Uma noite no Sahara

Depois de muito pesquisar as várias opções marroquinas de tours pelo Sahara, decidimos por visitar Erg Chigaga, tendo como ponto de partida a cidade de Zagora.

Resumidamente, posso dizer que preferimos visitar Erg Chigaga por ser mais longe da civilização e menos turístico que Erg Chebbi e decidimos por Zagora pelos motivos opostos: por ser mais perto da civilização e mais turístico que M’hamid!

Fomos a Zagora de carro, a partir de Marrakech. Embora a estrada seja boa e a distância seja relativamente pouca (nem 300km), leva bem umas 6 horas para fazer esse percurso, pois a estrada é estreita e muito movimentada. Mas não por causa dos carros, não! Carro por ali era o nosso e olhe lá, o problema era a enorme quantidade de pastores com suas cabras, crianças brincando e crianças trabalhando, além de muitos policiais ávidos por te multar por excesso de velocidade.

Resultado: calculamos mal o tempo da viagem e os últimos 30km até Zagora foram de muita tensão e velocidade baixíssima, pois tinha anoitecido e de noite é impossível ver as pessoas que andam pela estrada. Para piorar a situação, todos se vestem de preto!

Enfim Zagora! Um bom banho, um típico jantar marroquino no hotel (já não podia mais ver tajine na minha frente, mas as opções de menu por ali são meio restritas…) e uma bela noite de sono para, no dia seguinte, explorarmos o Sahara!

Nove horas da manhã e estávamos prontos na porta da agência que nos levaria às dunas do Sahara. É claro que do lado da agência tinha uma lojinha de souvenirs e é claro que, enquanto esperávamos, o vendedor nos convenceu a comprar turbantes para a aventura! Turistas…

Saímos de Zagora em um 4×4, na companhia de um guia que falava inglês e de um motorista que permaneceu mudo todo o tempo.

Primeira parada: um boteco no meio de uma cidadezinha perdida sabe Deus onde, a fim de comprarmos pão para a nossa jornada…

O método marroquino para escolher pães naquele boteco é bem simples: primeiro se coloca todos os pães existentes sobre um balcão (com várias pessoas e objetos apoiados ali, obviamente), depois é só apalpar um a um até encontrar o pão que atenda as suas necessidades (seja elas quais forem…). Está em dúvida? Apalpa de novo! Daí é só colocar o dinheiro sobre o mesmo balcão, de preferência embaixo dos pães restantes (para não voar, é claro), e a transação está concluída! Simples assim!

Pode parecer estranho, mas essa parada nesse boteco foi essencial para que eu me desse conta que se eu quisesse aproveitar a viagem e me divertir por ali, teria que me abstrair de alguns “detalhes” da minha vida cotidiana, como a higiene, por exemplo…

Prosseguimos nossa viagem off road no meio do nada. Eu nunca vi tanto nada junto! É o nada no seu estado mais puro! De vez em quando, ao longe, dava pra avistar umas montanhas e o Vale do Draa e de vez em quando surgia uma plantinha aqui e ali ou um acampamento nômade…E eis que, finalmente e bem na hora do almoço, chegamos na nossa segunda parada: um oásis!

Visto de longe é bem como nos filmes: um monte de palmeiras reunidas e muito nada ao redor! Eu estava excitadíssima com a idéia de almoçar num oásis de verdade no meio do Sahara de verdade! Já fui logo ajeitando o meu turbante pra entrar bem no clima! A primeira impressão foi ótima: sombra, barracas improvisadas decoradas com tapetes berberes, almofadas pelo chão… Um lugar perfeito para se descansar nas horas mais quentes do dia! Mas… cadê a água fresca??

Pois é… a água do oásis vinha de um poço pequeno, era meio suja e utilizada com muita parcimônia pelos locais… A vantagem de ser turista é que o nosso guia tinha providenciado muita garrafa de água mineral pra nós (a que nós levamos não deu nem pro cheiro!).

OK, água nós tínhamos, mas fresca? Só em sonho! Eu não entendi a razão, mas sob um sol de mais de 40 graus, o povo dá conta de beber chá de menta quente! E, além disso, nada de geladeira! Todo mundo bebe água em temperatura ambiente, ou seja uns 40 graus!!

Confesso que tomar água morna não é nada agradável, mas é sempre melhor do que não tomar… Mas sabe que, curiosamente e contrariando todas as minhas expectativas, o chá de menta quente era bom e refrescante? Vai entender…

O nosso guia preparou o nosso almoço que consistia no fatídico pão escolhido minuciosamente no boteco no meio da estrada, salada de tomate no estilo marroquino (quer dizer com coentro até a alma), queijo do tipo Polenghinho (??) e atum!! Atum foi a coisa mais bizarra que eu poderia comer num deserto , mas era atum daqueles enlatados, tá valendo!

Mais um pouco de chá de menta quente e a bexiga começa a reclamar… Onde mesmo é o banheiro?

Banheiro!? Que banheiro? Todo o glamour do oásis foi-se embora enquanto eu me dirigia à duna mais próxima… Que situação! Ninguém merece esvaziar a bexiga agachadinha atrás de uma duna! Pior: prestando atenção na direção do vento para não molhar os pés!

Já aliviada, me veio uma dúvida cruel: usar ou não usar o papel higiênico que eu trazia na bolsa? Se sim, o que fazer com ele depois de usado? Deixá-lo voar ao sabor do vento? Enterrá-lo? O que você faria?

Basta! Vamos subir o nível do post…

Após o almoço tínhamos uma hora de sol forte para aquela dormidinha básica antes de prosseguir viagem… Como não sou do tipo que dorme à tarde, fiquei ali observando o nada… De repente, não mais que de repente, uma meia dúzia de cabras, vindas do além, aparecem  por ali procurando água e comida…

Pareciam “habituées” do oásis, pois sabiam exatamente onde era o poço e onde ficava a “cozinha”. Enquanto todos dormiam, elas beberam um pouco de água, comeram um restos de comida, lamberam todos o pratos que estavam por ali (ooooommmmm…. eu devo me abstrair desses “detalhes higiênicos”, ooooooommmmmmm…) e foram embora felizes, de barriga cheia!

Alguns minutos depois da partida das cabras, foi a nossa vez de prosseguir viagem. Mais quilômetros e quilômetros de nada e chegamos no nosso “bivouac” debaixo de muito vento!

Diz a lenda que vento no deserto é estraga-prazeres como chuva na praia… Realmente, por causa de toda aquela areia em suspensão, o tempo parecia nubladão e os nossos turbantes foram muito mais úteis do que eu imaginei que seriam, pois protegem mesmo! Mas o vento nem atrapalhou tanto a minha diversão! Eram montes de areia que não acabavam mais e eu feliz como uma criança subindo e descendo cada um deles e rolando duna abaixo… Tentei até fazer o “anjo”, como se faz na neve, mas não deu muito certo…

Mais suja impossível, voltamos ao acampamento para mais uma dose de chá de menta quente e ver o por-do-sol dali mesmo. Com todo aquele vento, o por-do-sol não teve muita cor, mas foi bonito assim mesmo!

O nosso acampamento era composto de umas 6 barracas feitas com cobertores de lã, umas 4 barracas para os turistas, 1 barraca que fazia as vezes de restaurante, 1 para a cozinha e uma construção de cimento muito precária, com um buraco no chão, fazendo as vezes de banheiro (prometo que dessa vez não comento nada sobre o banheiro!).

Já estava anoitecendo e o nosso guia foi preparar o nosso jantar… Os outros turistas que estavam no mesmo acampamento com a gente (um casal com um filho adolescente e seus respectivos guias) preferiram jantar ao pé de uma fogueira; nós achamos melhor usar a barraca restaurante, romanticamente à luz de lampião e protegidos do vento.

Para o jantar, veio a sempre presente salada de coentros ligeiramente aromatizada com tomates, o nosso pão de ontem, hoje e sempre e uma tajine de frango com legumes. Embora estivéssemos cansados de tanto comer tajine no Marrocos, o jantar estava bem gostoso, o nosso guia sabe cozinhar direitinho. Fruta de sobremesa (um melão incrivelmente doce!) e o inexorável chá de menta quente pra finalizar.

Programaço após um jantar no Sahara: deitar numa duna e observar as estrelas! Eu nunca vi tanta estrela reunida e nem tanta estrela cadente de uma só vez, eu não tinha mais pedidos para fazer!

Ficar ali, naquele silêncio absoluto, observando estrelas te faz perder completamente a noção do tempo e do espaço. Não tenho idéia de quanto tempo ficamos ali, quando nos demos conta, todo mundo do acampamento já tinha ido dormir (alguns ao relento).

Gastei meio litro de Opti Free para lavar as mãos e tentar tirar minhas lentes de contato, que já estavam me incomodando há tempos e fomos dormir também (acho que traumatizei com o vento e preferi o aconchego da barraca, em vez de dormir sob a estrelas como alguns fizeram…)

Dentro da barraca tinha um colchãozinho molengo, mas confortável, lençol limpinho (ressalva: não sei se estava limpo mesmo, ou se estava limpo comparado com as condições de higiene que havíamos encontrado até então, ou se estava limpo comparado à minha própria imundície) e dois cobertores de lã de carneiro!

Antes de dormir, o lençol me incomodava de tão quente que estava, mas quando acordei, tinha os cobertores até as orelhas!

O dia no deserto começa cedo, às 5h30 da manhã eu já estava toda faceira sobre uma duna pra ver o nascer do sol (desta vez, sem vento), em seguida o guia nos serviu o café da manhã ao ar livre, onde não poderia faltar o nosso bom e velho amigo pão, geléia, leite, nescafé e, obviamente, o chá de menta!

Logo após o café da manhã, final da aventura. Juntamos nossas coisas e, três horas depois, estávamos de volta a Zagora, doidos por um banheiro limpo.

Apesar dos perrengues com a questão da higiene básica, e de passar mais de 24 horas sem poder sequer lavar as mãos, foi uma aventura maravilhosa e uma experiência incrível que recomendo vivamente! É um tour inesquecível que rende sempre ótimas risadas ao lembrar dos detalhes “trágicos”!

Mas é o tipo da coisa que se faz uma vez na vida e nunca mais!

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42 thoughts on “Uma noite no Sahara

  • 12/05/2008 at 21:13
    Permalink

    Luisa

    Como já fui a Marrocos e não pretendo voltar(nem que me paguem a viagem…hehehe!),não vou poder fazer esse tour inesquecível pelo menos uma vez na vida!
    Mas como lá vi cabras empoleiradas em arvores e tapetes voadores e além disso consegui comer á mão do mesmo prato do que as outras 12 pessoas do grupo,acho que já tenho a minha dose de aventura…hehe

    Bjs

    Reply
  • 13/05/2008 at 04:06
    Permalink

    Luisa,

    Adorei o detalhe bem humorado do pão, mas faltou um detalhe muito importante para completar a imundice da panificadora desértica… depois de todo o ritual de escolha do pão, apalpos e pagamentos, nada mais justo que o guia colocasse o pão embaixo do braço para completar a sátira (sem embalagem claro, que imagino que por lá elas não devam existir). Nada mal ein?
    Pão a La Sovacô Deserticô! UIIIII!!!

    Posso imaginar que você teve que fechar “muito” o olho nesta viagem, mas pelo visto um pouco de sacrifício deve ter valido a pena! Deve ser uma viagem inesquecível.

    Abraço.

    Reply
  • 14/05/2008 at 01:31
    Permalink

    Luisa, também fiz a mesma viagem, e me compadeço =) mas é uma experiência para contar para os netos! O que eu achei mais fantástico foi o absoluto SILÊNCIO do deserto – era até assustador: nada de grilo, de carro, de apito, de conversa, de cigarra, NADA. Dava até zumbido no ouvido, como se a gente tivesse acabado de sair de um show de rock. Você também teve essa sensação? O seu relato fez até eu me lembrar do gosto do chá de menta, e da “dor nos rins” que me deu de andar de camelo. Brigadim!

    Reply
  • 14/05/2008 at 10:01
    Permalink

    Margarida,

    Temos gostos muito parecidos realmente… Eu adorei ter conhecido o Marrocos, mas também nao pretendo voltar mais.
    A proposito, voce reparou se as pessoas usavam a mao direita ou a mao esquerda? Ouvi umas historias a respeito e preferi nao conferir! 🙂

    Beijos

    Reply
  • 14/05/2008 at 10:06
    Permalink

    Carol,

    Que nojo!! Mas sabe que o Marrocos deve ser o maior consumidor de sacolinhas plasticas do mundo? Elas estao por toda parte, poluindo o ambiente. Um pecado!

    Bjs

    Reply
  • 14/05/2008 at 10:20
    Permalink

    Dani S.

    O silencio era mesmo impressionante. Eu escutava o vento e mais nada. E o engraçado é que o som da minha voz parecia “incomodar” o ambiente, tanto que, para conversar com meu namorado, eu sussurava.

    A “dor nos rins” eu dispensei… Depois de uma tentativa frustrada de andar a cavalo no Pantanal, aboli todo e qualquer meio de transporte vivo das minhas viagens. 🙂

    Bjs

    Reply
  • 15/05/2008 at 17:40
    Permalink

    Seu relato me deu mais vontade ainda de visitar o deserto do Sahara. Eu já tenho o da Namíbia na minha lista de “must-go”, agora mais esse nada pra eu me deliciar… 😀

    Muito divertido e interessante. Obrigada por compartilhar aqui.

    Beijos.

    Reply
  • 15/05/2008 at 22:14
    Permalink

    Luisa

    Para dizer a verdade eu nem reparei se comiam com a mão esquerda ou direita!Foi num passeio que fizemos a partir de Marrakech,mas eu nem consegui comer claro…algumas pessoas do grupo acharam “original”…eu cá por mim achei foi que tinha voltado á idade da pedra…bah!

    Tem que ver este site que um amigo me mandou:

    http://tcc.itc.it/people/rocchi/fun/europe.html

    Se calhar é por isso que eu gosto de Itália…sinto-me em casa…hehehe

    Bjo

    Reply
  • 17/05/2008 at 19:19
    Permalink

    Oi Luisa, faz tempo que não venho te visitar, mas que história longa e divertida de ler, gostei dessa viagem, mas não faz parte da minha listinha 😆

    Adorei o “nunca vi tanto nada junto”…..tô fora..hahaha…um beijinho

    Reply
  • 19/05/2008 at 03:01
    Permalink

    OI Luisa!!

    Adorei sua aventura no deserto! Apesar dos incovenientes, você guardará para sempre este momento único! Quando voltar para casa, certamente sentirá falta do chá de menta e do coentro! rsrsr

    Quantos dias vc ficou no Marrocos?? Sou louca para ir lá!! Já me disseram, além das tradicionais Casablanca, Fez, Marrakesh e Tanger, também de Ouarzazate e Efouri ou algo parecido com isso… Vou acompanhar aqui suas aventuras por lá!

    Bjs

    Reply
  • 19/05/2008 at 08:18
    Permalink

    Olá Lucia!

    Nossa! Eu achava que vc fosse uma pessoa essencialmente “aquática”! Nunca imaginei que deserto estivesse nas suas preferências…

    A Namíbia deve ser bem interessante mesmo, mas nunca me fascinou. Como está na lista must-go do namorado, acho que vou acabar indo pra lá mais cedo ou mais tarde…

    Bjs

    Reply
  • 19/05/2008 at 08:22
    Permalink

    Olá Margarida,

    Eu já conhecia esse site. É muito divertido e no Brasil é igualzinho… Talvez seja por isso que eu me sinto em casa na Itália! 🙂

    Bjs

    Reply
  • 19/05/2008 at 08:27
    Permalink

    Oi Patsy

    Eu acho que eu fiz essa viagem só porque tinha uma visão romântica do deserto. Te entendo perfeitamente ao não colocar esse tipo de viagem na “listinha”… Se alguém me contasse antes metade do que eu escrevi, acho que também não iria nem amarrada! 🙂 Mas adorei ter ido! Foi incrível!

    Bjs

    Reply
  • 19/05/2008 at 08:42
    Permalink

    Olá Fernanda,

    Sentir falta do chá de menta, pode até ser, mas do coentro eu tenho lá minhas dúvidas… 🙂

    Fiquei 10 dias rodando por todo o Marrocos, e como não sou do tipo consumista e artesanato não me atrai (quer dizer, não fiz o que a maioria dos turistas faz: compras!), nesses 10 dias deu pra visitar muita coisa.

    Passei por Ouarzazate, mas não achei uma cidade interessante, o legal de Ouarzazate é a kasbah de Ait Ben Addou ali pertinho.

    Por Erfoud eu não passei nem perto, porque fica pros lados da duna de Erg Chebbi, aquela mais turística, e acabei optando por conhecer a mais isolada, Erg Chigaga.

    Bjs

    Reply
  • 20/05/2008 at 19:26
    Permalink

    Adorei o post!! Ainda não conheço o Marrocos, mas com certeza está na listinha!!!

    Abs!

    Reply
  • 21/05/2008 at 00:11
    Permalink

    Olá Marcio

    Agora fiquei imaginando quanta foto maravilhosa você não faria no Marrocos! É tudo tão colorido e fotogênico!

    Bjs

    Reply
  • 23/05/2008 at 21:21
    Permalink

    Oi Luísa,
    adooorei sua abordagem sobre o Marrocos, nunca estive lá mas já imaginava exatamente como vc descreveu e para mim definitivamente não é meu tipo de viagem. Acho muito interessante, muito bacana, mas não para mim.
    O melhor é que vc escreveu, como se fosse para mim e chegou num momento muito oportuno, já que estou sendo convidada para ir ao Marrocos e ainda me restava uma leve dúvida.
    Agora, sem dúvidas, não vou!
    Obrigada, prefiro mesmo minha velha bota (se é que vc me entende) bjs

    Reply
  • 24/05/2008 at 00:22
    Permalink

    Olá Elisa

    Sabe que, antes de ir, eu já sabia que o Marrocos não era o meu tipo de viagem, mas a minha curiosidade foi maior!

    Vc não fica curiosa? Não fica com medo de passar o resto da vida pensando: tive a oportunidade e não fui?

    Adoro a velha bota, mas gosto de ver um pouco o resto para ter parâmetros de comparação… 🙂

    Bjs

    Reply
  • 26/05/2008 at 02:17
    Permalink

    Luisa, adorei seu relato e o nada no meio do nada hehe Foi uma experiência única mesmo ! Tenho vontade de conhecer o Marrocos, mas acho que ficaria nas cidades principais. De todo jeito, seu relato é tão fiel que dá pra sentir suas aflições rs

    Reply
  • 26/05/2008 at 03:22
    Permalink

    Oi Luisa
    Vou a Marrakech em Junho e gostaria de fazer um percurso desses.
    Com referiu, pesquisou muito as várias opções existentes de tours pelo Sahara. Gostaria de lhe pedir informações nesse sentido, ou seja, quais seriam as melhores agências (ou mais económicas) para visitar Erg Chebbi a partir de Marrakech, e qual foi a agência que usou em Zagora para visitar Erg Chigaga.
    Obrigado pela atenção.
    Pode contactar-me através do email: ricardo_mfonseca@yahoo.com

    Reply
  • 26/05/2008 at 10:31
    Permalink

    Majo, bota afliçao nisso! 🙂 A gente até sabe que no deserto nao tem agua, mas nao tem ideia do quanto a agua faz falta no dia a dia…

    Sabe que as cidades principais sao interessantes, mas acho que vale a pena programar uma escapadela para uns lugares fora do circuito Marrakech – Fez – Rabat – Casablanca…

    Tà certo, nao precisa exagerar e dormir no deserto, mas Essaouira e Ait Ben Haddou sao lindas e merecem uma visitinha…

    Bjs

    Reply
  • 26/05/2008 at 22:44
    Permalink

    Oi Ricardo,

    Olha só, nas minhas pesquisas, primeiro eu escolhi o lugar, pra depois ir atrás das agências. Então não sei te indicar nenhuma agência em Erg Chebbi.

    O que me levou a decidir por Erg Chigaga foram 2 motivos: primeiro: de carro, a partir de Marrakech, é mais perto que Erg Chebbi; segundo, pelos relatos que andei lendo pela net, Erg Chigaga parecia bem menos turístico que Erg Chebbi e, na minha concepção, muito turista não combinava com a paz e com o silêncio que eu esperava encontrar (e realmente encontrei!).

    Não sei o quão verdadeira é a informação, mas por curiosidade, perguntei ao meu guia sobre Erg Chebbi e ele me disse o seguinte: “É um lugar muito lindo, mas como dá pra chegar de carro comum até bem perto das dunas, tá sempre cheio de gente”.

    Depois que decidi por Erg Chigaga, fui atrás das agências… Depois de pesquisar na net, preferi descartar as agências com sede em cidades como Marrakech, Casablanca e dei preferência por agências locais, me pareceram mais genuínas e com serviços mais “personalizados”.

    Em seguida, pesquisei sobre a “idoneidade” das agências que escolhi e fiquei em dúvida entre uma agência em Zagora e outra em M’Hamid. Optei por Zagora, porque tem uma infra-estrutura melhor do que M’Hamid.

    O meu tour foi feito pela http://caravanedesertetmontagne.com e fiquei muito satisfeita com os serviços prestados.

    Não vou nominar as outras agências, porque não conheço os serviços prestados, mas espero ter ajudado de algum modo.

    Bjs

    Reply
  • 31/05/2008 at 22:13
    Permalink

    Que delícia de relato! Eu com certeza embarcaria numa viagem dessas…espero um dia ir ao Marrocos para experimentar essa sensação que você teve. É disso que são feitas as viagens inesquecíveis 😀

    Reply
  • 05/06/2008 at 08:56
    Permalink

    Oi Emília,

    Foi um programa de índio da melhor qualidade e, com certeza, inesquecível!
    Se tiver oportunidade, não deixe de fazer um passeio desses. Recomendo vivamente, mas, como todo programa de índio, é uma vez só na vida e nunca mais… 🙂

    Bjs

    Reply
  • 10/09/2008 at 13:07
    Permalink

    Oi luisa,
    em que altura fizesta esta viagem?

    que tipo de roupa levaste para passar a noite do deserto?…pq faz mt frio não é?

    bjis

    Reply
  • 12/09/2008 at 13:30
    Permalink

    Olá lm

    Fui em abril e não levei nenhuma roupa especial não… As barracas são feitas com cobertores de lã, que protegem do vento e são “quentinhas”, e dentro junto com a roupa de cama, a agência forneceu cobertores de lã…

    Foram suficientes, dormi com uma camiseta de manga comprida, daquelas grandonas e não passei frio.

    Bjs

    Reply
  • 15/09/2008 at 17:36
    Permalink

    Olá luisa,

    Obrigado pela tua resposta.
    Eu vou daqui a dois dias para marrocos e vamos também passar 1 noite ao deserto, erg chegaga, mas vamos sair de mhamid. A tua viagem foi bastante divertida, e o teu relato acabou por nos dar algumas ideias e respostas a dúvidas que tinhamos!
    Estou muito ansiosa, mas acho que vou gostar da viagem 🙂

    bjis

    Reply
  • 16/09/2008 at 11:22
    Permalink

    Olá lm,

    Fico feliz que o meu relato tenha ajudado! Boa viagem e depois volta aqui pra me contar como foi!

    Bjs

    Reply
  • 02/10/2008 at 14:07
    Permalink

    Oi Luisa,

    A viagem foi espectacular, adorei!
    Tivemos lá 7 noites e soube a pouco…havia sitios que ficaram por visitar e outros que tinhamos gostado de ficar mais tempo 🙁
    Sem dúvida que também a nossa passagem no deserto foi uma aventura pegada! A aventura começou logo na viajem de Marrakesh a Mhamid…apanhamos um temporal (chuva, trevoada,…), então em alguns sitios as estradas estavam inundadas e com derrocadas! Até que chegamos alguns km antes de Zagora, Agdaz, que era impossivel prosseguir com o nosso peugeot 206 (isto às 10 da noite!), a solução foi confiar num sr. que surgiu do nada a dizer que nos levava a Mhamid durante a noite de jeep por uns caminhos em terra! Com muito receio aceitamos, e lá fomos nós. Correu tudo bem!
    Saimos para erg chegaga depois de almoço, e claro que adorámos. Como tava um tempo muito agradável tirámos as camas das tendas e dormimos a olhar para as estrelas…inesquecivel!

    Bjis,
    lm

    Reply
  • 06/10/2008 at 11:52
    Permalink

    Oi lm

    Chuva no deserto?! Eu ainda nao sei se é muita sorte ou muito azar! Ainda bem que a noite no deserto estava agradavel, pois é mesmo uma experiencia inesquecivel!

    E que loucura confiar num estranho! Mas acho que no Marrocos nao tem problema nao… Um estranho se enfiou no nosso carro pra nos ensinar o caminho até o aeroporto em Casablanca. Que medo! Mas o fulano estava indo para os lados do aeroporto e sò queria uma carona. No final deu tudo certo!

    Turista tem mais sorte que juizo e um anjo da guarda poderoso! 🙂

    Bjs

    Reply
  • 06/10/2008 at 16:06
    Permalink

    kkkkkkkkkkk… muito bommmmm
    Apesar de irônico, simplesmente perfeito… rsrsrs
    Como já te disse, adoro os perrengues, me fazem rir demais… mas muito interessante td que relatou, eu imaginava exatamente isso… mas, ainda não tinha me dado conta dos maravilhosos detalhes… ah como eu os aprecio… ihihih e o banho?? rs… tadinha!!!
    Mas qto ao inesgotável chá, segundo seu uso, ele revitaliza e estimula a mente e corpo… mesmo diante dos contratempos, sua viagem teve uma pitada de muita vitalidade…. rsrs

    Bjinho

    Reply
  • 06/10/2008 at 16:07
    Permalink

    Vale lembrar Luisa….. os perrengues com muito estilo!!! rsrsrs

    Reply
  • 06/10/2008 at 16:27
    Permalink

    Ah outra coisa…. kd vc nessas fotos??? 🙁

    Reply
  • 07/10/2008 at 14:46
    Permalink

    Oi Soraya,

    Eu também curto esses “perrengues com estilo” 🙂 das viagens. Toda viagem tem um, sao inevitaveis! Ainda bem, né?

    Com relaçao ao chà, eu acho que dispensaria um pouco da vitalidade em prol de uma bexiga mais vazia… Que dureza…

    Eu prefiro preservar a minha intimidade na net, por isso sò coloco fotos de paisagens. 😉 Mas eu sou feia, nao se preocupe que vc nao està perdendo grandes coisas! 🙂

    Bjs

    Reply
  • 07/10/2008 at 21:45
    Permalink

    kkkkkk
    Essa foi boa… feia… gostei do seu bom humor!!! Respeito, claro!!!

    bjs

    Reply
  • 05/11/2009 at 21:11
    Permalink

    Vamos ao Marrocos em janeiro. Vc. me desopilou o fígado, ri muito com suas narrativas… Deve ter sido muito difícil a tal abstração… eu tb. sofro com a falta de higiene… Mas sua história foi tão interessante que estou até pensando em fazer um passeio desse tipo. Afinal quem sai na chuva, sai para se molhar….

    MUito obrigada por vc. ter compartilhado.

    Bjs

    Gina

    Reply
    • 07/11/2009 at 15:41
      Permalink

      Oi Gina
      Se vc é do tipo que abstrai esses “detalhes” de higiene e consegue rir de si mesma, é um super passeio! Recomendo mesmo!
      Boa viagem e depois volta aqui pra contar como foi.
      Bjs

      Reply
  • 15/12/2009 at 19:07
    Permalink

    Estou indo para o marrocos em Fereveiro e quero muito ir ao deserto porém as opções que encontrei de pacotes são muito salgadas.
    Tem alguma agencia para indicar que faria esse passeio? Custa custa?

    Reply
    • 02/01/2010 at 20:06
      Permalink

      Oi Flavia
      Essa viagem pro deserto nao foi uma das mais economicas da minha vida nao… Mas achei que valeu o investimento.
      A unica agencia que eu indico è a que eu usei e o link està em algum comentario um pouco mais antigo desse post.
      Bjs

      Reply
  • 13/11/2010 at 20:36
    Permalink

    Oi Luisa,

    adorei seu post e sou suspeita pra falar do Marrocos pois amo esse país tanto que ja fui duas vezes . A primeira, ha 15 anos atras, com uma amiga. Alugamos um carro em Marrakesh, passamos por Ouarzazate, Merzouga(deserto) Fez, Meknes e entregamos o carro em Tanger . Foi o maximo e cheio de aventuras entre elas, tivemos o carro guinchado porque paramos na contramao, encravamos no deserto por algumas horas rsrsrs mas valeu a experiencia, inesquecivel e nao tivemos nenhum problema por estarmos desacompanhadas, pois os marroquinos sao bem “atirados” . A segunda vez ja voltei com meu marido , e foi bem menos aventureira , mas igualmente fascinante . Quem fala que nao quer conhecer, nao sabe o que esta perdendo …
    Parabens pelo post !

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    • 15/11/2010 at 12:51
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      Oi Janaina
      Eu tb adorei conhecer o Marrocos, um lugar realmente fascinante!
      Mas vou ser sincera contigo: è um pais que jà fui, jà vi e estou satisfeita; nao volto mais! 🙂
      Bjs

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