Táxi na Rússia

Pegar um táxi na Rússia também foi uma experiência muito enriquecedora culturalmente. O nosso primeiro contato com um táxi foi do aeroporto até o hotel em Moscou. Acabamos escolhendo um daqueles diversos taxistas que abordam recém chegados no aeroporto e que falava um pouquinho de inglês.

O taxista nos informou o preço antes da corrida (o mesmo preço que o nosso hotel havia informado – 2000 rublos). e entramos em um carro sem nenhuma identificação de que aquilo seria realmente um táxi. Como em Milão o preço de uma corrida do aeroporto até o centro é fixo, não achamos tão estranho o fato de não haver nem sombra de um taximetro. Chegamos sãos e salvos no nosso hotel.

Depois desse episódio, passamos um bom tempo rodando de metrô ou de carro alugado e nem nos lembrávamos mais da existência dos táxis… até a hora que começamos a precisar deles em cidades com um sistema de transporte público de qualidade duvidosa…

Eu acho que, na Rússia, deve ser proibido por lei o uso de taxímetro, pois não vi nem um único exemplar desse equipamente em mais de 20 dias de viagem, de Kazan a São Petersburgo. Alguns taxistas colocavam uma plaquinha “taxi” de modo precario, no carro, mas a maioria nem isso faz.

Em São Petersburgo fui descobrir que qualquer carro que esteja passando é um táxi em potencial. Você faz o sinal e se o fulano vai na mesma direção, ou não está fazendo nada naquele momento, ele será seu taxista… Talvez seja por isso que toda vez que pedíamos um taxi num restaurante, vinha um carro sem identificação e um taxista com cara de cunhado do proprietário…

O duro é que não existe um critério (ou se existe, não consegui descobrir qual é) para a cobrança das corridas. Tive a nítida sensação de que o preço varia conforme a cara do cliente, o número de estrelas do hotel ou a qualidade do restaurante, pois pagamos as mais diversas tarifas para fazer o mesmo percurso e, sem falar russo, o poder de barganha se reduz consideravelmente.

Por várias vezes me senti roubada e feita de idiota, mas o jeito foi respirar fundo e deixar pra lá… Esse é o tipo de coisa que faz parte de uma viagem e não vale a pena se estressar por tão pouco.

Como os taxis não possuem nenhuma identificação, não é muito simples identificar um taxi. Em Kazan, depois do jantar, pedimos ao restaurante que chamasse um taxi para retornarmos ao hotel. A moça foi bem gentil e disse: “Chega em 5 minutos. É o Volga Azul 207”.

(Nota: Em Milão, os táxis são identificados com nomes e números na porta. Quando eles te dizem que em 5 minutos chega um taxi “Veneza 35”, significa que em 5 minutos chega um taxi com “Veneza 35” escrito na porta.)

Perfeito! Saímos do restaurante, esperamos 5 minutos… Nada… 10 minutos e nada… Onde será que foi parar o nosso táxi? Eu já estava impaciente e comecei a andar pra lá e pra cá, quando me deparo com um carro azul, em cuja placa constava o número 207. Fui ver a marca do carro, e voilá: Volga (escrito em russo, é claro!).

Aí caiu a ficha. A moça do restaurante, quando disse que o nosso taxi era o “Volga Azul 207” não estava dando nenhum código, estava simplesmente informando que era um carro da marca Volga, cor azul, placa 207… Me senti uma estúpida, complicando algo tão óbvio…

Ah, uma coisa muito útil, que me serviu bastante na hora de pegar os táxis, foi ter em mãos o nome e o endereço do destino escrito em russo. Pode ter certeza de que nenhum taxista vai entender a tua pronúncia…

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13 thoughts on “Táxi na Rússia

  • 02/10/2008 at 12:59
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    Olá! Faz tempo que não venho aqui na sua casa e quanta surpresas, eu tenho loucura em conhecer a Russia!!! Que delícia, pena que tenho que começar a trabalhar agora 🙁

    Quero ler todos os posts, ebaaaaaaa…..

    Muito legal Luisa, um beijinho.

    Reply
  • 03/10/2008 at 03:21
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    Luisa,

    Deliciosa essa sua viagem… a Russia parece mesmo com uma caixinha de surpresas… tão diferente do que estamos acostumados de ver por aqui!! Mas deve ser muito fascinante.

    Beijos

    Reply
  • 03/10/2008 at 22:11
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    ehehehe…
    Eu odeio esse negócio de preço negociável… taí algo que não me acostumo em países árabes, onde até a mãe é negociável…
    Mas é assim mesmo… no Brasil isso também acontece com os gringos… fazer o que…
    bjs

    Reply
  • 06/10/2008 at 11:43
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    Mirella,

    Eu também nao gosto nadica desses preços negociaveis! A unica coisa que eu trouxe do Marrocos foi um ima de geladeira para a minha colecao… Nao tenho paciencia para essas negociacoes…

    Deixo de comprar, pra nao ter que negociar… Mas as vezes nao tem como escapar e eu acabo pagando o que eles pedem… Faz parte…

    Bjs

    Reply
  • 06/10/2008 at 11:45
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    Oi Carol

    E poe “surpresa” nessa caixinha! Eles dao sempre um jeito de inovar, mesmo na coisa mais obvia! 🙂

    Bjs

    Reply
  • 06/10/2008 at 11:46
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    Oi Patsy

    Que bom te ver por aqui! Bom trabalho e volte mesmo!

    Bjs

    Reply
  • 06/10/2008 at 11:47
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    O seu blog também é ótimo.
    Tenho acompanhado todas as suas aventuras pela Rússia! Deu para sentir como se tivesse viajado com você. 🙂
    Aliás, foi marcante o depoimento do café da manhã russo. Fiquei dias pensando como seria acordar as 8 da manhã e comer todas aquelas coisas pesadíssimas…
    Até o próximo post!
    B.

    Reply
  • 06/10/2008 at 17:30
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    Vc é mto divertida…. minha nossa… Arquivo de Viagens dá um ótimo livro!
    Como vc faz, programa essas viagens ou qdo dá vontade vc sai pelo mundo?

    bjinho

    Reply
  • 07/10/2008 at 14:34
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    Olà B.

    Obrigada! Que bom te ver por aqui e saber que vc esta gostando da minha saga russa!

    Bjs

    Reply
  • 07/10/2008 at 14:39
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    Oi Soraya,

    Bem que eu gostaria de sair pelo mundo quando me desse vontade… 🙂 Mas nao tenho essa coragem toda, nao.

    Todas as minhas viagens sao super hiper programadas, organizadas, faço reserva de tudo com muita antecedencia…

    Como eu gosto muito de viajar e de organizar viagens, jà tenho varias viagens montadinhas. Quando pinta uma oportunidade, eu tiro da manga aquela que melhor se adapta ao tempo e $$ disponiveis e ao clima da època… Dai fica facil! 😉

    Bjs

    Reply
  • 07/10/2008 at 21:48
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    Estou aq no Brasil… mas me dá uma vontade de embarcar em uma dessas… extremamente organizada como vc não sou… ainda preciso trab esse lado, apesar de gostar mto de viajar. rs

    bj

    Reply
  • 09/10/2008 at 10:41
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    Ah, Soraya, tà facil! O principal vc jà tem: vontade e gostar de viajar! Falta sò arrumar as malas! 😉

    Bjs

    Reply
  • 03/07/2015 at 17:14
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    Vou viajar a Kazan gostaria de uma dica

    Alugar carro em Kazan é negocio ou melhor andar de transpote publico ou taxi

    Reply

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