Ilha de Pascoa: informaçoes gerais

Taì uma viagem que demorou pra se realizar… Foi uma das primeiras viagens que organizei com meu entao namorado, atual marido, hà mais de 10 anos e que, por uma serie de motivos (distancia? custo? ambos?) foi sendo adiada. Mas eis que esse ano ela finalmente saiu do papel e conseguimos passar o Ano Novo por là.

1 – A chegada e a fila:

Depois de um voo de quase 5 horas a partir de Santiago, chegamos na ilha de Pascoa no meio da tarde. Aeroporto pequeno e uma fila gigantesca nos esperavam. Entramos na fila tambem, meio sem saber o porque.

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Depois de um bom tempo naquela fila, quando estava chegando a nossa vez, descobrimos que a fila era simplesmente pra comprar os ingressos para visitar o Parque Nacional de Rapa Nui, e que eles sò aceitavam dinheiro vivo: ou pesos chilenos ou dolar. Fuèèè! Tempo perdido!

Mas e os ingressos pro parque?

2 – Comprando os ingressos:

Como nao tinhamos dinheiro e – descobrimos mais tarde – nem a necessidade de se comprar os ingressos na chegada, poderiamos ter saido da fila, pegado as malas e ido direto pro hotel em menos de 10 minutos.

A Camila do blog O Melhor Mes do Ano alertou que em maio/2015 os Rapa Nui estavam expulsando o orgao oficial de turismo da ilha (Conaf) e assumindo para si o controle das atraçoes turisticas, eliminando a taxa de ingresso e exigindo um guia local para visitar o parque.

Pelo jeito, os rapa nui perderam a briga: tivemos que comprar os tais ingressos e ninguem exigiu a presença de nenhum guia local, no periodo em que estivemos por là.

De qualquer modo, nao precisa enfrentar fila no aeroporto: dà pra comprar os ingressos mais tarde na sede do Conaf, que fica a caminho de Orongo e Rano Kau. E apesar de exigirem dinheiro vivo, ali nao enfrentamos filas e pagamos o mesmo preço (US$60 por pessoa).

3 – Hospedagem:

Como carregamos sempre a herdeira, que acabou de completar 3 anos, nas nossas viagens, temos algumas exigencias com hoteis e principal delas è um ambiente separado do quarto, para que ela possa dormir sossegada no horario de rotina, sem que nòs tenhamos que ficar no escuro falando baixinho.

Nao encontrei esse tipo de quarto nos hoteis da ilha, entao tivemos que ir para uma “cabana” mesmo. Resolveu nosso problema, os proprietarios eram muito simpaticos e disponiveis, mas nao è esse o tipo de hospedagem que eu curto. Jà a herdeira amou as galinhas! :/

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Embora a relaçao custo/beneficio de toda e qualquer hospedagem na ilha seja pèssima, existem opçoes para todos os bolsos, de camping atè hotel 5 estrelas. Embora seja uma ilha pequena, tem que prestar bem atençao na localizaçao do hotel/cabana e o tipo de transporte que se pretende usar.

Quem nao dispoe de um meio de transporte proprio, seja ele um carro, uma bicicleta, um cavalo ou o que quer que seja, convem escolher uma hospedagem o mais proxima possivel da rua principal de Hanga Roa, pra nao perder tempo em caminhadas inuteis sob um sol impiedoso, como explica a Fernanda do blog Tà Indo Pra Onde.

Falando em meios de transporte…

4 – Saindo do Aeroporto:

O aeroporto fica bem perto do centro da cidade. Dependendo da tua disposiçao e da quantidade de malas pra carregar, dà atè pra ir a pè, como fez a Claudia do Vai na Minha. Como eu nao tenho essa disposiçao toda, o proprietario da nossa cabana estava là nos esperando com um colar de flores.

Transporte publico ali è inexistente, entao acredito que a modalidade mais utilizada para se sair do aeroporto è: combinar com o hotel.

Vi algumas plaquinhas com serviços de transfer, mas nao me demorei tempo suficiente pra entender as opçoes e respectivos preços, mas girava em torno de uns 15 euros por pessoa.

5 – Transporte:

Ou voce è um apaixonado por caminhadas, como a Claudia do blog Vai Na Minha, ou voce necessariamente vai precisar de um meio de transporte. O lado bom è que opçoes nao faltam; o lado ruim è que, conforme a època do ano, a opçao escolhida pode nao estar disponivel.

Nòs fomos no auge do verao, pleno ano novo, voo lotado e preços nas alturas. Reservamos um carro com a propria cabana onde nos hospedamos, no momento da reserva da hospedagem. Meno male! Vi gente disputando carro a tapa por ali…

Na minha opiniao, o carro è a melhor maneira pra passear pela ilha mas, pra quem nao quer dirigir, existem opçoes de bicicleta, cavalo (!!!), taxi e os classicos passeios oferecidos por agencias de turismo. Com os pròs e contras relativos a cada opçao, è claro: condiçoes climaticas, preços, horarios e flexibilidade dos roteiros…

6 – Dirigindo pela Ilha de Pascoa:

E’ muito facil dirigir pela ilha de Pascoa: nao existe a obrigatoriedade de cinto de segurança, nem de cadeirinha pra criança. Nòs usamos ambos; mas mais para dar o exemplo pra herdeira e nao deixà-la mal acostumada do que por causa do perigo.

Nao existe engarrafamento, nem problemas de estacionamento; em meia hora voce atravessa a ilha (sao 23km de ponta a ponta) em estradas boas e praticamente vazias.

E’ verdade que a sinalizaçao nao è o maximo por ali, mas tambem nao existem muitas estradas, entao o risco de se perder è minimo.

O unico perigo real de se dirigir na Ilha de Pascoa sao os cavalos! Eles sao muitos e circulam livremente por toda a ilha. A chance de topar com alguns no meio da estrada è bem alta, e os cavalos sempre tem a preferencia!

Outro ponto a ser levado em consideraçao è que nao existe seguro para carros na ilha. Se acontecer algum acidente, voce vai ter que arcar com o prejuizo todo.

 

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