O Caribe e o furacao

A data do cruzeiro foi outra variavel muito importante pra nòs. Nòs temos varios feriados durante o ano, mas ferias mesmo, daquelas pra fazer uma viagem maior, è sò durante as festas de final de ano e durante o mes de agosto, sem possibilidade de alteraçoes.

Entao o nosso cruzeiro para o Caribe teria que ser necessariamente em uma dessas duas èpocas. Sò tem um detalhezinho: agosto è temporada de furacao no Caribe!

Diz a lenda que furacoes podem acontecer no Caribe de junho a novembro, mas tinha uma coisa que nao me convencia: E’ publico e notorio que tem furacao nessa epoca do ano e mesmo assim as empresas vendem cruzeiros?

Fui pesquisar melhor essa historia, pois nao acho que empresa nenhuma arriscaria mandar turistas pro meio de um furacao.

O site da National Hurricane Center, diz expressamente que a chance de topar com um furacao durante um cruzeiro è minima e fornece, ainda, um esquema mes a mes sobre as chances de ter as ferias frustradas por causa de uma tempestade tropical.

Tà, mas e a chuva? No meio do ano è tambem a estaçao mais chuvosa do Caribe, e nao è sò furacao que podem estragar as ferias. Bom, eu li um milhao de sites de previsao do tempo e de media anual de chuvas na regiao e o site do guia Fodor’s conseguiu resumir bem tudo o que encontrei na internet:

Throughout much of the Caribbean, the average rainfall amounts are higher in the fall (especially in October and November) than they are in the summer; in some islands, there’s a break in rain starting sometime in July and continuing into early August (unless there is a hurricane). It also matters a great deal where you go. The larger the island the wetter it tends to be;

Ok, a chuva talvez nao atrapalhe, mas e se aparece um furacao e eu estou dentro do navio no meio do nada, sem ter pra onde escapar?

As letrinhas miudas das duas companhias maritimas que me interessavam (Royal Caribbean e Carnival) diziam basicamente a mesma coisa: que eles possuem equipamentos modernissimos capazes de acompanhar a rota e a intensidade do furacao e que, se por acaso aparecesse um furacao no caminho, eles teriam tempo o suficiente para mudar a rota do navio.

E foi aqui que a minha divisao dos cruzeiros em razao do objetivo da viagem – tipo de navio ou roteiro –  fez mais sentido.

Se o meu objetivo estivesse focado  mais no navio do que no roteiro, nao hesitaria em marcar o cruzeiro pro meio do ano. Pelo o que eu pesquisei, achei que as vantagens superam os riscos.

A começar pelo preço. Quando eu estava pesquisando, os preços pro meio do ano eram muuuuito mais camaradas. E nao sò os preços do cruzeiro, mas tambem das passagens aereas para Puerto Rico e o preços das diarias dos hoteis.

E eu tambem teria muito mais opçoes de datas de embarque, jà que no meio do ano, nòs podemos pegar o mes todo de ferias.

E como o objetivo seria aproveitar o navio, numa remota possibilidade de mudança de rota, isso nao seria um problema. Tendo o roteiro flexivel, nao faria tanta diferença desembarcar na ilha A ou na ilha B.

Mas como o meu roteiro nao era flexivel, como eu jà expliquei nesse outro post, eu preferi nao arriscar.

Se o navio mudasse de rota, pra mim seria um problema, pois eu deixaria de visitar algo que eu gostaria muito conhecer. Entao tive que me contentar com as poucas alternativas de cruzeiros que faziam o roteiro que eu queria, nos dias entre o Natal e o Ano Novo.

E ainda tive que pagar caro por isso!

 

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