Kloster Maulbronn

 A maior dificuldade que encontrei ao planejar esse tour pelos arredores de Frankfurt foi a falta de informação em uma língua “inteligível” (ou seja, em alemão não vale!).

Como são lugares pouco frequentados por turistas “internacionais”, eu sabia mais ou menos o que estava me esperando graças às poucas linhas do site da Unesco e de algumas informações básicas do Lonely Planet. De vez em quando eu encontrava na internet alguma fotografia sobre o lugar, com uma legenda que repetia as linhas escritas pela Unesco e não acrescentava muito ao que eu já sabia.

As informações sobre o mosteiro de Maulbronn eram:

  • que foi construído em 1147,
  • que em 1556 virou uma escola protestante,
  • que pessoas famosas como Kepler e Hermann Hesse estudaram ali,
  • que é o complexo monástico medieval mais bem preservado ao norte dos Alpes,
  • que possui uma arquitetura gótica de transição e
  • que a igreja é o elemento mais interessante do complexo.

Munidos dessas informações, fomos verificar o que nos esperava.

Chegando em Maulbronn nos deparamos com um vilarejo charmosíssimo (e isso não constava em nenhum guia, ah se eu soubesse…), com casas de madeira escura e telhados pontiagudos, que, devido ao tempo curto, não pudemos explorar como eu gostaria.

Como o objetivo era conhecer o Mosteiro, tive que me contentar com a vista da cidade pela janela do carro. Pois bem, seguimos as indicações para “kloster” e fomos parar em um estacionamento: “Acho que chegamos!”

maulbronn5.jpg

Atravessamos um portal e fomos transportados no tempo para uma vila medieval intacta e com vida própria: uma praça enorme e tranquila, algumas árvores meio peladas, meio amarelas do outono e casas ao redor da praça que hoje servem de sede para farmácia, restaurante, prefeitura, lojinhas…

maulbronn4.jpg

A igreja ao fundo é realmente a construção que chama mais a atenção.

Do lado de fora tem um saguão, chamado de “paraíso”, que levou Hermann Hesse a definir o mosteiro como sendo “o inferno com o paraíso dentro”.

maulbronn7.jpg

(Nota: esse ilustre aluno de Maulbronn foi “convidado a se retirar” do mosteiro e escreveu um romance (Unterm Rad – Debaixo das Rodas) sobre o lugar, em que o herói se suicida para se livrar das pressões do meio – diz a lenda que o suicídio era muito comum por ali…).

Por dentro, com 5,50 euros, dá pra visitar uma boa parte da clausura, como os refeitórios e o claustro, mas é a igreja realmente a parte mais  antiga e interessante do complexo, com um estilo românico tardio, teto lindo todo desenhado e o coro feito em carvalho.

maulbronn6.jpg

De todos os lugares que pude conhecer na região, esse mosteiro foi o que me conquistou. A forte presença do espírito da vida monástica medieval torna o lugar fascinante.

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6 thoughts on “Kloster Maulbronn

  • 14/11/2007 at 11:33
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    Luisa, que lugar lindo! E essa segunda foto ficou maravilhosa, com as folhas das arvores ao canto direito! 😀

    Gostei muito das casinhas, da vila de tudo, que passeio gostoso.

    Reply
  • 14/11/2007 at 14:09
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    Patsy, obrigada, mas vou te confessar uma coisa… Já estava anoitecendo e as fotos estavam saindo todas tremidas, daí eu apoiei a máquina em cima de uma placa para não tremer mais e as folhas acabaram saindo sem querer. 😳
    Bjs

    Reply
  • 24/11/2007 at 20:07
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    Engraçado…a Alemanha não é muito a minha praia, mas o mosteiro e a vila são maravilhosos. tenho que admitir. E esse tempo meio fechado realça a beleza do lugar…
    Um abraço!

    Reply
  • 26/11/2007 at 12:17
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    Emilia, a Alemanha também nunca foi a minha praia, acabei fazendo essa viagem porque a passagem aérea tava quase de graça e eu não desperdiço uma oportunidade de viajar.
    Mas sabe que o interior da Alemanha me surpreendeu? Essas cidadezinhas pequenas são maravilhosas, nem parecem de verdade! E agora estou até planejando um passeio pelo Reno e pensando seriamente em fazer a Rota Romântica…

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  • 15/02/2013 at 17:13
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    Pena que vocês não foram na cidade Landshut cidade Bavaria à 50 minutos de Munique. Pois lá também tem um castelo lindo em eles comemoram de 4 em 4 anos o casamento dos príncipes e este ano de 2013 é o ano da comemoração. Abraços!!

    Reply
    • 27/02/2013 at 10:04
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      Oi Veronica
      O “problema” da Europa em geral è que tem sempre um lugar maravilhoso para ser visitado bem pertinho de onde estamos… E nunca temos ferias os suficiente para visitar tudo!
      Bjs

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