gelo, esculturas de gelo e, a parte engraçada: chao de gelo: uma beleza para escorregar!

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Tem corrimao por tudo, mas as crianças nao alcançavam, entao as alternativas eram: carrega-las no colo, arriscando um tombo homerico em dupla, ou deixa-las correr  e escorregar livremente. Foi engraçado!

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Nao deixamos de visitar a atraçao mais famosa do Jungfrau, que è o Sphinx Hall, um observatorio astronomico que te permite comprar uma taça de espumante pra apreciar a paisagem como se deve.

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E a nossa ultima parada foi o Plateau, uma plataforma externa, que deve ter uma vista incrivel, quando o tempo ajuda. Nòs pegamos um dia meio nubladao, entao a visibilidade estava bem reduzida.

Mas quem se importa com a vista! O importante è que no Plateau tinha neve, o objetivo principal da viagem atè Jungfrau, e as crianças se sentaram ali mesmo para fazerem seus bonecos.

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Dà pra passar o dia todo ali no Top of Europe, tem varios restaurantes e se nao quiser ficar na fila esperando uma mesa liberar, convem fazer reserva antecipada.

Nos reservamos uma mesa na janela no restaurante Crystal, a comida era meia boca, mas a vista era um desbunde! Fazendo a media, eu iria de novo!

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Depois do almoço, as crianças capotaram enòs decidimos pegar o trem de volta pra Wengen. Eu sò gostaria de ter ido conferir o Snow Fun, mas fica pra proxima.

Relogios suiços

Relogios suiços

A minha visao estereotipada da Suiça sempre a considerou como a terra dos chocolates e dos relogios. A cidade de chocolate eu ainda nao sei aonde fica, mas finalmente descobri o berço da relojoaria suiça: La Chaux de Fonds, localizada numa regiao batizada turisticamente como “Watch Valley”.

Por pura falta de tempo, nao chegamos a desbravar como se deve o tal “vale dos relogios”, pois La Chaux de Fonds foi simplesmente uma parada estrategica quando estavamos voltando da Bourgogne para Milao de carro.

Diz a lenda  (e tb os sites de promoçao turistica da regiao), que è possivel fazer uma “peregrinaçao” entre as empresas relojoeiras mais famosas do mundo e varios museus especializados com relogios que sao considerados verdadeiras obras de arte, e tudo isso emoldurado por aquela paisagem suiça de cartao postal com montanhas, lagos, vaquinhas…

Realmente, na periferia de La Chaux de Fonds o que nao falta sao as industrias gigantescas e chiquerrimas de relogios do cacife de Rolex, Patek Phillippe e tambem de empresas de moda que vendem relogios, tipo Dior, mas nao sei se è possivel visita-las… Nao vi essa informaçao em lugar nenhum…

Mas por causa da nossa absoluta falta de tempo, nos limitamos ao basico da cidade: o Musée International d’Horlogerie e uma passeadinha rapida pelas ruas de La Chaux de Fonds, cuja arquitetura nao sò reflete as “necessidades organizativas” dos produtores de relogio do seculo XXVIII, como tambem possui varias casas realizadas pelo arquiteto Le Corbusier, nascido ali.

Sò o museu jà vale a visita a La Chaux de Fonds, o lugar è incrivel atè pra quem nao liga pra relogio. E’ tudo muito organizado, os relogios sao separados de acordo com a epoca, caracteristicas e tem sempre uma explicaçao sucinta e curiosa sobre os motivos pelos quais aquele relogio, ou aquele tipo de relogio è importante.

Ali dà pra encontrar desde o relogio mais fino do mundo, atè o menor relogio jà produzido, atè relogios curiosos como o “Relogio Misterioso” do ilusionista Robert-Houdin, que parece funcionar sozinho, pois è todo transparente e nao tem nenhum tipo de engrenagem à vista, ou relogios nao mecanicos, como um relogio de fogo em forma de dragao.

E o museu ainda conta com relogios interativos, como uma porta que diz as horas quando vc passa por ela, e um outro que usa a sombra do visitante como ponteiros, e sem contar toda a seçao destinada às maquinas e apetrechos para produzir relogios, e a seçao sobre a historia do desenvolvimento dos relogios no mundo: do relogio de parede ao relogio de pulso, dos relogios de rico atè a sua popularizaçao.

Eu tenho consciencia do quanto è ridiculo o que eu vou dizer, mas passei a manha inteira no museu dos relogios e nao vi o tempo passar!

St Moritz e arredores

St Moritz e arredores

Para explorar o cantão Graubunden e, mais especificamente a região do vale Engadin, montamos a nossa base em Bever, uma cidadezinha simpática, com um hotel delicioso, mas sem maiores atrativos turísiticos e localizada do ladinho de St. Moritz.

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Até pensamos em ficar em St Moritz, mas a real é que St Moritz não cabia no nosso bolso e nas redondezas tem tanto hotel bonito mais acessível. St. Moritz é uma daquelas cidades “top”, onde pobres mortais não tem vez. Hotéis 5 estrelas, restaurantes elegantes e lojas de grife dominam a paisagem. Fazendo um paralelo meia-boca, tive a impressão de que St. Moritz está para as férias na montanha assim como Porto Cervo está para as férias na praia.

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Além disso, como em Porto Cervo, tb acho que ficar em St. Moritz sem dinheiro é perder tempo. Ali também são identificáveis os dois tipos de gente: os que esquiam e ficam hospedados nos hoteis chiques da cidade e os que, como eu, passam por ali só pra matar a curiosidade, conferir a reputação da cidade, tomar um copo de Gluwein (um tipo de quentão) e tirar fotografias.

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Com a minha curiosidade sobre St. Moritz satisfeita, visual das montanhas e vales devidamente apreciados de trem e sem saber esquiar o que me restava para fazer era visitar as diversas e típicas cidadezinhas da região.

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Eu amo cidade grande pra viver, mas adoro cidade pequena pra visitar! E as cidades pequenas da Suiça são imbatíveis, parece que sairam de um conto de fadas de tão charmosas.

As mais interessantes, na minha opinião, foram Zuoz, Guarda e Soglio.

Zuoz fica a uns 15km de St. Moritz e também é um ponto de partida para os amantes de esportes invernais. Mas não é só isso, é uma cidade formada de casas “engadinas”, construidas pela familia Planta, gente de grande importancia politica na região depois de 1250 até o seculo XIX.

Na praça principal são várias as indicações ao brasão da familia – a pata de um urso virada pro alto (a planta) – e até a fonte tem um urso representando a familia e a casa Planta, que segue o estilo engadino, mas por causa de suas dimensões e da escada rococó externa fica com um aspecto mais nobre das outras.

Zuoz:

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 Um pouco mais longe de St. Moritz, a uns 45km mais ou menos, fica Guarda. Uma cidade localizada na chamada Baixa Engadin, no alto de uma montanha (e isso não é nenhuma novidade),  com uma vista maravilhosa (o que também é bem comum na região) e que se distingue das demais por ser considerada uma das cidades mais intactas da região.

A cidade é minúscula, com tortuosas ruas de pedra e deve ter uma meia duzia de casas. O interessante é que todas as casas são decoradas com desenhos e possuem, em cima das portas, um brasão ou uma frase de efeito escritas em romanico eu acho (seja lá que lingua for, dá até pra entender alguma coisa, sabendo um pouco de italiano).

Guarda:

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E finalmente Soglio, que fica a uns 40km de St. Moritz, mas demoramos quase uma hora e meia pra chegar, pois é preciso atravessar o vale Bergell num percurso com curvas muito fechadas, muito íngremes e muito lindas.

E essa cidade não se assemelha em nada com as outras. Quer dizer, como as demais, tambem é minuscula, também fica no alto de uma montanha e tambem proporciona uma vista lindissima do vale. Mas as semelhanças param por ai.

Soglio tem um jeitão de fazenda, com casas de madeira, teto de pedra e toda casa possui um “puxadinho” para os animais. Não preciso mencionar que o cheiro e o chão com resquicios de excrementos de animais como ovelha, cabra, vaca, também pareciam os de uma fazenda…

Soglio:

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Bernina Express

Bernina Express

Para um feriado de Pascoa, nada melhor do que comer chocolate suiço in loco! Assim, organizamos um giro pela regiao de Graubunden, o maior cantao do pais e cujos vales sao considerados os mais espetaculares da Suiça. 

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A melhor maneira de contempla-los é de trem, com a linha ferroviaria “Bernina Express” que liga Chur e St. Moritz e Tirano na Italia, que passa por pontes de pedra, faz curvas fechadas, passando inclusive por um incrivel viaduto helicoidal, e, no inverno, é o unico meio de transporte garantido entre as cidades da regiao.

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 Nao tem muito o que falar sobre a viagem nesse trem… é contemplaçao pura!  Basta escolher um daqueles vagoes panoramicos, com janeloes enormes e curtir a paisagem!

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Por se tratar de um dos lugares mais ingremes do mundo, a paisagem se transformava rapidamente. Começamos a nossa viagem num ponto mais baixo onde era tudo verdinho-florido primaveril…

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…e em menos de uma hora de viagem, jà estavamos quase soterrados pela neve, fazendo paradas em estaçoes ferroviarias minusculas e charmosérrimas, pròximas a estaçoes de esqui em pleno funcionamento.

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Se eu nao fosse a autora das fotos, jamais diria que elas foram tiradas no mesmo dia, e no mesmo percurso do trem!

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 Uma outra coisa que sò faz aumentar a beleza do que jà é perfeito é ver, nas curvas fechadas, o vermelhao dos outros vagoes cortando a paisagem. 

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Nao é lindo demais?

Os vinhedos de Lavaux

Os vinhedos de Lavaux

Já vi gente que gosta de vinho fazer tours pela Itália, pela França, pelo Chile, pela Argentina… Mas nunca tinha ouvido falar de “turismo enológico” na Suiça! E por isso, quando o namorado propôs um passeio pelas vinícolas de Lavaux, não consegui esconder meu espanto: “mas como é possível plantar uvas nos Alpes?”

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Fiquei surpresa de saber que, com a técnica de terraceamento, que exige muita mão de obra e pouca mecanização por causa da grande inclinação do terreno, a região produz um dos melhores vinhos brancos suiços, feitos com a tradicional uva “chasselas”.  E é claro que fomos visitar uma vinícola para conferir se vale todo esse esforço e se os tais vinhos são bons mesmos!

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A visita foi bem instrutiva, pois começamos com um filme, em francês, sobre a região, sobre os diversos vinhos produzidos e como a inclinação do terreno, que pode chegar a 60°, interfere na incidência do sol e no sabor final do vinho. A visita, é claro, terminou com a degustação, pra ver na prática toda a teoria aprendida!

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Os vinhos eram bons, mas o que eu gostei mesmo foi da paisagem: são vinhedos quase que pendurados nas montanhas, meio que caindo no Lago Leman, entremeados por cidadezinhas minúsculas e estradinhas que parecem que foram construídas só para podermos apreciar tudo de diversos ângulos.

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E faz parte da paisagem uns “carrinhos” sobre trilhos usados para transportar a uva, e acredito que eles sejam a única mecanização da plantação e colheita das uvas, pois os terraços de Lavaux são muito estreitos, alguns com somente uma ou duas filas de videiras.

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No final das contas, adorei conferir pessoalmente que dá sim para produzir bons vinhos nos Alpes, mas… só aquela paisagem vertical, com videiras praticamente despencando no lago, já valeria o passeio, não precisava nem do vinho!

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Stiva Veglia

Stiva Veglia

Quando eu estava tentando convencer o namorado a ir a Vaduz, eis que ele me responde com um: “OK! Mas antes vamos almoçar com calma num lugar legal!”

Desesperei com a resposta. Almoço de domingo para um italiano costuma durar uma eternidade, principalmente se o almoço é “com calma” e “num lugar legal”… Por causa desse almoço, eu corria o sério risco de não visitar Liechtenstein!

Por outro lado… quando o namorado diz que quer almoçar num lugar legal… o lugar é legal de verdade! Por isso, como uma boa gulosa que sou, assumi o risco e aceitei as condições do acordo sem reclamar!

Fomos parar num restaurante chamado Stiva Veglia, para provarmos a autentica e tipica “comida caseira alpina”. Esse restaurante fica em Schnaus, uma cidadezinha minuscula, encravada no meio das montanhas, e localizada na parte da Suiça que fala romanche.

Nunca tinha ouvido esse tal romanche e, pra mim, pareceu uma mistura de italiano com alemao. Dava pra entender algumas coisas, outras eu nao tinha ideia do que se tratava e, por isso, a escolha do prato foi meio na base do achometro.

Pedimos a especialidade da casa, que era uma deliciosa e macia carne de caça (não descobri qual foi o animal caçado, acho que era cervo) com um molho de frutas vermelhas e batatas rosti crocantissimas.

Como ainda estavamos em territorio suiço, o almoço era constituido de apenas 1 prato e nem foi tão demorado assim. Mas… depois de comer maravilhosamente bem nesse restaurante:

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localizado nessa cidade:

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confesso que nem me lembrava que queria visitar Liechtenstein… Mas isso eu não disse ao namorado! Ainda bem que ele se lembrou e cumpriu sua parte do acordo sem que eu precisasse dizer nada…

Bellinzona

Bellinzona

 Depois da parada estratégica no Monte San Giorgio, chegamos a Bellinzona. Escolhemos o sábado para visitá-la porque havíamos lido que aos sábados tem um mercado que dá nova vida ao centro da cidade.

Eu me divirto nesses mercadinhos, embora não seja do tipo consumista e dificilmente compre alguma coisa, adoro “curiosar” pelas barraquinhas de produtos típicos, ouvir a música que sai de estranhos instrumentos musicais, misturada com o burburinho do lugar, observar o vai-e-vem de gente e a disputa pelos produtos à venda.

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Eu disse que dificilmente compro alguma coisa, mas dessa vez não pude resistir e trouxe pra casa um “preparado artesanal” para fazer um fondue de queijo. Tava com uma cara tão boa…

A desvantagem desse mercado é que admirar o centro histórico se torna uma missão impossível, mas não teve problema porque a grande atração da cidade não é o centro histórico, mas os três castelos medievais que a circundam.

Antes de encarar esses três castelos, decidimos almoçar para recarregar as energias. Fomos ao Restaurante Locanda Orico, a comida tava muito boa, mas o vinho roubou a cena! Naquela região eles bebem muito Merlot, até aí nada de mais… O detalhe é que eles vinificam o merlot de todas as maneiras possíveis: tomamos espumante de merlot, vinho branco de merlot e só não tomamos o merlot passito, porque tinha acabado!

Confesso que o vinho não era grandes coisas, mas não podia perder a oportunidade de experimentá-lo. Devidamente abastecidos e ligeiramente bêbados fomos conhecer os tais castelos.

Em princípio parece um contra-senso uma cidade tão pequena possuir três castelos, mas o objetivo desses castelos não era proteger Bellinzona, mas sim toda a região e aquela é uma posição privilegiada para tanto.

O maior dos três castelos, chamado acertadamente de Castelgrande, é o mais fácil de visitar: fica praticamente no centro da cidade e instalaram um cômodo elevador para se chegar ao alto.

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Embora Castelgrande seja o maior, o castelo mais interessante é o segundo o Montebello. Esse já fica um pouco mais afastado, mas se chega fácil a pé até seu topo, basta enfrentar uma subidinha básica… (Só quando já estava lá em cima, vi que dava pra chegar de carro…  mas um exercício de vez em quando faz bem!)

Este castelo é o mais interessante porque além da função protetiva, também servia de residência para os nobres da época e está muito bem conservado, com uma ponte levadiça que funciona até os dias de hoje.

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O terceiro castelo, Sasso Corbaro, é o mais afastado e o menor de todos. Mas também me pareceu o mais “utilizado” pelos habitantes da cidade. Para visitá-lo passamos por um coquetel de uma festa de casamento que estava sendo realizado no átrio central e, nas salas internas do castelo, estava acontecendo uma mostra de arte contemporânea, que particularmente, não achei que combinasse com o lugar…

Monte San Giorgio

Monte San Giorgio

 O objetivo inicial era ir direto a Bellinzona, na parte italiana da Suíça, mas, já que estava no caminho, decidimos conhecer também as formações paleontológicas do Monte San Giorgio…

Eu ainda não sei se gosto ou não dessas decisões de última hora: por um lado tem a surpresa, o fascínio do inesperado, que sempre deixam as minhas viagens mais “coloridas”, mas por outro tem a ausência de informações sobre o que estou prestes a conhecer e, às vezes, sinto que estou perdendo alguma coisa por culpa do meu desconhecimento…

Para aplacar um pouco a ignorância, resolvemos primeiro visitar o museu dos fósseis em Meride… Meride é uma cidadezinha simpática, mas não muito diferente de várias outras cidadezinhas simpáticas que existem por aquela região e, em pleno sábado de manhã, não havia ninguém pelas ruas e tivemos que nos virar pra achar o tal museu…

Embora a cidade seja pequena e o museu seja a atração, não foi tão fácil reconhecê-lo. Ainda bem que os suíços são organizadíssimos e sinalizam tudo, senão não descobriríamos o museu nunca!

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Fomos parar num beco, onde existia tão somente uma porta verde com a inscrição “Museo” e mais nada. Como eu duvido que em Meride exista mais de um museu, concluimos que era aquele o que procurávamos.

Demos uma olhada ao redor pra tentar encontrar uma bilheteria ou algo equivalente e nada… Resolvemos entrar, pois a porta estava só encostada… Também não tinha uma alma viva dentro do museu: nem visitante, nem funcionário!

O tal museu consistia em uma única sala, um pouco maior do que a sala lá de casa, com alguns quadros informativos, umas dez mesas expositivas e um equipamento de video desligado. Logo que entrei, achei tudo uma porcaria! Onde já se viu chamar “aquilo” de museu!!

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Mas lendo os quadros informativos e observando os detalhes dos fósseis expostos, descobri que não é o tamanho ou a suntuosidade que torna um museu interessante. Naquela sala pequena tive a oportunidade de ver fósseis de peixes, répteis, vegetais de mais de 200 milhões de anos, por vezes raros e únicos, tanto que deram nomes que lembram o nome do lugar onde foram encontrados como o Ticinosucus ferox, numa alusão ao Cantão Ticino, região da suíça onde se localiza o Monte San Giorgio.

Depois de todo o conhecimento acumulado, restava tão somente conhecer “a fonte” de tanta história. Próximo ao lugar onde havíamos estacionado o carro, eis que surge um habitante de Meride, que nos informa que não é possível chegar de carro no Monte, que demoraria, mais ou menos umas 2 ou 3 horas de caminhada até o topo e não veríamos nenhum fóssil pelo caminho (é óbvio!!!), seria apenas um agradável “passeio ecológico”.

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Com isso, por motivo de “força maior”, desistimos de tentar chegar no Monte e nos acontentamos com uma vista do lago de Lugano, oferecida por uma cafeteria perto de um teleférico que tem por ali…

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