Monte San Giorgio

 O objetivo inicial era ir direto a Bellinzona, na parte italiana da Suíça, mas, já que estava no caminho, decidimos conhecer também as formações paleontológicas do Monte San Giorgio…

Eu ainda não sei se gosto ou não dessas decisões de última hora: por um lado tem a surpresa, o fascínio do inesperado, que sempre deixam as minhas viagens mais “coloridas”, mas por outro tem a ausência de informações sobre o que estou prestes a conhecer e, às vezes, sinto que estou perdendo alguma coisa por culpa do meu desconhecimento…

Para aplacar um pouco a ignorância, resolvemos primeiro visitar o museu dos fósseis em Meride… Meride é uma cidadezinha simpática, mas não muito diferente de várias outras cidadezinhas simpáticas que existem por aquela região e, em pleno sábado de manhã, não havia ninguém pelas ruas e tivemos que nos virar pra achar o tal museu…

Embora a cidade seja pequena e o museu seja a atração, não foi tão fácil reconhecê-lo. Ainda bem que os suíços são organizadíssimos e sinalizam tudo, senão não descobriríamos o museu nunca!

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Fomos parar num beco, onde existia tão somente uma porta verde com a inscrição “Museo” e mais nada. Como eu duvido que em Meride exista mais de um museu, concluimos que era aquele o que procurávamos.

Demos uma olhada ao redor pra tentar encontrar uma bilheteria ou algo equivalente e nada… Resolvemos entrar, pois a porta estava só encostada… Também não tinha uma alma viva dentro do museu: nem visitante, nem funcionário!

O tal museu consistia em uma única sala, um pouco maior do que a sala lá de casa, com alguns quadros informativos, umas dez mesas expositivas e um equipamento de video desligado. Logo que entrei, achei tudo uma porcaria! Onde já se viu chamar “aquilo” de museu!!

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Mas lendo os quadros informativos e observando os detalhes dos fósseis expostos, descobri que não é o tamanho ou a suntuosidade que torna um museu interessante. Naquela sala pequena tive a oportunidade de ver fósseis de peixes, répteis, vegetais de mais de 200 milhões de anos, por vezes raros e únicos, tanto que deram nomes que lembram o nome do lugar onde foram encontrados como o Ticinosucus ferox, numa alusão ao Cantão Ticino, região da suíça onde se localiza o Monte San Giorgio.

Depois de todo o conhecimento acumulado, restava tão somente conhecer “a fonte” de tanta história. Próximo ao lugar onde havíamos estacionado o carro, eis que surge um habitante de Meride, que nos informa que não é possível chegar de carro no Monte, que demoraria, mais ou menos umas 2 ou 3 horas de caminhada até o topo e não veríamos nenhum fóssil pelo caminho (é óbvio!!!), seria apenas um agradável “passeio ecológico”.

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Com isso, por motivo de “força maior”, desistimos de tentar chegar no Monte e nos acontentamos com uma vista do lago de Lugano, oferecida por uma cafeteria perto de um teleférico que tem por ali…

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