Mammoth Cave

Mammoth Cave

O meu primeiro contato com uma caverna de verdade foi na Eslovenia e, depois dela, que foi pura contemplaçao, me apaixonei  e o meu contato turistico com cavernas foi ficando cada vez mais “aventuroso”, no melhor estilo “nao conta pra minha mae!”…

Desci o Abismo Anhumas pendurada numa corda para, em seguida, mergulhar  no fundo dessa caverna (bom, eu nao sei se tecnicamente o Abismo Anhumas è uma caverna… eu o considero como tal!) . E tambem inventei uma expediçao espeleologica nas Grotte di Frassasi na Italia.

Quando eu descobri a existencia da Mammoth Cave nos Estados Unidos, patrimonio da humanidade que possui a maior e mais intricada rede de cavernas, grutas e tuneis subterraneos do mundo, nem pensei duas vezes: Eu precisava visitar esse lugar!

Compramos o tour Grand Avenue, que era aquele que me parecia mais completo em termos de “coisas pra ver”, com uma duraçao de 4 horas e meia.  Ainda bem que compramos antecipadamente pela internet, pois apesar do grupo ser relativamente grande (eramos uns 70), na hora nao tinha nem o cheiro do bilhete pra comprar!

Eu havia lido na internet que esse è um tour dificil, com passagens estreitas, muitos degraus pra subir, que nao era recomendado para pessoas sensiveis, bla, bla, bla… Achei que fossem aquelas recomendaçoes padrao, tipicas do excesso de zelo dos americanos e nem dei bola pra elas…

Mas, na hora do tour, o guia reuniu o grupo por duas vezes antes de entrarmos na caverna para avisar que o tour era extremamente dificil e para recomendar que quem nao fosse preparado fisicamente desisitisse do passeio, pq eles jà tiveram varios problemas com turistas desmaiando.

Comecei a apavorar com tanta recomendaçao e e jà estava quase convencida de que nao seria capaz de chegar ao final do tour e jà estava atè ouvindo a sirene das ambulancias indo me resgatar.

Mas a minha curiosidade foi maior que meu medo (mesmo porque ninguem desistiu e tinha gente no grupo que parecia mais fora de forma do que eu) e là fomos nòs!

O tour è mais interessante que bonito propriamente dito. A paisagem è bem variada e passamos por grandes espaços cheios de nada a corredores estreitinhos,  por lugares planos e por alguns lances de escadas, por punhados de pedras amontoados sem muito glamour e por estalactites incriveis, com um guia que vai mostrando os detalhes e explicando tudo sobre aquelas formaçoes rochosas.

A dica è ficar sempre perto do guia, no inicio da fila, pois o tour se desenvolve na maior parte do tempo em fila indiana, entao quem fica por ultimo acaba perdendo os causos que o guia conta entre as explicaçoes regulares e algum detalhe interessante que ele aponta com a lanterna.

Sem esquecer que quem fica no final tem que andar mais depressa pra seguir o ritmo do grupo, e consequentemente nao consegue observar a caverna com calma.

Se o tour è dificil? Bom… o turista fica 4h30 dentro de uma caverna e realmente tem alguns lances de escadas pra subir, mas… quem nao sofre de claustrofobia, pesa menos de 300kg e jà subiu no topo de qq igreja italiana, tira de letra!

Alem disso, dentro da caverna existem umas comodidades que sò os americanos mesmo para prever: tem 2 lugares com banheiros, uma lanchonete e pelo menos umas 3 paradas com lugares para sentar e descansar enquanto o guia dà outras explicaçoes.

Esse post saiu por “culpa” do Oscar, do blog MauOscar,  que me fez sentir muita saudade desse passeio por Mammoth Cave.  Pena que minhas fotos nao ficaram grandes coisas.

Graceland

Graceland

Graceland è “o” lugar para os fas de Elvis e atè quem nao liga muito pra Elvis curte a visita.

 Foi mais ou menos o que aconteceu comigo: eu adoro Elvis e, uma vez nos Estados Unidos, fazia questao de visitar Graceland… O marido, gosta das musicas de Elvis, mas achava um grande programa de indio essa visita…

No final das contas, ele acabou indo meio arrastado sò pra me fazer feliz, mas rapidinho ele entrou no clima e jà estava cantando e observando os detalhes da excentrica decoraçao da casa.

E poe excentrica nisso! Um verdadeiro manual de estilo anos 70, com paredes de vinil amarelas e carpetes verdes no teto, imitando uma selva…

As salas e mais salas com premios, trofeus e discos de ouro nao deixam duvidas da importancia que o Rei do Rock teve na cultura musical.

Nòs compramos nossos bilhetes com antecedencia pela internet, e escolhemos o bilhete Platinum, que dà direito a entrar em todos os lugares e custa metade do preço do bilhete VIP.

Quando chegamos em Graceland, sò precisamos trocar a nossa confirmaçao pelos bilhetes “reais”, bem facil e sem filas no centro de visitantes que fica do outro lado da rua da casa de Elvis. Dai eles te colocam num mini onibus para te levar atè Graceland junto com um audio guia para a visita guiada.

Gostei bastante do sistema do audio guia, pq embora vc chegue com um grupo, vc nao precisa ficar com o grupo. Vc è livre para ouvir as explicaçoes no seu ritmo, parando e continuando a gravaçao como bem entender.

E na gravaçao tem tb alguns trechos especiais, que sò escuta quem quer, e que faz o tour durar mais ou menos conforme o interesse de cada um. Nao preciso dizer que ouvi tudinho e que 2 grupos depois do meu jà tinham me alcançado.

O tour pela casa termina com a visita do jardim onde Elvis e parentes proximos estao enterrados. E’ bem emocionante… Depois da visita, è sò entrar na fila para voltar ao centro de visitantes e visitar os outros museus incluidos no bilhete.

O museu dos automoveis de Elvis vale muito a visita. Ele tinha uma coleçao e tanto!

Jà os outros museus nao tem tanta graça… achei muito  “mais do mesmo”, pra ser exata. Pra quem adora Elvis, como eu, nunca è demais, mas percebi que o marido jà nao estava tao interessado no que via…

Great Smoky Mountains

Great Smoky Mountains

Great Smoky Mountains è uma cordilheira, um pedaço dos Montes Apalaches, entre o Tennessee e a Carolina do Norte nos Estados Unidos e è famosa por causa do parque do mesmo nome.

O parque è composto de quilometros e quilometros de floresta umida e fresca (que o transforma no unico lugar “vivìvel” do Tennessee durante o verao) e, diz a lenda, que è o parque mais visitado do pais.

Smokies, para os intimos, è gigantesco e quando comecei a organizar os passeios por là, nao sabia por onde começar, nem o que tipo experiencia gostaria de ter, tamanha a quantidade de informaçoes e opçoes de lazer oferecidas no completissimo site do parque.

Tem trilhas para todos os gostos: das mais curtas às mais compridas, das mais fàceis às mais dificeis, e atè um tour pra se fazer de carro! E todos os percursos vem muito bem explicadinhos para que vc possa se decidir se prefere uma trilha com vista bonita, ou uma com cachoeira, com mais ou menos gente…

Pois bem, nòs optamos por fazer primeiro o tour de carro por Cades Coves, depois uma trilha de nivel intermediario com cachoeira e, pra terminar, uma outra trilha facil com vista do parque.

Cades Cove è a parte mais famosa do parque por causa da vida selvagem que existe por ali e tambem pq ali existia uma pequena comunidade de montanha, hoje transformada em museu.

 O tour de carro consiste em percorrer uma estradinha estreita e circular num engarrafamento inacreditavel e com uma paisagem mais inacreditavel ainda. A cada tanto tem uma casa ou uma igreja historica para ser visitada, no meio de muita natureza. Um passeio delicioso, apesar do engarrafamento.

Jà a “vida selvagem” estrela do parque sao os ursos. Eu tinha visto varios avisos sobre como se comportar caso encontre um urso, varios cartazes proibindo alimentar os ursos, latas de lixo a prova de ursos… Mas eu achava que era mais um daqueles excessos de zelo tipicos americanos pra evitar problemas na justiça… Imagina se euzinha iria ver um urso de perto! Jamais!

Pois è… O impossivel aconteceu nos meus primeiros 15 minutos de Smoky Mountains: da janela do carro vejo um urso preto todo faceiro no alto de uma arvore tomando seu cafè da manha tranquilamente, sem se incomodar com os flashes!

E o que eu achei que fosse um mero acaso, uma sorte danada, se repetiu! Em um outro trecho de Cades Cove, tambem da janela do carro, eis que vejo um outro urso que passeava preguiçoso em meio à floresta. Eu fiquei tao maravilhada de ver o bicho que, quando me lembrei da maquina fotografica, ele ja tinha ido embora…

A trilha com cachoeira que fizemos foi a Abrams Falls, 8km ida e volta e, segundo o serviço se informaçoes do parque, de nivel intermediario e cheio de gente.

Eu nao sei o que eles entendem por nivel intermediario… Eu achei a caminhada bem facil e tranquila, mas è claro que passear no meio do mato nao è a mesma coisa que passear num shopping center. O que tinha de mais dificil, na minha opiniao, eram umas pontes construidas com troncos de arvores, mas nada que assuste.

(O que me assustou de verdade foi cruzar com uma cobra enorme no meio da trilha, grossa como um braço. Ainda bem que a cobra se assustou mais do que eu e foi embora rapidinho!)

Nòs fomos bem cedo e nao achei que a trilha estivesse cheia de gente. Topamos com algumas pessoas pelo caminho e na cachoeira tinha umas 2 familias que se divertiam na agua, mas nada que tirasse o fascinio do lugar. 

Alias, que delicia! Depois de 4km de caminhada, nada como encontrar uma cachoeira para relaxar e esquecer do tempo e do mundo. O chato è que depois dà preguiça de ter que voltar…

Jà a trilha facil com vista nao me conquistou muito. Optamos pela Clingmans Dome, o ponto mais alto de Smoky Mountains e localizado metade no Tennessee e metade na Carolina do Norte.

A trilha consiste em mais ou menos 1km de estrada asfaltada bem ingreme e no final tem uma torre para observaçao. A vista do alto è realmente espetacular, mas precisava usar aquele cimento todo? È um parque, poxa…  imagino que quem vai atè là està em busca de natureza, e, convenhamos, estrada asfaltada nao colabora muito com a beleza do lugar.

Uma coisa que eu achei legal em Smoky Mountains è que as pessoas nao vao atè là sò para “visitar” o parque (como nòs fizemos), mas vao para “aproveitar” o parque. O que mais tem ali sao familias tomando banho de cachoeira, descendo o rio de boia, fazendo pic nic…

Pra quem gosta de um contato direto com a natureza, è um excelente lugar para passar varios dias; a infra estrutura è muito boa e nao faltam coisas pra fazer!  E pra quem, como eu, è mais urbano e se dà por satisfeito com uma visita que englobe dois ursos, uma cachoeira e uma vista fantastica, um dia è suficiente.

Epopeia USA & Canada

Epopeia USA & Canada

Quando uma amiga que mora numa cidadezinha perdida no meio da Pennsylvania me convidou para ser madrinha do seu casamento, nao tive duvidas: proxima viagem longa serà aos USA!!

A noticia do casamento veio uns dois anos antes do evento propriamente dito, entao eu tinha tempo sobrando pra me organizar e para organizar uma super viagem de 40 dias em terras americanas. Ainda bem, pois demoramos quase 1 ano sò pra fechar o nosso roteiro.

Depois de muita discussao e, principalmente, de muitas concessoes de ambas as partes, o marido e eu finalmente chegamos a um consenso.

Em vez de fazer um super tour unicamente nos Estados Unidos, decidimos juntar o Canadà ao nosso pèriplo e explorar apenas a Costa Leste, de Key West na Florida atè St. Anthony em Newfoundland.

O dificil era selecionar o que gostariamos de ver em um espaço tao grande e com tanta variedade de opçoes interessantes. Dòi no coraçao ter que abrir mao de um destino em prol de outro… Mas as viagens sao feitas de escolhas…

Nessa viagem, a nossa prioridade eram os Parques Nacionais, pois, na minha opiniao, o que tem de mais bonito para se visitar nos Estados Unidos e no Canada nao sao as cidades, mas sim a natureza. Com isso, Great Smoky Mountains, Everglades (mesmo nao sendo a melhor època), Mammoth Cave e Gros Morne jà estavam automaticamente incluidos no nosso roteiro.

A Disney e Graceland nao poderiam ficar de fora, senao a criança aqui, fa de Elvis, chora! E pro marido ficar feliz, acrescentamos um show de musica country em Nashville e Niagara Falls que eu jà conhecia.

Ficava faltando um pouco de cultura historica nesse nosso passeio, entao nada melhor do que visitar Washington e Philadelphia para entender um pouco a historia dos Estados Unidos e Ottawa e Quebec City, para aprendermos mais sobre o Canada.

Aquela olhadinha basica no site da Unesco pra verificar se nao estavamos deixando nada de interessante pra tras e, voilà: duas praias canadenses repletas de fosseis com mais de 300 milhoes de anos e um vilarejo viking que comprova quem foram realmente os primeiros a descobrirem a America. Nao dà pra nao visitar, nè?

Daì foi sò juntar os pontos e acrescentar um ou outro lugar interessante nas redondezas de onde estariamos, e assim fomos tb Key West (sò pra poder viajar naquela estrada!), Charlottesville, Lunenburg, St. Anthony…

Eu sei, essa viagem foi um verdadeiro tour de force, principalmente na hora de arrumar as malas. Tinha que ter roupa de frio, de calor, de casamento, de trekking…  Resultado: fomos obrigados a acrescentar 3 dias de ferias das ferias nas Bermudas… 😳

New York, New York

New York, New York

Eu não posso me lamentar da sorte… Como diz a minha mãe, eu sempre tive muito mais sorte do que juízo… E quando inventei de conhecer os Estados Unidos consegui ser ainda mais sortuda! 

A começar com a obtenção do vistoMais de oito horas de espera na fila do consulado em São Paulo, numa angústia sem fim, pois uma das amigas que viajaria comigo não obteve o tal vistoQuando chega a minha vez, o fulano do consulado viu um carimbo de Portugal no meu passaporte e decidiu me contar todas as suas aventuras em terras lusitanas! O visto me foi concedido depois de ficarmos uns 20 minutos conversando amenidadesQuem entende?? 

Ah, uma semana depois vejo na televisão que os procedimentos para obtenção do visto seriam alterados e que sua validade seria reduzida… Tive sorte até nisso!

Depois de onze horas num vôo para New York, via Toronto, um cappuccino derramado na calça e uma mala pesada pra arrastar, eis que me deparo com uma fila quilométrica no controle da imigração para os Estados Unidos. A minha cara de desespero e de cansaço deve ter sido tão assustadora que um rapaz que passava por mim fez uma brincadeira sobre o meu estado deplorável e, depois de algumas risadas, ele seguiu seu caminho e eu me muni de coragem e fui enfrentar a tal fila!

Quatro horas depoisNão, não estou exagerando, foram exatamente quatro horas na fila! E tinha gente que, depois de toda essa espera, ainda não conseguia passarQue pesadelo!! Finalmente chegou a nossa vez! Eu e minha amiga nos dirigimos ao guiché, preparadas com todas as respostas possíveis para todas as prováveis perguntas. E não é que o rapaz do guiché era exatamente o mesmo com quem eu havia conversado antes de entrar na fila!! 

Ele mal olhou o meu passaporte, não chegou perto do passaporte da minha amiga e a única pergunta que ele me fez foi o meu número de telefone!! Inacreditável!! Mas, como eu nunca retornei suas ligações, talvez a minha próxima entrada no país não seja assim tão fácil… 

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Eis New York!! Escolhi a época do Natal para viajar porque as decorações e enfeites espalhados por toda a cidade, como mostram os filmes de final de ano, sempre me fascinaram. Que loucura de cidade!! Nem o frio afastava as pessoas (eu inclusive) de seus objetivos consumistas! 

Mas para além do consumo, o fantástico de estar em New York é a sensação de poder encontrar qualquer coisa que me passe pela cabeça, no horário que melhor me aprouver: a cidade oferece de tudo e realmente nunca dorme!! É verdade que os preços em dólar limitam um pouco esse “poder”, mas a sensação é ótima assim mesmo! 

Como era a minha primeira vez na Big Apple, não fugi muito dos tradicionais passeios para turistas: Central Park, Liberty Statue, Times Square, Rockfeller Center… E amei cada um deles! Mas, na minha opinião, imperdível mesmo é assistir algum musical na Broadway! Quaquer um! Como não comprei o ingresso com antecedência, as peças mais famosas já estavam lotadas, ainda assim consegui assistir à belíssima tragédia Aída e saí do teatro apaixonada!

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Uma outra coisa que me fascinou foram as pistas de patinação no gelo, especialmente aquela do Rockfeller Center, sob a linda árvore iluminada. Como eu me viro um pouco sobre rodas, achei que não fosse fazer muito feio no geloPobre de mim! Quase não parei em ! Mas depois de um tempinho conseguia me locomover com um pouco mais de desenvoltura 

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A festa de reveillon em New York me deixou um pouco decepcionada… Estava esperando ver aquela bola descer, como sempre vejo na televisãoImpossível!! Primeiro porque eles fecham todos os acessos à Times Squares e quem não chega ao meio dia e fica de bobeira por até a meia noite sequer se aproxima da festa. E eu, é claro, não sabia disso. Segundo porque à meia noite e dois minutos todas as 750 mil pessoas que estavam por desaparecem misteriosamente! Restam apenas uns poucos bêbados, alguns policiais e o pessoal da limpeza! 

Mas nem tudo estava arruinado! Terminei a minha noite de ano novo numa festa com alguns amigos e fechei a minha visita à Big Apple com um delicioso e enorme cheesecake!

Las Vegas

Las Vegas

A minha viagem a Las Vegas começou, por acaso, num grande estilo! Digo por acaso porque fui visitar essa cidade com alguns amigos americanos que, ao contrário de mim, não planejam absolutamente nadaEles tinham mais ou menos uma ideia do que faríamos: chegaríamos em Las Vegas, alugaríamos um carro e depois de uns 2 dias, seguiríamos a Los Angeles. Plano perfeito! Mas na prática…  Chegamos no aeroporto de Las Vegas por volta das 21h, depois de um atraso no vôo, e tão logo retiramos as malas descobrimos que estava acontecendo na cidade um Festival do Cinema Pornô, e que a cidade estava completamente lotada! O que isso significa? Exatamente! Nada de hotel, nada de carro pra alugar, nada de ônibus e nada de táxi! 

Depois de ouvir negativas de todas as companhias de aluguel de carros presentes naquele aeroporto, o desespero se instalou! Já eram 23h e não tínhamos meio de sair daquele lugar e, ainda que saíssemos, para onde iríamos? Achamos um hotel mais em conta num lugar vizinho, distante do centro e, para chegar até , alugamos uma limousine com motorista!!! Chegar em Las Vegas e passear pela Strip dentro de uma limousine é coisa de filme!!! Fantástico!!! Pena que a alegria durou pouco, logo chegamos no hotel e tivemos que restituir o brinquedo. 

No dia seguinte fomos tentar a sorte nos famosos cassinos da cidade… Las Vegas é a cidade mais brega que existe no mundo! Brega, não! Porque brega é coisa de pobre, Las Vegas é “kitsch”!!! Tudo é muito exagerado, colorido… Tem lâmpadas piscando por tudo, vulcões em atividade no meio da rua, montanhas-russas nas alturas, fazem de tudo para chamar a sua atenção! É possível sentir o calor das lâmpadas no meio da principal rua da cidade, a famosa Strip. 

Os cassinos são gigantecos e cada um tem um tema específico em sua arquitetura e decoração: tem um que finge ser Veneza, com direito a passeios de gôndolas peloscanais”, um outro é uma enorme esfinge, com uma decoração egípcia de gosto duvidoso, tem um outro que imita New York, e por vai… As salas de jogos são quilométricas, com mesas e máquinas para todos os gostos e bolsos, e o som de moedas caindo é uma constante! Dentro ainda existem shopping centers, com lojas de grife, teatros para shows, com mais de mil lugares, e ainda servem de hotel para os mais abastados! Tem cassino com mais de 4 mil quartos!!!

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Além de todo esse exagero, Las Vegas é a terra do desperdício! Nunca vi tanta gente jogar tanto dinheiro fora em tão pouco tempo!! Fiquei uns 5 minutos observando um japonês que conseguiu perder uns cinco mil dólares nesse tempo… Mais adiante tinha uma senhora que enfiou o cartão de crédito em uma daquelas máquinas caça-niqueis e se divertia como se fosse uma criança… Quem pode, pode! 

O problema é que, num cassino, não existem relógios, não existem janelas e, sem um controle rigoroso, vc realmente fica perdido no tempo e no espaço, e não se dá conta do que gastou! Para evitar esse problema, separei 80 dólares (ser pobre é duro…) e comprei basicamente fichas de caça níqueis, das mais baratas, para render mais! E todo o dinheiro que eu ganhava, eu “reinvestia” na jogatina. Passei umas boas horas me divertindo de máquina em máquina e de mesa em mesa até falir completamente! 

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Um outro clássico programa em Las Vegas são os casamentos. Existem milhares e milhares de lugares para quem quiser se casar, e eles organizam tudo em um dia! Tem até umcasamento drive-thru” no melhor estilo Mc Donalds: você não precisa nem sair do carro! E a saídaacesso direto a um motel…  

Pretendo retornar um dia a essa fantástica cidade, de preferência com um pouco mais de tempo e dinheiroinfelizmente não tive tempo de conferir o que rolava no Festival

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