Parque Nacional Manu

É claro que toda viagem que faço com o marido, pelo menos um programa de indio tem que existir, senao o marido nao fica contente. E nessa viagem para o Peru, foram dois os programas de indio: a subida ao Huayna Picchu e a visita ao Parque Nacional Manu.

Esse parque é um dos melhores lugares na America do Sul para quem quer observar especies tropicais e foi considerado pela Unesco como Reserva da Biosfera e Patrimonio da Humanidade. E o marido, cujos olhos se iluminam só de imaginar uma exotica “floresta tropical”, mais do que depressa, organizou todo o nosso passeio. Pelo menos ele foi gentil comigo e escolheu o tour com a menor duraçao (2 noites) e a melhor infra-estrutura possivel.

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No dia combinado, o nosso guia veio nos buscar no hotel em Cusco pela manhã e passamos o dia todo na estrada. E que estrada! Buracos, curvas, pontes que pareciam que iam cair a qualquer momento e, para minimizar o desconforto, a cada tanto faziamos uma paradinha estrategica para interagir com a populaçao local.

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Gostei bastante dessas paradinhas. Uma delas foi na casa de uma senhora que fabrica e vende aqueles tecidos de lã bem coloridos. Ela nos explicou todo o processo de limpeza da lã e quais as folhas e ervas que ela utilizava para produzir as cores e tingi-los antes de começar a tecer.

A sua habilidade manual para fabricar aqueles tecidos era incrivel e o seu trabalho era muito bem feito! Mas depois que fiquei sabendo que ela usava urina fermentada para produzir algumas cores, a minha vontade de comprar alguma coisa desapareceu.

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Fizemos tambem uma parada estrategica em Paucartambo, para esticar as pernas. Essa cidadezinha fica super movimentada em meados de julho, quando acontecem as celebraçoes da Virgen del Carmen, com muitas procissoes, fantasias coloridas e muita dança.

Mas quando passamos por lá, Paucartambo era só mais um daqueles vilarejos parados no tempo, com um bar simples que nos serviu o melhor chá de coca da viagem e um “concentrado de café” insolito – era uma jarrinha com um cafe já coado, mas muito forte, e que deveria se misturado com agua quente antes de beber. Experimentei um gole e voltei rapidinho pro meu delicioso chá de coca!

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Quase no final da tarde, finalmente chegamos no nosso “hotel”. Uma estrutura de madeira construida na beira de um rio e bem confortavel, apesar de algumas limitaçoes como energia eletrica disponivel apenas em horarios pre-determinados.

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E o bom é que chegamos bem na hora de avistar os “Gallitos de las Rocas”, a ave nacional do Peru e o que me convenceu a ir ao Parque Nacional Manu sem reclamar… muito! É muito, muito bonito ver varios machos super coloridos cantando e dançando para atrair a atençao da discreta femea – é claro que quem faz o melhor show, leva.

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Depois de ver esse espetaculo da natureza, eu já estava contente e satisfeita com a minha visita a Manu. O dia seguinte, que seria reservado a trilhas no meio da floresta, amanheceu chovendo muito, e debaixo de chuva nao dava pra fazer muita coisa. Quando a chuva deu uma tregua, até tentamos ir para algum lugar, mas aquele lamaçal escorregadio nao foi feito pra mim.

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E vou ser sincera, as trilhas nao me fizeram falta. Enquanto esperavamos a chuva passar, ficamos lendo alguns livros do hotel sobre a fauna e a flora de Manu e aprendi que a vida ali é mesmo riquissima, mas nao é o tipo de vida que me interesse particularmente.

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A fresca aqui gosta de ver bicho bonitinho e os abundantes insetos, repteis e anfibios do parque nao fazem parte da minha lista de “bonitos”. Embora em Manu existam tambem animais como o jaguar, a chance de topar com um desses é minima e, alem disso, eu já tinha dificuldades em ver um elefante no meio da savana africana, imagina se eu iria dar conta de identificar um jaguar no meio de uma floresta fechada!

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No final, acabamos fazendo uma “trilha” (tava mais pra passeio) mais tranquila, proxima da estrada, onde vimos muitos macacos e inumeras aves diferentes e, obviamente, terminamos o passeio revendo o show de canto e dança dos gallitos de las rocas – o ponto alto de Manu, pelo menos pra mim.

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16 thoughts on “Parque Nacional Manu

  • 05/11/2009 at 15:36
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    E como era dentro do hotel? Algum bicho como sapo, lagartinha, etc???

    Pergunto, porque vocês estavam metidos dentro da floresta!
    Beijos

    Reply
    • 07/11/2009 at 15:39
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      Oi Patricia,
      Sabe que até que nao tinha tanto bicho assim. Juro que estava esperando encontrar mais do que duas ou tres lagartixas, daqueles bichinhos que voam ao redor de lampadas e, do lado de fora, algumas aranhas bem tranquilas nas proprias teias.
      Meno male, né?
      Bjs

      Reply
    • 07/11/2009 at 15:39
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      Oi Silvia,
      O duro era aguentar o cheiro de “tanta criatividade” durante a demonstracao! 🙂
      Bjs

      Reply
  • 05/11/2009 at 23:33
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    Luisa

    Uma das coisas que eu acho mais engraçadas nos seus textos é a sua capacidade de assumir aquilo que não gostou na viagem…e com imenso sentido de humor! 🙂
    Eu já estava ficar preocupada com medo de ficar sozinha no ” clube das frescas”…hehe

    Bjs
    Ps:também gosto mais de bicho bonitinho…aliás dos outros nem gosto nada… 😉

    Reply
    • 07/11/2009 at 15:49
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      Oi Margarida
      Pra mim, viajar é legal justamente por causa das novas experiencias.
      Acho que toda experiencia é valida e me esforço para nao permitir que meus preconceitos (ou frescuras) me limitem, mas nao sou obrigada a gostar de tudo, né?
      Entao acabo me adaptando a tudo da melhor maneira possivel e, no final fico dando risada das minhas proprias “desgraças”. 🙂
      Nao se preocupe, que nao te abandono no clube das frescas! 🙂
      Bjs

      Reply
  • 06/11/2009 at 15:24
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    Luisa, também nos serviram esse café no Peru e eu achei bem estranho… Meu namorado tomou ele puro mesmo, nem era tão forte assim. 😉

    Reply
    • 07/11/2009 at 15:53
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      Oi Camila,
      Eu dei uma bicada no café do meu marido. Ele tinha colocado um pouco de agua, para seguir as instruçoes da peruana do bar que estava nos servindo…
      Mas, com ou sem agua, esse cafe era “disgustoso”! 🙂
      Bjs

      Reply
  • 06/11/2009 at 16:28
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    Luísa, eu estou solidária à você! 😉
    Acho lindo a natureza, acho o máximo quem se aventura, mas sou “fresquinha”, sabe?!
    Não dá não! Preciso de muito repelente, roupas claras e coragem para encarar essa jornada!
    Mas, depois que passa deve ser muito bom ter a sensação de ter estado no meio de tanta natureza e tudo ter dado certo, né não?! 🙂

    Reply
    • 07/11/2009 at 15:58
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      Oi Paula*
      Bem vinda ao clube das frescas! 🙂
      Eu resmungo bastante quando o marido inventa uns programas desses, mas acabo sempre topando por dois motivos: o primeiro é esse que vc mencionou: depois que passa, fica só a sensaçao boa e a lembrança de boas risadas; e o segundo motivo é que pra mim é impensavel ter a oportunidade de fazer alguma coisa diferente e deixar de faze-la por pura frescura. Nao suportaria passar a vida pensando “e se…”
      Bjs

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  • 09/11/2009 at 01:49
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    Luisa,

    Que bicho(pássaro) é esse do final do post???
    Um tanto quanto exótico!
    Eu já gosto desse tipo de passeio. É bom tambem se embrenhar dentro do mato e conhecer um pouquinho da fauna e flora do lugar. Pena que choveu né???

    Beijos

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    • 14/11/2009 at 00:05
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      Oi Carol,
      É o tal do galito de las rocas, a ave simbolo do Peru.
      Lindinho, né?
      Bjs

      Reply
    • 14/11/2009 at 00:07
      Permalink

      Oi Thiago
      Obrigada. Vou visitar seu blog!
      Bjs

      Reply
  • 15/11/2009 at 02:56
    Permalink

    Gostei do blog e da maneira que descreve as situações.
    Também estou escrevendo um blog de turismo(http://mcliquet.wordpress.com/), reltando minhas experiências em Buenos Aires se tiver um tempo passe por lá, se tiver alguma dica
    agradeço.

    Reply
    • 17/11/2009 at 21:58
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      Oi Mario,
      Obrigada!
      Vou visitar seu blog agora mesmo!
      Bjs

      Reply

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