Schloss Berg

 Pertinho da fronteira de Luxemburgo e Alemanha, mais precisamente em Perl Nennig do lado alemão, existe um castelo renascentista que foi transformado em um hotel maravilhoso e que abriga um dos melhores restaurantes da Alemanha: o Schloss Berg. Até gostaríamos de pernoitar em Luxemburgo, mas a reunião de castelo renascentista e restaurante 3 estrelas Michelin é hors-concours.

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Sobre Perl Nennig não vou saber falar muita coisa porque não estávamos interessados em conhecer as vinícolas da região (eles produzem um riesling delicioso), nem o pavimento de 160 metros quadrados em mosaico de uma Villa Romana (esse me deu um aperto no coração de não ter conhecido, mas paciência… toda escolha importa uma renúncia…), o objetivo era tão somente comer e dormir maravilhosamente bem para continuar a viagem no dia seguinte.

O hotel é lindo de morrer e tem tudo o que se espera de um castelo: um ar histórico, elegância, uma vista espetacular e um tratamento de rainha, com alguns “detalhes” que, pra mim, são um pouco estranhos, mas em um lugar onde não existem turistas “não alemães” é perfeitamente compreensível.

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Em qualquer outro lugar, eu acharia que o hotel é ruim, mas ali percebe-se claramente que esses “detalhes” fazem parte da cultura alemã, a começar pela cama de casal, que não é de casal: são duas camas de solteiro arrumadas separadamente e colocadas juntas, com aquele vãozinho chato no meio, e os edredons (são 2, um pra cada cama) são meio estreitos para o meu gosto, pois possuem a mesma largura do colchão, mas nada que impedisse uma deliciosa noite de sono.

Um outro detalhe que, na minha opinião, tirou um pouco o charme do hotel é que, além de um cassino com uma fachada luminosa, construíram uma parte moderna do lado que não se coadunava muito com a paisagem, mas esse detalhe não conseguiu retirar o glamour do lugar.

Com relação ao restaurante…

Na Itália, o horário para o jantar é necessariamente depois das 20h30 e os italianos costumam dizer que quem quiser jantar antes das 20h, vai jantar com os alemães. Pude conferir in loco a veracidade desta afirmação, chegamos no restaurante por volta das 21h e já tinha gente indo embora ou apreciando a sobremesa… Acho que os funcionários do restaurante não devem ter ficado muito felizes com a nossa presença…

Uma desvantagem de estar num lugar desconhecido para turistas não alemães é que o inglês não é o forte do povo e o cardápio era inteiro em alemão… mas recusamos a gentileza da sommelier em traduzi-lo e fomos direto ao menu degustação, pois tínhamos a certeza de que qualquer coisa que um 3 estrelas Michelin nos sirva será inesquecível, principalmente se cada prato vier acompanhado do vinho certo… então, como sugeriu a sommelier, optamos por vinho em taças ao invés de pegar uma garrafa inteira da mesma coisa.

Não poderíamos ter feito uma escolha melhor, o menu degustação é uma sinfonia de sabores e a combinação do vinho certo com cada prato foi capaz de transformar o jantar em uma experiência extra-sensorial!

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