Burj Al Arab – a chegada

Para comemorar os 40 anos do marido, inventamos uma viagem de extravagancias para os Emirados Arabes e o objetivo era festejar com a “Culinary Flight” – um menu degustaçao onde cada prato è servido em um restaurante diverso do hotel Burj al Arab em Dubai.

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Sò tinhamos um pequenino problema de 2 anos e meio, cuja entrada nao era permitida em alguns dos restaurantes… Entao jà que era pra ser uma viagem de extravagancias, que extravagante seja! Reservamos um quarto no famoso hotel da vela e assim, a herdeira poderia dormir tranquilamente no quarto, enquanto nòs pulavamos de restaurante em restaurante bem felizes.

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A experiencia nesse hotel foi hilària, principalmente o meu esforço sobre-humano de tentar parecer rica e permanecer blasé com tanta ostentaçao e elegancia de gosto duvidoso. Sabe aquela historia de que a gente sai da favela, mas a favela nao sai da gente? Entao…

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Para conseguir chegar perto do hotel, voce precisa de uma reserva, nem que seja sò pra tomar um drink no bar. Antes de chegar no hotel, voce necessariamente vai ter que passar pelo Welcome Centre – um eufemismo para uma guarita que fica a uns 200m da entrada do hotel – com um guardinha que impede a entrada de todo mundo que tem cara de turista pobre (Eeeeuuuu!).

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Mas quando ele encontra o teu nome na lista de reservas, a magica è feita: voce nao è mais um turista pobre, agora voce è elevado à categoria de rico excentrico, que se veste e se comporta como turista pobre por puro hobby.

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Chegando na porta do hotel, vem uma brigada de funcionarios nos receber. Todos eles nos dando as boas vindas e nos chamando pelo nome. Tinha um pra abrir a porta do carro pra mim, outro pra abrir a porta do meu marido, uns dois que jà foram abrindo o porta-malas e pegando a bagagem, mais uns 3 que eu nao entendi direito o que estavam fazendo por ali… Vai saber… de repente a gente espirra e serve alguem de prontidao pra falar “saùde”.

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Com tanto paparico, voce se acha a propria Grace Kelly, descendo impecavel do carro, de salto alto e uma bolsa Hermès na mao. Mas nòs, ricos excentricos, usamos Converse, calça jeans ligeiramente manchada de suco de pera e uma sacola transbordando de coisas de criança.

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Em seguida vem uma moça nos recepcionar, porque em hotel de rico – como è sabido – nao existe recepçao: è a montanha que vem a Maomè. Ela nos oferece uma taça de champagne, e, quase pedindo desculpas, avisa que o nosso quarto estava sendo preparado e que iria nos mostrar o hotel enquanto esperavamos.

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Detalhe: o check in è as 14h e nòs chegamos no hotel às 11h. E esse foi o nosso “check in”; nao pediram nenhum documento, nem nada!

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Passeamos com ela por uns 3 andares do hotel, ela explicando os horarios de funcionamento do spa, da piscina e eu com a minha cara blasè, afinal tudo aquilo faz parte da nossa rotina… Nòs, ricos excentricos, estamos mais do que acostumados aquela ostentaçao toda, com ouro pra tudo quanto è lado e lagosta no cafè da manha…

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Meia hora depois, ela nos avisa que nosso quarto està pronto e nos acompanha atè a porta, onde um mordomo nos espera. E’ ele que pega os nossos documentos e nos mostra o quarto. Haja coisa pra mostrar! Nòs reservamos o quarto mais chinfrim do hotel e mesmo assim tinhamos dois andares a disposiçao! No final do tour, o mordomo nos mostra onde foram colocadas nossas malas e jà vai se preparando para desfaze-las.

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Peralà! Como assim? Na minha mala ninguem poe a mao! Pode deixar que eu mesma cuido dos meus jeans manchados de suco de pera! Nada pessoal. Mania de rico excentrico, sabe como è…

 

Sint Maarten (ou a “praia do aviao”)

Eu achava o maximo aquelas fotos de praia com um aviao que passa bem baixinho, quase encostando nos turistas na praia, mas sinceramente nunca tinha me interessado em pesquisar onde ficasse a tal praia. Pra mim eram fotos curiosas e nada mais, nunca passou pela minha cabeça organizar uma viagem especialmente para ver esse tipo de coisa.

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Porem, contudo entretanto, todavia… Quando fui pesquisar sobre os outros destinos incluidos no “pacote” do navio no nosso cruzeiro pelo Caribe, tive uma grata surpresa: Sint Maarten!

Assim, logo de cara, o nome nao me dizia nada… Mas pesquisando um pouco, descobri que è nessa ilha que fica a tal “praia do aviao”, ou Maho Beach, e imediatamente essa praia entrou na minha lista de coisas imperdiveis em Sint Maarten.

Eu tinha lido que essa praia costumava encher bastante por causa dessa “atraçao”, e no dia que estariamos ali, outros 3 navios de cruzeiro nos fariam companhia. E’ gente pra caramba! Entao pra tentar driblar um pouco a multidao, saimos bem rapido do nosso navio, pegamos um taxi e seguimos direto pra Maho Beach.

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Quando chegamos ali, por volta das nove da manha, a praia jà estava bem movimentada, mas sem muvuca. As pessoas se concentravam basicamente no meio da praia, pra ficar bem na mira dos avioes quando decolam no aeroporto que tem do outro lado da rua. E tinha tambem uma boa quantidade de gente no unico bar da praia, pra tirar as famosas fotos dos avioes que passavam.

Cheguei meio ansiosa, meu objetivo ali era ver aviao tirando fina de banhista, mas como vi mais gente no meio da praia do que no bar pra tirar foto, de repente me veio uma duvida: quantos avioes passam por aquela ilhazinha? Serà que vou ter que passar o dia inteiro aqui pra conseguir ver algum aviao?

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Pois nem deu tempo de terminar os meus questionamentos e eis que surge o primeiro aviao! E uns 10 minutos depois chega outro! E uns 15 minutos depois mais um! E logo em seguida um aviao vai decolar e e a força è tao grande que derruba meio mundo na areia! Impressionante!

A frequencia dos avioes è bem alta, acho que vi uns 5 ou 6 avioes em pouco mais de 1 hora que ficamos em Maho Beach.  Por volta das 10 da manha, o sol jà começava a castigar, a praia estava cada vez mais e mais lotada de gente e a farofa tava começando a ficar boa!

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Como jà tinha matado a minha curiosidade de ver os tais avioes, pegamos outro taxi e escapamos para Bikini Beach, na costa oriental, no lado frances da ilha.

O Caribe e o furacao

A data do cruzeiro foi outra variavel muito importante pra nòs. Nòs temos varios feriados durante o ano, mas ferias mesmo, daquelas pra fazer uma viagem maior, è sò durante as festas de final de ano e durante o mes de agosto, sem possibilidade de alteraçoes.

Entao o nosso cruzeiro para o Caribe teria que ser necessariamente em uma dessas duas èpocas. Sò tem um detalhezinho: agosto è temporada de furacao no Caribe!

Diz a lenda que furacoes podem acontecer no Caribe de junho a novembro, mas tinha uma coisa que nao me convencia: E’ publico e notorio que tem furacao nessa epoca do ano e mesmo assim as empresas vendem cruzeiros?

Fui pesquisar melhor essa historia, pois nao acho que empresa nenhuma arriscaria mandar turistas pro meio de um furacao.

O site da National Hurricane Center, diz expressamente que a chance de topar com um furacao durante um cruzeiro è minima e fornece, ainda, um esquema mes a mes sobre as chances de ter as ferias frustradas por causa de uma tempestade tropical.

Tà, mas e a chuva? No meio do ano è tambem a estaçao mais chuvosa do Caribe, e nao è sò furacao que podem estragar as ferias. Bom, eu li um milhao de sites de previsao do tempo e de media anual de chuvas na regiao e o site do guia Fodor’s conseguiu resumir bem tudo o que encontrei na internet:

Throughout much of the Caribbean, the average rainfall amounts are higher in the fall (especially in October and November) than they are in the summer; in some islands, there’s a break in rain starting sometime in July and continuing into early August (unless there is a hurricane). It also matters a great deal where you go. The larger the island the wetter it tends to be;

Ok, a chuva talvez nao atrapalhe, mas e se aparece um furacao e eu estou dentro do navio no meio do nada, sem ter pra onde escapar?

As letrinhas miudas das duas companhias maritimas que me interessavam (Royal Caribbean e Carnival) diziam basicamente a mesma coisa: que eles possuem equipamentos modernissimos capazes de acompanhar a rota e a intensidade do furacao e que, se por acaso aparecesse um furacao no caminho, eles teriam tempo o suficiente para mudar a rota do navio.

E foi aqui que a minha divisao dos cruzeiros em razao do objetivo da viagem – tipo de navio ou roteiro –  fez mais sentido.

Se o meu objetivo estivesse focado  mais no navio do que no roteiro, nao hesitaria em marcar o cruzeiro pro meio do ano. Pelo o que eu pesquisei, achei que as vantagens superam os riscos.

A começar pelo preço. Quando eu estava pesquisando, os preços pro meio do ano eram muuuuito mais camaradas. E nao sò os preços do cruzeiro, mas tambem das passagens aereas para Puerto Rico e o preços das diarias dos hoteis.

E eu tambem teria muito mais opçoes de datas de embarque, jà que no meio do ano, nòs podemos pegar o mes todo de ferias.

E como o objetivo seria aproveitar o navio, numa remota possibilidade de mudança de rota, isso nao seria um problema. Tendo o roteiro flexivel, nao faria tanta diferença desembarcar na ilha A ou na ilha B.

Mas como o meu roteiro nao era flexivel, como eu jà expliquei nesse outro post, eu preferi nao arriscar.

Se o navio mudasse de rota, pra mim seria um problema, pois eu deixaria de visitar algo que eu gostaria muito conhecer. Entao tive que me contentar com as poucas alternativas de cruzeiros que faziam o roteiro que eu queria, nos dias entre o Natal e o Ano Novo.

E ainda tive que pagar caro por isso!

 

Termas di Pré Saint Didier

O marido reclama que, antes de me conhecer, ele ia muito para os Alpes esquiar e aproveitar o tipico combo “montanha/neve/comidas pesadas/bebidas quentes”, e que daì ele caiu na besteira de se casar com uma brasileira friorenta e as suas ferias durante o inverno nunca mais foram as mesmas.

E como nao dar razao a ele? As vezes eu atè me sinto em culpa por nao frequentar as montanhas no inverno como ele gostaria, mas dai eu me lembro da experiencia no Ice Hotel e o remorso vai logo embora!

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Enfim… apesar de nao gostar muito de frio, eu acho o maximo ver aquele povo curtindo piscina externa bem quentinha, imersa em uma paisagem com neve por todo o lado. Confesso atè que essa era uma daquelas coisas que eu sempre tive vontade de fazer… Mas cade a coragem de ficar de biquini ao ar livre no frio?

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Com ou sem coragem, dessa vez eu nao escapei! Pra compensar a falta do frio esse ano, tao logo voltamos do cruzeiro, emendamos o final de semana do meu aniversario num hotel-spa-termas em Pré Saint Didier, uma cidadezinha que fica entre Courmayeur e Morgex no Vale D’Aosta, a regiao italiana que fala frances, localizada praticamente embaixo do Mont Blanc.

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Como a unica coisa que se tem pra fazer em Pré Saint Didier sao as termas, nòs resolvemos ficar no hotel, digamos, “oficial”. O site do hotel fala sempre em “o hotel das termas”, “acesso gratuito e prioritario aos hospedes do hotel”, e o site do hotel è igualzinho ao site das termas, e isso me levou a acreditar que o hotel ficava dentro das termas.

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Eu nao sei se a maternidade que està me deixando louquinha, ou se os sites parecidos foram feitos de proposito pra pegar turistas mais desavisados como eu. O fato è que è a segunda vez quase seguida que eu erro feio na escolha do hotel, por pura falta de atençao. De novo, bastava ler direitinho o site que a informaçao està là. Escondidinha, mas està: “o hotel fica a 2km das termas”.

Quando chegamos no hotel e eu vi que ficava longe das termas, eu fiquei decepcionada (pra nao dizer um palavrao, que esse è um blog de familia). Se eu soubesse que o hotel oficial ficava longe das termas, eu teria escolhido um hotel em Courmayeur, que è uma cidade muito mais interessante de se visitar…

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Mas sabe que com o erro, nos demos super bem? O hotel tem um spa fantastico! Piscina externa aquecida (de aguas nao termais) com uma vista espetacular das montanhas, do jeito que eu sempre imaginei! E ainda por cima eles aceitam crianças no periodo da manha, quando estavamos praticamente sozinhos no spa!

Mesmo nao sendo de aguas termais, eu jà estava satisfeita com aquela piscina e com aquela vista, mas como o passeio era pra as termas, ficar sò no spa do hotel nao vale, nè? Deixei o marido de castigo cuidando da filha, e là fui eu com um casal de amigos conhecer o lugar.

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Pra chegar, o hotel oferece um serviço de van que leva e traz os hospedes em horarios prè-estabelecidos, que devem ser agendados com antecedencia. Mas pra quem està de carro, tem um estacionamento do lado das Termas.

Como eramos hospedes do hotel, furamos a fila e nao precisamos pagar o bilhete de ingresso. A moça nos deu a chave do armario no banheiro e um “voucher” pra pegarmos a toalha, roupao e chinelos.

Nas Termas de Pré Saint Didier crianças menores de 12 anos nao podem entrar, e quando eu cheguei là eu entendi o porque. O lugar è lotado, gente pra todo o lado disputando um espaço nas saunas e nas piscinas com hidromassagem; sò faltava mesmo ter criança correndo e gritando pra completar a confusao.

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Vendo aquela gente toda, o primeiro impacto nao foi dos melhores, principalmente depois de ter estado no spa do hotel que è muuuuuito mais tranquilo. Mas foi sò entender o “funcionamento” do lugar e pronto! Foi otimo! Deu pra relaxar e aproveitar o visual das montanhas numa boa.

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Adorei a experiencia, mas achei que nao foi completa. Jà estamos pensando em voltar no ano que vem, mas com algumas modificaçoes:

  1. a multidao nao incomodou, mas prefiro ir numa època menos lotada, talvez no meio da semana.
  2. me certificar de que realmente tem neve, pois esse ano ela nao deu as caras por là e o meu sonho de nadar numa piscina com neve ao redor nao se realizou.
  3. e, principalmente, descobrir como as pessoas conseguem caminhar sò de roupao entre as piscinas, com calma e elegancia, naquele frio de rachar!

 

Cruzeiro ou city tour de ilhas caribenhas?

Quando eu comecei a pesquisar sobre cruzeiros e, em especial, sobre cruzeiros no Caribe, eu fiquei completamente perdida, pois dois viajantes super experientes  (o Arnaldo do Fatos & Fotos de Viagem  e a Dri Miller do Dri Everywhere) aconselham a escolher um navio que combine com o seu estilo.

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De acordo com eles, voce sò vai gostar realmente do cruzeiro se o seu perfil de viagem for compativel com o perfil do navio. E acho que eles tem razao: nao me parece uma boa ideia escolher um navio focado em diversao para a familia, se voce estiver em lua de mel, nao è mesmo?

Mas por causa dessa historia de tipo e de perfil de navios, eu entrei em panico. Eu nao conseguia achar nenhum navio que combinasse com o meu estilo, simplesmente porque cruzeiros e praias paradisiacas nao combinam nem comigo e nem com o meu estilo de viagem.

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E eis que de repente, nao mais que de repente, me veio a luz: De que adianta escolher o navio mais romantico do mundo para sua lua de mel, se ele nao vai pra onde voce quer ir, nos dias em que voce està de ferias?

Resolvido o meu problema!

Se o objetivo for curtir as atividades do navio e visitar praias paradisiacas, sem se importar em qual ilha caribenha elas se localizem, è claro que o perfil do navio vai ser o diferencial entre a viagem dos sonhos e o perfeito desastre. Por outro lado, se o roteiro è o mais importante da viagem, o navio acaba se transformando em um mero hotel/meio de transporte.

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E foi esse o meu caso. Eu sabia exatamente quais eram as ilhas do Caribe que eu gostaria de visitar. Para o meu cruzeiro, o importante nao era o perfil do navio, mas o percurso que ele faria. Quem jà leu mais de 2 posts desse blog jà percebeu que eu sou a louca dos patrimonios da humanidade.

Eu acredito que se a Unesco considera um lugar como “patrimonio da humanidade”, alguma coisa de interessante esse lugar deve ter e com certeza merece ser visitado. Entao, por causa da Unesco, baseei toda a minha pesquisa em cruzeiros que incluissem as tais ilhas com patrimonio da humanidade no roteiro.

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Pensando bem, acho que na realidade eu nunca quis fazer um cruzeiro no Caribe, eu queria mesmo era fazer um “city-tour de ilhas caribenhas” (parafraseando o Ricardo Freire), ou seja, visitar as atraçoes previamente escolhidas, da maneira mais facil, rapida e eficaz, sem ter que me preocupar com transporte e hospedagem.

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Eu sò precisava entrar no navio no horario certo no final do dia, que o navio se encarregava do meu conforto e transporte para a proxima ilha. Por isso, pra mim, nao fazia a menor diferença se o navio tinha um perfil familiar ou romantico, de jovens ou de aposentados, o importante è que ele passasse por todas as ilhas da minha lista: Puerto Rico, St. Kitts and Nevis, Dominica, Santa Lucia e Barbados.

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Nao consegui encontrar nenhum cruzeiro, com duraçao de uma semana, que fizesse esse roteiro. A maior parte das companhias de cruzeiros incluiam apenas 3 ilhas das 5 e sò a Carnival e a Royal Caribbean incluiam 4 ilhas.  O navio Carnival Valor deixava a Dominica de fora e o navio Adventures of the Seas da Royal Caribbean nao passava por Santa Lucia.

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A escolha do navio, entao, teria que levar em conta a facilidade de se chegar por conta propria na ilha faltante. Como existem voos diretos de San Juan a Dominica, o navio Carnival Valor foi o eleito!

E se eu gostei? Adorei! Voltei pra casa plenamente satisfeita com as poucas horas que passei em cada ilha, vi tudo o que tinha planejado e ainda deu pra incluir uns extras fora do programa inicial.

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E o navio? Nao sei dizer…  Ele foi perfeito para o meu city tour de ilhas, mas o navio em si nao me conquistou nao. O tempo que passamos dentro do navio se resumia ao circuito cabine-restaurante e o pouco que vi se encaixaram nos estereotipos que eu tinha sobre cruzeiros, mas isso jà è assunto pra outro post.

Cruzeiro?! Eu?!

Pois è… Cruzeiro nunca tinha entrado na minha listinha de desejos, pelo contrario, pra mim era um daqueles tabus odiosos “nunca fui e nao gostei”. Meu irmao è um apaixonado pro cruzeiros, e toda vez que ele viajava em um, eu torcia o nariz, mas mordia a lingua. E ele retrucava, com razao: “como voce sabe que nao gosta se nunca experimentou?”

E eu respondia com empafia: “Eu nao preciso colocar o dedo na tomada pra saber que dà choque! 😛 ” Mas a verdade è que essa resposta era sò pra fazer despeito pro meu irmao e nunca me convenceu de verdade. Eu preciso ter uma minha opiniao para poder torcer o nariz com autoridade ou entao reconhecer que o meu preconceito era infundado.

O que nunca me convenceu em cruzeiros è que eu nao sou chegada em praia, entao a ideia de ficar presa num lugar, apertada numa cabine, e dividir espaços com mais 3000 pessoas pra visitar praias nao è o que eu chamo de “ferias perfeitas”.

Ah, mas existem cruzeiros que nao sao em praias! Verdade, mas a ideia de passar miseras horas em cidades como Veneza, Istanbul ou Barcelona me deprime ainda mais… Pelo menos na praia nao tem muito o que fazer…

Enfim, engoli meu preconceito e aproveitando que todo mundo diz que cruzeiro com crianças è otimo, resolvemos levar a herdeira para uma viagem diferente do que estamos acostumados e ao mesmo tempo escapamos do inverno curtindo um cruzeiro pelo Caribe.

Na minha cabeça de marinheira de primeira viagem, organizar um cruzeiro parecia ser uma coisa simples, afinal basta comprar o “pacote” e pronto! Nada de pesquisar hotel, localizaçao de hotel, como fazer os deslocamentos de um lugar pro outro, escolher restaurantes… Tà tudo incluido no navio, certo?

Certo! Mas o que eu subestimei foi a dificuldade para escolher o navio. Eu nao podia imaginar que pudessem existir tantas alternativas no mercado e tantas variaveis a serem consideradas… Como decidir qual è a melhor opçao de cruzeiro pra nòs? Como conciliar o tipo do navio X roteiro X data das ferias? Sao conciliaveis? Do que abrir mao?

Para facilitar as coisas, acabei separando os cruzeiros pelo Caribe em dois grupos: 1 – aquele que voce faz por causa do navio e 2 – aquele que voce faz por causa do roteiro do navio.

Nos proximos posts vou contar um pouco sobre as minhas pesquisas para escolher o cruzeiro ideal e confrontar a teoria das minhas pesquisas com a pratica vivida no navio.

Torre de Pisa

Acho que um dos meus maiores “problemas” em morar na Italia è que tem tanta coisa pra ver/visitar e fica tudo tao pertinho que acabo adiando o turismo nos lugares mais famosos: “Tem muita gente, a fila tà muito grande, a gente volta outro dia”.

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E foi exatamente isso que acontecia com Pisa. Nao sei quantas vezes jà fui à cidade e nao sei quantas mil fotos eu tenho da torre, mas sempre do lado de fora. Por preguiça ou por falta de organizaçao mesmo nunca deu certo de eu subir na dita cuja.

Dessa vez, aproveitando que fomos passar o Natal na Toscana, nao deixei passar batido: torre de Pisa, aì vamos nòs!

Compramos os ingressos com antecedencia pela internet. Os ingressos sao vendidos por dia e por faixa horaria (a cada 20 minutos) atè o final da disponibilidade e sò valem praquele dia e praquela hora especifica. Perdeu a hora, jà era!

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Por causa disso, entao eu nao sei se ausencia de fila na bilheteria era porque todos os ingressos jà tinham sido vendidos, ou se porque era baixa estaçao e nao tinha muita gente mesmo… Ouso dizer que era por causa da baixa estaçao, pois nunca tinha visto a Piazza dei Miracoli tao vazia…

Ingresso em maos, là fomos nòs pra fila uns minutos antes do nosso horario. A fila è bem curta, pois è formada sò por pessoas com ingressos para aquele horario, tinha atè uma funcionaria que passava na fila pra olhar os ingressos e conferir se o horario tava certo.

Outra coisa que a funcionaria olhava eram as coisas que os turistas estavam carregando. Nao pode subir na torre com absolutamente nada, nenhum tipo de bolsa/bagagem, eles sò admitem maquina fotografica. E nao interessa o tamanho da bolsa ou da maquina fotografica.

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A funcionaria barrou a visita de uma turista, que estava atras de mim na fila, porque ela estava carregando uma bolsinha pendurada no pescoço. A turista, è claro, resmungou, alegando que a bolsinha era muito menor que a minha maquina fotografica – como nao lhe dar razao! – mas nao teve papo.

Ah, e menores de 8 anos tambem nao podem subir na torre, por questoes de segurança. A herdeira ficou brincando na Piazza dei Miracoli com os nonnos durante os 45 minutos que durou a nossa visita.

A visita começou pontualmente no horario. Eu nao imaginava, mas a torre è oca! E è bem ali naquele vao no meio da torre que uma funcionaria vai dar as explicaçoes, em ingles e em italiano, sobre a construçao da torre, do motivo pelo qual ela tà inclinada, e de alguns outros detalhes estruturais.

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Como o solo em Pisa è muito instavel, achei bem interessante o fato de que especialistas apanharam pra manter a inclinaçao da torre com pesos e contrapesos: se coloca peso de menos, a torre desaba; se coloca peso demais, a torre endireita.

Diz a lenda que, do jeito que està hoje, a torre de Pisa tende a se endireitar, mas nao precisa ter pressa pra visità-la, vai demorar ainda uns 3 seculos para que isso aconteça.

Enquanto a funcionaria dà as suas explicaçoes, os turistas da visita anterior tem tempo de descer evitando, assim, congestionamentos na escada, que nao è là muito larga. Sao quase 300 degraus atè o topo da torre, uns 7  andares mais ou menos, e achei que a subida foi super tranquila, quando comecei a cansar, jà tinha chegado!

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Os sete sinos da torre vistos de perto sao interessantes, mas nada se compara à vista da Piazza dei Miracoli là de cima! E’ um escandalo! Tem uma gradinha chata de segurança, que dificulta um pouco as fotos, mas nada que impeça o deslumbre!

Na hora de descer, è cada um por si, nao precisa esperar o grupo inicial e tambem nao vi ninguem mandando turista embora por causa de horario. Teoricamente, voce pode passar o tempo que quiser là em cima.

Todo mundo me dizia que o legal da torre de Pisa è se impressionar com a sua inclinaçao e que là de cima voce nem ve a torre compondo a paisagem e nem percebe tanto sua inclinaçao e que por isso os 18 euros de ingresso nao valem a pena.

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Verdade verdadeira! Mas pra quem gosta de uma vista linda de morrer – eeeeu! – paga com gosto e desce feliz!

Perrengue de design

Na nossa ultima viagem, aproveitamos passagens baratas para Barcelona para visitarmos 2 patrimonios da humanidade que ficam ali pertinho: Tarragona e o Mosteiro de Poblet.

Como jà estivemos em Barcelona outras vezes, achamos por bem dormirmos em Tarragona e, assim, ficar mais perto ainda do que gostariamos de visitar e nao perder tempo na estrada. As vezes eu me pergunto por que diabos eu insisto em reinventar a roda: Tarragona è um daqueles classicos destinos de bate-e-volta a partir de Barcelona e eu deveria imaginar que isso significaria que a oferta de hoteis nao è muito abundante para os turistas que resolvem dormir por là.

Encontramos um hotel bem bom, um dos melhores no centro da cidade, daqueles de design, bem modernosos e que foi o perrengue maior da viagem! Foi sò entrar no quarto e eu nao sabia se ria ou se chorava… Fomos obrigados a rir da situaçao, sente o drama:

Marido reservou o melhor quarto do hotel, e estava todo feliz com sua escolha porque seria um quarto enorme, com jacuzzi e mais um monte de mimos. Ele sò se esqueceu de um detalhezinho: ver as fotos do quarto no site do hotel…

A tal suite com jacuzzi era um belissimo, enorme e romantico open space. Seria lindo, se fossemos sò nòs dois, comemorando um aniversario de casamento por exemplo; mas, carregando a herdeira, foi dramatico!

Nem um muro, nem um movel grande, nem qualquer outra coisa que pudesse servir de barreira entre o berço da herdeira e a nossa cama. Nao dava nem pra pendurar um lençol no teto com fita adesiva (sim, eu jà fiz isso!) pois o open space era realmente “open”!

Passamos duas longas noites no escuro e sussurando para que ela nao acordasse. Detalhe: ela vai dormir às 20h00!

Bom, nao è o fim do mundo… Graças à tecnologia, daria pra colocar a nossa baba eletronica, que funciona com wifi, pra vigiar a herdeira dormindo enquanto iriamos ao bar do hotel tomar umas cavas… Perfeito!

Sim, essa seria a soluçao ideal e è o que normalmente fazemos quando viajamos… quando o wifi do hotel funciona no quarto, obviamente! Nao era o nosso caso nesse hotel em Tarragona.

E – pior –  nao dava nem pra ficar muito tempo vendo besteiras na internet, pagando roaming, porque, em pleno 2014, em todo aquele open space que era o nosso quarto , existia uma única tomada. Isso mesmo: umazinha e nada mais! E que só existia por causa de uma lampada de chao sem interruptor proprio, que acendia e apagava usando o mesmo interruptor das outras lampadas no teto.

Nao preciso nem dizer que aquela tomada sò funcionava quando as luzes estavam acesas, nè? Era simplesmente impossivel deixar qualquer equipamento eletronico carregando durante a noite…

Bom, jà que nao dava pra sair do quarto, nao dava pra ficar na internet, o jeito era remediar e dar aquela escapada basica pro banheiro.  Qual banheiro? O problema è que nao era sò wifi e tomada que nao existiam no quarto…

Quer dizer, banheiro atè tinha, mas nao do jeito que estamos acostumados a ver. Tudo bem que estavamos num open space, mas precisava levar o conceito tao a serio? Custava colocar parede no banheiro?  Parede! No banheiro, Dio Santo!

Pois è… a pia era do lado da cama e o resto era em bela vista, com vidros ligeiramente fume fazendo as vezes de parede. Haja intimidade!

Foto roubada do site do hotel
Nosso quarto na foto roubada do site do hotel

Mas aì alguem pode perguntar: e por que ficaram duas noites? Era sò ir embora no dia seguinte… Aì è que entra aquele discurso de Tarragona ser uma “cidade bate-e-volta”. Ficamos 2 noites ali porque todos os outros quartos do nosso hotel e todos os outros hoteis da cidade que atendiam as nossas necessidades estavam lotados.  Nao tinhamos alternativa!

E como a gente jà tinha organizado o nosso dia com o pernoite em Tarragona, nao valia a pena ir pra Barcelona na segunda noite, pois teria virado do avesso a rotina da herdeira. E a experiencia jà nos demonstrou que è muito pior ter um bebe manhoso numa viagem do que passar algumas horas coçando a barriga no escuro em um quarto de hotel.

Fazia tempo que a gente nao errava tao feio na escolha de um hotel. E um erro facilmente evitavel, pois no site do hotel tem foto! Bem feito pra nòs, isso sim!

Pelo menos na terceira noite conseguimos escapar pra Barcelona!

Jungfrau (ou como ver neve no verao europeu)

Meu marido acha a maior graça quando amigos e parentes do Brasil vem nos visitar e a primeira pergunta que fazem è: “onde dà pra ver neve?”, mesmo que a viagem seja no auge do verao na Europa.

Para agradar uma prima que veio com o marido e o filhinho de 3 anos, organizamos um final de semana em julho em Jungfrau, nao sò uma das montanhas mais altas da Europa (3500m), mas tambem patrimonio da humanidade da Unesco e garantia de neve o ano inteiro.

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Como estavamos com 2 crianças pequenas, preferimos montar a nossa base em Wengen, cidade gracinha da regiao, a 1300m de altitude, para jà irmos nos acostumando com a altitude e evitar problemas, principalmente com as crianças.

Saimos de carro de Milao e, 3h30 depois, chegamos em Lauterbrunnen, onde deveriamos deixar o carro num estacionamento e pegar o trem atè Wengen, jà que em Wengen nao entram carros.

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Eu jà estava pensando em mudar a cidade-base por causa dessa funçao, mas me lembrei que estava indo pra Suiça, onde voce precisa se esforçar muito pra conseguir ter perrengues. Foi sò pesquisar mais um pouquinho e voilà , um filminho que explica nos minimos detalhes como chegar em Wengen, com malas e tudo o mais.

Em Wengen o nosso hotel era do lado da estaçao, quer dizer, praticamente toda a cidade è do lado da estaçao, entao aproveitamos o restinho do dia longo de verao para fazer um reconhecimento de territorio, mesmo que praticamente tudo na cidade jà estivesse fechado.

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Na manha seguinte pegamos o trem em direçao ao Top of Europe. Compramos todos os nossos bilhetes pela internet, por pura comodidade, e que facada! Acho que foi um das viagens de trem mais caras da minha vida, mas considerando o lugar onde foi construida a ferrovia, nao poderia ser diferente.

A viagem seguiu lenta de Wengen atè Kleine Scheidegg, passando por todos os estereotipos da Suiça: de campos verdinhos com vacas a trens subindo montanhas, montanhas com neve e pra nao faltar nada, o cobrador do trem nos deu um chocolatinho.

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Em Kleine Scheidegg trocamos de trem e tambem de paisagem, a maior parte foi feita dentro de tuneis, com algumas paradas pra fotos em janeloes estrategicamente posicionados.

O topo da Europa è uma plataforma panoramica com algumas atraçoes tipo o Jungfrau Panorama, que è tipo uma salona de cinema com telas enormes em todas as paredes mostrando as paisagens das redondezas, e que nòs nao chegamos a ver direito, porque as crianças nao nos deixaram assistir.

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Tem tambem o Alpine Sensation, um museu que conta um pouco da historia do Jungfrau e um lugar todo bonitinho, com uma daquelas bolas de neve tipo souvenir, mas em tamanho gigante, com uma maquete dos Alpes dentro. A herdeira enlouqueceu ali, ficou toda empolgada com o jogo de luzes e os trenzinhos se mexendo.

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Visitamos ainda o Palacio de Gelo, que como o nome sugere, è um palacio feito completamente no gelo: muros de gelo, paredes de gelo, esculturas de gelo e, a parte engraçada: chao de gelo: uma beleza para escorregar!

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Tem corrimao por tudo, mas as crianças nao alcançavam, entao as alternativas eram: carrega-las no colo, arriscando um tombo homerico em dupla, ou deixa-las correr  e escorregar livremente. Foi engraçado!

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Nao deixamos de visitar a atraçao mais famosa do Jungfrau, que è o Sphinx Hall, um observatorio astronomico que te permite comprar uma taça de espumante pra apreciar a paisagem como se deve.

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E a nossa ultima parada foi o Plateau, uma plataforma externa, que deve ter uma vista incrivel, quando o tempo ajuda. Nòs pegamos um dia meio nubladao, entao a visibilidade estava bem reduzida.

Mas quem se importa com a vista! O importante è que no Plateau tinha neve, o objetivo principal da viagem atè Jungfrau, e as crianças se sentaram ali mesmo para fazerem seus bonecos.

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Dà pra passar o dia todo ali no Top of Europe, tem varios restaurantes e se nao quiser ficar na fila esperando uma mesa liberar, convem fazer reserva antecipada.

Nos reservamos uma mesa na janela no restaurante Crystal, a comida era meia boca, mas a vista era um desbunde! Fazendo a media, eu iria de novo!

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Depois do almoço, as crianças capotaram enòs decidimos pegar o trem de volta pra Wengen. Eu sò gostaria de ter ido conferir o Snow Fun, mas fica pra proxima.

Costa Amalfitana no outono

No inicio de outubro, aproveitamos uma viagem a trabalho para Salerno para passarmos um final de semana na Costa Amalfitana.

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Jà estivemos outras vezes na regiao, mas sempre durante o inverno, porque, como eu jà expliquei nesse post antigo,  o meu objetivo na Costa Amalfitana nunca foi pegar praia. Dessa vez surgiu a oportunidade de passear por là numa epoca ainda considerada “temporada”, com muuuuitos hoteis e restaurantes se preparando para fechar as portas no final de semana seguinte à nossa estada.

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E como è o outono na Costa Amalfitana? Sinceramente, eu acho que se melhorar, estraga! Nòs pegamos muito sol, temperaturas em torno de 25°C – 28°C, muita vida e pouca muvuca. Mas acho que demos sorte e o fato de termos ido no inicio do mes tenha contribuido para os dias bonitos. Outubro e novembro costumam ser os meses mais chuvosos da regiao e Costa Amalfitana com chuva definitivamente nao combinam.

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E daria pra pegar praia? Diz a lenda que a temperatura media da agua do mar fica em torno de uns 22°C… Eu vi muita gente nadando no mar na maior alegria, mas eu nao gosto de agua fria 😉 .

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Como sò teriamos um misero final de semana livre, aproveitei para fazer duas coisas que eu nunca tinha feito antes: visitar a Gruta Azul em Capri e fazer o giro todo do litoral, nao me limitar ao trecho Sorrento-Positano-Amalfi.

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Mais do que cidades graciosas penduradas em penhascos, ou praias mais ou menos badaladas, pra mim, a grande atraçao da Costa Amalfitana è justamente a “costa”. E’ aquela paisagem surreal da estrada que mais se parece uma grande sacada com vista prum cenario feito de praias, cidadezinhas, portos, barquinhos, parreirais… e um mar azul que chega a doer de tao intenso.

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Pra mim, aquela estrada nao è tao somente um meio necessario para se sair de Sorrento e chegar em Amalfi; pra mim, aquela estrada è o passeio principal e Sorrento, Positano ou Amalfi sao simplesmente – lindas – coadjuvantes. Entao para aproveitar a “minha” Costa Amalfitana, um meio de transporte proprio è essencial, pela liberdade de poder parar – ou nao – no meio da estrada.

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Talvez o motorista nao aproveite tanto a paisagem durante a viagem, mas isso se resolve facilmente, basta parar o carro e um dos milhares de lugares feitos especialmente para se estacionar, soltar alguns UAUs, tirar milhares de fotos e seguir viagem sem pressa.

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Como eu mencionei, dessa vez, nòs fizemos o giro todo do litoral, percorremos a “pontinha”  no mapa. E è um outro mundo: em poucos quilometros tudo o que se refere a turismo desaparece e dà lugar a uma vidinha no campo bem tranquila, atè a paisagem è bem mais timida, de vez em quando aparece um pedaço de mar aqui e ali.

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O que me deixou impressionada nessa ponta do mapa foi a proximidade de Capri. De repente, depois de uma curva, voce dà de cara com um pedaçao de terra, e nao acredita que seja Capri por que tà perto demais para ser possivel, mas os Faraglioni nao deixam duvidas.

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Esse pedaço da viagem valeu para matar a minha curiosidade, mas nao tem jeito, a estrada mais panoramica è a que vai no sentido de Sorrento a Amalfi, durante a manha (nessa direçao, o carro fica na parte externa da estrada, com uma vista melhor, e no meio da tarde a viagem è contra o sol).

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E se voce tiver tempo de visitar sò um pedacinho da Costa Amalfitana, o trecho mais bonito de todos, aquele imperdivel – must do, è o que vai de Positano a Amalfi. E’ ali que voce percebe porque a regiao è chamada de Costa Amalfitana.

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