Sumiço

Eu sei que o blog tà muito abandonado, mas desta vez eu tenho uma boa desculpa: estou organizando uma das viagens mais fantasticas da minha vida, uma gravidez!

Essa viagem nao foi exatamente planejada, mas confesso que tambem nao estavamos nos esforçando muito para evita-la e ficamos muito felizes com a noticia!

Jà estou no sexto mes, esperando uma linda menina para o inicio de novembro e todas as viagens que nòs haviamos programado e organizado tiveram que ser canceladas e/ou adaptadas para algo mais, digamos “tranquilo”…

A minha medica cortou o meu barato em varios destinos:

  • “O que vcs vao fazer em Oman?”
  • “India?! Nem pensar! As condiçoes sanitarias por ali nao sao as mais adequadas para uma gravida…”,
  •  ”Uma coisa è visitar Sarajevo, Belgrado… Outra coisa è querer atravessar o Kosovo de carro!”,
  •  ”Suiça nao tem problema. Ah, vc quer subir uma montanha de quase 3 mil metros? Enlouqueceu?”

E meno male que o visto pro Tajisquistao do marido nao saiu… Como diz a minha mae, eu tenho mais sorte que juizo…

 

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Turismo de caça

Essa polemica toda sobre o rei da Espanha que foi caçar elefantes na Africa me fez lembrar da minha viagem de lua de mel à Tanzania e de como os meus conceitos sobre o turismo de caça mudaram completamente apòs essa viagem.

Nao tenho a intençao de entrar no merito da caça do rei da Espanha, principalmente no que se refere aos aspectos economicos da atividade, enquanto o pais passa por uma crise enorme e jà deixo avisado que nao sou nem ecologista nem caçadora.

O objetivo do post è simplesmente relatar a minha experiencia num Game Reserve e como essa minha experiencia  fez com que eu passasse de “contraria ao turismo de caça” a “completamente a favor do turismo de caça” (apesar de esse tipo de turismo nao fazer o meu estilo de turistar).

Pois bem, um dos parques nacionais que fomos visitar na Tanzania foi o Selous Game Reserve, considerado Patrimonio da Humanidade pela Unesco por ser  “one of the largest remaining wilderness areas in Africa, with relatively undisturbed ecological and biological processes, including a diverse range of wildlife with significant predator/prey relationships” e ainda “is amongst the largest protected areas in Africa and is relatively undisturbed by human impact”.

Na Tanzania, o Selous è considerado um dos melhores parques para o turismo de caça e a coisa ali è super controlada. Como eu nao era caçadora (quer dizer, sem licenças, sem pagamento de taxas, etc) eu simplesmente era proibida de ingressar na parte do parque destinada a caça e tinha que me contentar com a parte destinada a outros turistas como eu.

Conversando com o meu guia, perguntei o que ele achava do tal turismo de caça, se isso nao era um mal para o meio ambiente e para a economia local (curiosidade baseada nos meus proprios preconceitos sobre o turismo de caça) e a sua resposta me surpreendeu e me colocou pra pensar.

Segundo ele, o turismo de caça faz muito bem ao meio ambiente pois existe um controle muito rigoroso dos limites para a caça seja por parte do parque, seja por parte dos caçadores.

Ninguem ali està interessado em acabar com a brincadeira: o parque nao quer perder a sua “galinha dos ovos de ouro”, pois o turismo de caça custa muuuuito caro e è uma importante fonte de renda para a populaçao local, e os caçadores, por sua vez, querem continuar tendo um lugar bom, com muitos animais para serem caçados.

Alem disso, o turismo de caça  causa muito pouco impacto ambiental por causa da propria natureza desse tipo de turismo: um caçador sabe que os animais sao ariscos; entao, se quiser caçar, deve montar um acampamento discreto, sem uma infraestrutura muito elaborada  e sem muita confusao, simplesmente porque isso espanta a caça.

Ouso dizer que o “turismo ecologico” que eu fiz em Selous è menos ecologico do que o turismo de caça, pois depois de todo o meu “contato com a natureza” o que eu mais queria era o meu quarto no hotel, com chuveiro quente, ar condicionado e longe dos mosquitos.

Enfim, se com o turismo de caça a populaçao local està satisfeita, o parque està preservado e a Unesco o considera patrimonio da humanidade por ser uma das maiores areas selvagens da Africa (sem colocà-lo na lista dos patrimonios em risco ou eliminados, como faz com os lugares que nao respeitam os criterios de preservaçao), quem sou eu para ir contra?

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Brunch e festival de tulipas em Istanbul

Continuando a expediçao turca em Istanbul com nossos amigos turcos, o domingo foi dedicado a um brunch bem reforçado e um passeio num parque cheio de tulipas para ajudar na digestao.

Eu nao sabia, mas no mes de abril acontece na cidade o Tulip Festival. Quer dizer, eu nao sabia nem do tal festival, nem que as tulipas sao originarias da Turquia e nao da Holanda e muito menos que os turcos se orgulham tanto dessa flor que è simbolo do pais.

Pois bem, o que os turcos chamam de Festival das Tulipas em Istanbul, è que no mes de abril, vc vai encontrar tulipas plantadas em qualquer pedacinho de terra disponivel pela cidade. Absolutamente todos os canteiros da cidade tem tulipas!

O lugar com a maior concentraçao de variedades de tulipas  em Istanbul è o Parque Emirgan, longe pra caramba de qualquer atraçao turistica e pertinho de onde as familias turcas vao passear e curtir o brunch todos os domingos.

‘As margens do Bosforo existem cafès/bares/restaurantes para todos os gostos e bolsos e todos lotaderrimos! Alias, pra chegar atè là pegamos um congestionamento daqueles feios, que nos deixou parados dentro do taxi por mais de uma hora (a corrida de Beyoglu atè o parque, com o congestionamento, nos custou 45 liras).

O nosso brunch foi no Sutis, porque era onde os nossos amigos iam quando moravam naquela regiao. Mas segundo eles, a qualidade e a variedade da comida meio que se equivalem em todos os bares daquela regiao.

A maior parte das comidas servidas eram parecidas com aquelas do cafè da manha do Saray, do dia anterior, mas por ser um lugar pra brunch, tinha mais variedade de coisas estranhas, atè filè com fritas e sopas.

Depois de comer um monte e apreciar a vista do Bosforo, caminhamos atè o parque Emirgan para ver as tulipas. O parque era realmente cheio de tulipas, de tudo quanto è cor e tamanho, mas tinha mais variedade do que quantidade.

O parque è bem bonito e bem florido, mas  eu achei mais legal ver a vida passar naquele parque do que as tulipas: Crianças correndo por todo o lado, familias fazendo picnic (homens prum lado e mulheres pro outro se a familia era muçulmana), noivos tirando foto – nunca tinha visto uma muçulmana vestida de noiva! Linda!

E o nosso domingo de “dolce far niente” foi simplesmente perfeito!

 

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Em Istanbul, faça como os turcos

Nessa Pascoa, fomos a Istanbul com um casal de amigos turcos. Como nòs jà conheciamos a cidade e jà tinhamos feito todos os programas turisticos possiveis em viagens anteriores, aproveitamos a ocasiao para curtir a cidade e deixamos a programaçao toda nas maos desses nossos amigos nativos.

Foram 2 dias intensos com muita comilança, um pouco de balada e passeios pelos mercados para comprar comidas tipicas… Sabe como è, o turco expatriado queria encher a geladeira italiana com as guloseimas da sua terra natal…

Quem quiser se sentir um verdadeiro turco (como nòs nos sentimos!)  na proxima viagem a Istanbul, eis o caminho das pedras:

O unico problema è que eu estava me divertindo tanto com as novidades gastronomicas e nao me lembrava de tirar fotos…

1 – Hospedagem:

Se o objetivo è simplesmente turistar e visitar as principais atraçoes da cidade, Sultanahmet è a melhor opçao de hospedagem. Mas se o objetivo for aproveitar a noite em Istanbul, e ir em bares frequentados por turcos, e ter transporte publico facil e rapido para, quem sabe, se der vontade, talvez  rever alguns pontos turisticos, o melhor bairro para se hospedar è Beyoglu.

Nòs ficamos no Marmara Pera Hotel, pois esse è o hotel que os nossos amigos sempre ficam quando vao pra là. Segundo eles, è a melhor relaçao custo-beneficio-localizaçao de Beyoglu. Nao discuti e nem pesquisei outras opçoes, sò achei esse hotel meio business demais…

Vi varios hoteis menores por ali e tenho certeza de que com um pouco de pesquisa no TripAdvisor dà pra achar alguma coisa com um pouco mais de personalidade e que custe menos…

Mas tenho que reconhecer que a localizaçao do hotel e a vista da cidade que tinhamos da nossa janela no 11° andar compensou toda a falta de charme e justificou o preço.

2 – A noite em Beyoglu:

De acordo com nossos amigos, a noite mais badalada e fashion de Istanbul (leia-se: mais cara e mais “patricinha”) acontece pros lados do Bosforo. Em Beyoglu, as baladas sao mais informais e com muito mais bares que tocam musica (e gente dançando musica turca em cima das cadeiras) do que discotecas propriamente ditas.

Realmente era um bar do lado do outro e a dificuldade era escolher em qual entrar. Nòs iamos parando meio a caso em um ou em outro, conforme encontravamos os amigos dos nossos amigos.

Beyoglu me pareceu uma versao turca do Bairro Alto em Lisboa, com menos turistas.

3 – Cafè da manha turco:

Uma das recomendaçoes dos nossos amigos è que nao incluissemos o cafè da manha na diaria do hotel.   E na manha seguinte là fomos nòs ao Saray,  um… uma… um… nao sei como definir esse lugar, tem um jeitao de confeitaria, mas vende tambem kebabs e pratos de comida… Enfim, nòs fomos parar là!

Existem varios Saray espalhados por Istanbul e, dizem os nossos amigos, que o Saray è um daqueles tipicos lugares onde as tipicas familias turcas vao tomar um tipico cafè da manha turco nos finais de semana.

O cafè da manha turco è a coisa mais esquisita do mundo. Foram poucas as coisas que chegaram na nossa mesa e que eu consegui reconhecer de primeira: o pao, o chà e o mel… O resto, bom…

Veio uma panelinha com queijo branco derretido e 2 ovos dentro, que eu adorei. Veio tambem um tipo de massa folhada recheada com carne moida cortada em pedacinhos que tambem estava muito boa. Comi uma torta de ricota, feita como se fosse uma lasanha, pesada pra caramba e, pra finalizar, o que eu menos gostei: uma gororoba feita de ovo, tomate e pimentao que parecia um omelete meio cru.

Como esse nosso cafè da manha nao foi nada leve, fomos obrigados a saltar o almoço por pura falta de espaço no estomago!

4 – O almoço:

Se nòs fossemos almoçar, o destino seria com certeza um daqueles barcos que vendem sanduiches de peixe perto de Eminonu, do lado da Ponte de Galata.

Na primeira vez que estivemos em Istanbul, eu fiquei morrendo de vontade de experimentar um desses sanduiches, mas digamos que a  situaçao higienica do lugar acabou me fazendo mudar de ideia.

Quando nosso amigo, que è muito chato pra comer, disse que desde criança come aqueles sanduiches, que sao muito bons e muito frescos, fiquei triste de nao ter reservado um espacinho no estomago para experimentà-los. Da proxima vez que eu for a Istanbul, esses sanduiches de peixe nao me escapam!

A outra opçao para o nosso almoço seria um restaurante bem em frente a Santa Sofia na parte mais turistica de Istanbul. Segundo os nossos amigos, os turcos, quando vao para essa parte da cidade, comem sempre as almondegas do restaurante Tarihi Sultanahmet Koftecisi Selim Usta.

Mas eles deixam bem claro que a unica coisa que presta nesse restaurante sao as almondegas! O resto do menu è pra turista desavisado.

5 – O Jantar

Nòs jantamos de verdade sò no sabado, porque no domingo, nos empanturramos de comidinhas pela estrada, experimenta daqui, come dali e no fim do dia a fome para sair pra jantar nao vinha de jeito nenhum.

Na unica noite em que jantamos, quem organizou tudo foram uns amigos dos nossos amigos. Fomos parar num restaurante dentro do mercado de peixe de Besiktas.

Restaurante bem informal, daqueles com as paredes cheias de fotos de celebridades que frequentaram o lugar.  Atè a hora das entradinhas, eu estava entendendo o esquema do lugar:

Veio um garçon com uma bandeja cheia de “amostras” de entradas e voce apontava para aquelas que vc queria. Parecido com aqueles carrinhos de sobremesa no Brasil.

Dai acabaram as entradinhas e os turcos da nossa mesa falavam sabe Deus o que com os garçons e, de repente,  apareciam porçoes de peixe grelhado, camaroes na manteiga…  Nao entendi nada, mas comi muuuuuito bem!

6 – Comidinhas:

Nesses 2 dias que ficamos em Istanbul, experimentamos algumas comidinhas de rua que merecem ser citadas.

A que eu mais gostei foi o chamado “Wet Burger”  em Taksim. Eu nao entendi direito como o sanduiche è feito, mas me pareceu um pao de hamburguer com uma almondega dentro, muito molho de tomate e, como o nome diz, tudo muito molhado.  Sò experimentando mesmo pra entender…

Em segundo lugar na minha classificaçao foram umas amendoas frescas que comemos antes do jantar. Compramos um pratinho de um vendedor ambulante no mercado de peixe de Besiktas e lambi os dedos. Eu nunca pensei que se pudesse comer amendoas sem torra-las antes e servidas com gelo!

Outra comidinha tipica de Istanbul è o lokum, ou Turkish Delight em ingles.  Parecem aquelas balinhas de goma que, sinceramente nao me convenceram. Sim, sao boas… mas achei que nao merecem toda a propaganda que fazem delas. E olha que fomos especialmente a um lugar historico de Istanbul para comprà-las. Dizem nossos amigos que os lokum do Koska estao entre os melhores da cidade… Entao tà.

Escrevi demais! No proximo post conto como foi o nosso domingo turco em Istanbul, com direito a brunch e parque cheio de tulipas.

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Corleone

Ontem eu estava revendo pela milesima vez o filme “O Poderoso Chefao” e me lembrei de uma viagem que fizemos pela Sicilia no final de 2006.

Era a minha primeira vez na Sicilia e tudo o que eu sabia sobre a ilha era: tem um vulcao e è a patria de Don Vito Corleone. Como o Etna jà estava no programa, eu inventei que tambem precisava visitar Corleone, nao obstante as reclamaçoes do marido, que nao se conformava com a ideia e nao queria ir de jeito nenhum.

Segundo ele, è um lugar perigoso por causa da mafia, que nao convem ficar de bobeira praqueles lados, pra nao dar sorte pro azar. Mais ou menos o mesmo tipo de preocupaçao quando se fala em favela no Rio de Janeiro, mas em menores proporçoes…

E pra piorar, Corleone fica no meio do nada e longe de tudo e, ainda segundo o marido, nao tem absolutamente nada pra se ver ou se fazer por là.

Pra mim, nao existia a possibilidade de ir atè a Sicilia e nao passar por Corleone, mesmo que para isso eu tivesse que aguentar 2 horas de carro a partir de Trapani, numa estradinha fdp, com um marido mau humorado do lado pra ver um lugar sem nenhum atrativo.

“Nenhum atrativo” è um eufemismo. Corleone è feia mesmo. Nao tem absolutamente nada que valha a pena ser visto ou fotografado. E nem tirei muitas fotos por causa do medo do marido: vai que por engano eu fotografo algum mafioso?

Tomamos uma coca-cola num boteco e mais nada… A visita da cidade nao durou nem meia hora… Mas pelo menos matei a minha curiosidade…

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Palacio e Convento de Mafra

Na ultima vez que fui a Lisboa resolver burocracias, aproveitei para tapar um buraco do meu curriculo-turistico-portugues: o palacio e convento de Mafra!

Pra chegar là è bem facinho, è sò pegar um dos autocarros da empresa Mafrense em Lisboa (Campo Grande) e em 1 hora, mais ou menos, vc chega; mas eu acabei convencendo um amigo portugues a ir comigo, entao fomos de carro.

Esse convento è considerado o mais importante monumento do barroco portugues  e sò foi possivel realizà-lo graças ao ouro vindo do Brasil. E haja ouro!

O lugar è gigantesco! No folheto informativo està escrito que o convento possui uma area de 37.790 m2, compreendendo mais de 4700 portas e janelas e 156 escadarias.

E alem da magnificencia toda da construçao, ainda teve que sobrar muito ouro para pagar as pinturas e esculturas de mestres italianos, franceses e portugueses, alèm dos 2 carrilhoes com 92 sinos e das 40 mil obras da biblioteca.

Bom, pelo menos, o ouro brasileiro foi aproveitado para construir um palacio muito bonito e o meu amigo portugues que, pasmem!, nunca tinha ido a Mafra, ficou feliz de visitar um lugar que, diz ele, està presente em todos os livros de historia de Portugal, pois foi de onde o ultimo rei D. Manuel II partiu para o exilio, depois de proclamada a Republica.

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Sirmione

Fazendo uma faxina nas minhas gavetas, me deparei com memorias e anotaçoes de uma viagem a Sirmione que fizemos hà uns 2 anos mais ou menos e me dei conta de que nunca escrevi nada a respeito desse lugar aqui no blog… (que feio…tsk, tsk, tsk…)

Na verdade a gente foi parar em Sirmione meio que por acaso, o objetivo daquele final de semana era visitar uma vinicola ali pela regiao do lago de Garda e jà que estàvamos por ali, por que nao aproveitar a viagem?

Pois bem, Sirmione fica a uns 140km de Milao e dà pra fazer um bate e volta bem tranquilo, mas eu acho que vale a pena reservar uns 2-3 dias para explorar todo o lago de Garda que è super bonito.

E para os amantes da bicicleta (que nao è o meu caso), a regiao è bem famosa pelos itinerarios adequados a todos os tipos de preparo fisico.

Nao consigo falar de Sirmione sem entrar naqueles cliches que cabem a praticamente toda cidadezinha italiana.

E’ que nao tem como descrever Sirmione, uma cidadezinha medieval que  praticamente “invade” o lago de Garda, sem usar adjetivos como “charmosa”, “deliciosa”, “fofissima”, “graciosa”…

E Sirmione nao è sò bonita porque està em uma localizaçao privilegiada, nao!

A cidade conta com um extenso parque arqueologico, com as ruinas de uma villa romana onde acreditam que o poeta Catullo (87 a.C. – 54 a.C.) tenha morado,  e tudo em meio a muito verde, muitas oliveiras e uma vista do lago  que è um desbunde!

E como toda cidade medieval que se preze, tem tambem um castelo para chamar de seu, muito bem conservado e estrategicamente localizado na unica via de acesso terrestre à cidade. E sabe que revendo as fotos dessa viagem, e com o tempo bonito que tà fazendo, me deu atè vontade de andar de bicicleta por la?

 

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As 5 viagens mais romanticas que jà fizemos

Seguindo na cola da Mirella do exxxxxxcelente blog Mikix, para comemorar Valentine’s Day, eis as 5 viagens mais romanticas que jà fizemos:

1 – Istanbul: foi uma surpresa que meu entao namorado, atual marido, me fez. Eu sò fui descobrir para onde estava indo no aeroporto… :)

2 –  Carnaval em Veneza: apesar de carnaval nao ter nada de romantico, o marido entrou no clima do personagem e se transformou num verdadeiro galanteador e, com Veneza como pano de fundo, nao poderia ser mais romantico!

3 – Saint Emilion: um chic nic a base de queijos e vinhos num hotel perdido no meio de vinhedos.  Tem programa mais romantico que esse?

4 - Ushuaia: “fin del mondo, principio de todo”, onde fui pedida em casamento.

5 – Ngorongoro: a nossa lua de mel na Tanzania foi maravilhosa, mas Ngorongoro foi um dos lugares mais fantasticos e romanticos que visitei na vida.

Como sao sò 5, vou parando por aqui, mas daria pra fazer um top 10 facil! E vc? Quais foram as suas viagens mais romanticas?

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Aurora Boreal

Um dos passeios oferecidos pelo Ice Hotel è ir à caça da Aurora Boreal  de snowmobile. Vou ter que confessar que foi justamente  a ideia de ver, ao vivo e em cores,  esse fenomeno da natureza que me fez reclamar menos quando marido propos a viagem ao Ice Hotel.

Segundo o marido, a viagem foi toda organizada de modo que tivessemos mais chances de ver a aurora boreal: ou seja ele passou um tempao olhando previsao do tempo e calendario lunar atè achar um final de semana que reunisse as caracteristicas ideais para o fenomeno.

E quais seriam essas caracteristicas? Bom, tem que estar o mais escuro possivel, entao o ideal è quando tem lua nova.

O tempo tb nao pode estar encoberto, pois as nuvens impedem a visao da aurora boreal. Nosso guia falava que para ter boas chances, vc tem que contar pelo menos 3 estrelas no ceu! :)

E, ainda segundo o nosso guia, o horario melhor para avista-la è uma ou duas horas antes da meia noite.

Nosso final de semana foi perfeito! Apesar de nao ter sido exatamente lua nova (a lua jà estava querendo ficar crescente e luminosa), o ceu estava limpissimo.

O passeio consistiu em uma fila de uns 10 snowmobiles percorrendo um lugar gelado cheio de nada, no escuro, atravessando rio e lagos congelados em busca da melhor posiçao para ver a aurora boreal, com direito a uma parada no meio do caminho num refugio para jantar uma sopa de alce (muito boa por sinal!).

E quando finalmente a aurora boreal aparece, vem aquela mistura de fascinio e decepçao.

Fascinio pq vc nao consegue desgrudar os olhos do espetaculo, acompanhando o movimento das luzes; è hipnotizante. E decepçao pq ao vivo a aurora boreal nao è tao colorida como aparece nas fotos da National Geografic.

Alias, nas minhas fotos, feitas com minha maquina fotografica congelada e no automatico, as luzes ficaram mais verdes e brilhantes do que realmente eram… (E eu nunca dei conta de tirar foto de lua cheia e por do sol!)

Ao vivo, a cor era beeeem mais clara, um verdinho desbotado direi, mas nem por isso menos fascinante e hipnotizante.

E fascinante tambem eram as lendas e crendices que nosso guia nos contava sobre a aurora boreal. Em uma delas, ele contou que, por aqueles lados, as maes costumam dizer para os filhos que se eles nao se comportarem, a aurora boreal vem pegà-los! Mae è mae em qq lugar do mundo, nao è mesmo? Muda sò o bicho papao! :)

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Ice Hotel na pratica – dormindo no gelo

No tour para as explicaçoes sobre como dormir num quarto de gelo o pessoal do hotel aconselha que, como pijama, vc use a tua roupa intima termo-isolante, meias de la ou sinteticas, e sugerem que, para ir do vestiario ao quarto, vc use as botas do hotel, para que os teus sapatos nao amanheçam congelados. Tudo muito bonito na teoria.

Na pratica, a coisa nao è tao bonita. Pra inicio de conversa, acho que o nome “Ice Hotel” è propaganda enganosa. Deveria se chamar “Ice Acampamento”. Sim, serà o acampamento mais caro e luxuoso do mundo, mas nao passa disso: um acampamento gelado.

Funciona assim: vc vai atè a recepçao pegar teu saco de dormir mega ultra tecnologico, deixa a tua dignidade no vestiario e sai correndo no frio, com o saco de dormir debaixo do braço, de roupa intima e botas, atè chegar no teu quarto.

No quarto, vc estende o teu saco de dormir em cima da cama o mais rapido possivel, tira as botas mais rapido ainda e se enfia  no saco de dormir, deixando sò o nariz de fora.

Aì vc se lembra que tem que apagar a luz do quarto. Com muita mà vontade, vc tira um braço do quentinho e começa a apalpar a lateral do cubo de gelo que è a tua cama a procura do interruptor. Eu nunca tinha calculado quanto tempo eu demoro para apagar uma lampada em casa, mas ali me pareceu uma eternidade.

Com a luz apagada, vc tenta dormir. Como o quarto nao tem porta, è sò uma cortininha mequetrefe, vc escuta e ve as botas de todo mundo correndo pelos corredores para chegar no quarto o quanto antes.  Vc releva, afinal, vc acabou de passar pela mesma situaçao…

Dali a pouco, tudo se acalma, o silencio reina  e vc tenta dormir de novo. Eu nao consegui dormir quase nada pq nao consigo me adaptar ao saco de dormir, por mais tecnologico que seja. Mas uma coisa è certa: frio eu nao passei!

As 07:30 da manha, um empregado do hotel entra no teu quarto para te acordar com um chazinho quente. Sò a ideia de tirar o braço pra fora do saco de dormir para tomar o chà me dava, literalmente, arrepios.

(De manha è quando surgem as maiores contradiçoes: dentro do saco de dormir està ruim, mas fora dele è pior. Quero sair daqui o quanto antes, mas nao quero sair daqui do quentinho.)

Atè pensei em enrolar um pouco mais pra levantar, afinal o check out è às 11h da manha… O problema è que as visitas guiadas no hotel começam antes das 11h e se vc nao quiser aparecer no facebook de algum japones, convem sair da cama logo.

Para sair da cama a cena ridicula se repete: vc deixa a dignidade no quarto, pega o saco de dormir e sai correndo no frio, de roupa intima e botas congeladas, atè o vestiario.

Como todo mundo acordou na mesma hora, o vestiario està lotado de gente com botas congeladas e roupas intimas, que  procuram desesperadamente a dignidade que ficou no armario na noite anterior. Aqueles que a encontraram primeiro disputam um chuveiro livre.

Agora dou boas risadas da situaçao toda, e pensando bem, foi atè uma experiencia interessante. Mas outra dessa nao pega de jeito nenhum. Nao tenho mais idade pra isso!

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