Nas cidadezinhas da Bourgogne, a impressao que tive è que quase nao existem moradores, pois praticamente todas as casas sao “Domaine alguma coisa” e quando nòs agendamos as nossas visitas aos produtores nao imaginavamos que a visita fosse feita no quintal da casa deles.
Quando eu penso em “visitar vinicola” o que me vem em mente è sempre uma propriedade rural, meio longe de tudo, uma coisa meio romanceada e nao um “puxadinho” na casa de alguem, sem graça nenhuma.
Pois è… na Bourgogne, a maior parte das degustaçoes que fizemos foram nesses “puxadinhos”, num esquema muito impessoal, onde eu me sentia meio que invadindo a casa de alguem, tanto que nem tirei fotos.
Sente o nivel: vc toca a campainha de uma casa, vem uma criança te receber no portao, em seguida ela sai correndo gritando pra chamar o pai. Depois de alguns minutos, o pai chega, te leva para o tal puxadinho onde meia duzia de garrafas estao prontas para serem degustadas, vc experimenta os vinhos e diz se quer comprar ou nao. Fim da degustaçao!
E’ uma transaçao comercial: ele quer vender o vinho, vc quer comprar e ponto final. Nenhum glamour.
Eu estava contentissima com a qualidade dos vinhos que degustavamos, mas estava descontente com essas visitas pouco interessantes, entao consegui convencer o marido a fazermos uma visita/degustaçao em um daqueles lugares bem turisticos.
Fomos visitar o Chateau de Pommard… Que lugar bonito!! E eles ainda promovem mostras de arte contemporanea que fazem do chateau um lugar ainda mais interessante! E sò!
Achei a visita guiada mediocre (e olha que ainda nao tinha feito a super visita completa do bed&breakfast). O guia explicou um pouco sobre a historia do chateau, disse meia duzia de obviedades sobre a produçao do vinho (qq um que jà tenha visitado uma vinicola na vida vai reconhecer o discurso de sempre, nao precisa ser entendido no assunto), e experimentamos 4 vinhos diferentes.
Nada de muito memoravel e, para o meu gosto, o vinho era muito caro pelo que oferecia. Nao è que o vinho fosse ruim, pelo contrario, era bom, mas nao valia o que custava!!
E falando em custos, as degustaçoes nos “puxadinhos” foram sempre gratuitas, jà visita com degustaçao do Chateau de Pommard custou 19,50 euros por pessoa…
Depois dessa experiencia, achei melhor seguir a risca a nossa listinha e visitar sò os produtores de “puxadinho” mesmo… Nao tem muito charme, mas se bebe muito bem, e a relaçao custo beneficio dos vinhos era otima, tanto que voltamos pra Italia com 4 caixas de vinho no porta malas.







Que saudes me deu da França
adoro a arquitetura e as paisagens!
Bjos
Como você selecionou e, principalmente, como agendou tais vicitas aos “puxadinhos”?
Parabéns pelo Blog. Excelente.
Oi Eduardo,
Eu fiz um curso sobre vinhos franceses na Associazione Italiana Sommeliers aqui em Milao e a professora francesa que deu o curso foi super disponivel e deu todas as dicas.
Nesse post eu mencionei quais foram as vinicolas que ela sugeriu e para agendar foi sò procurar o produtor no google e mandar um email para ele.
O guia Hachette de vinhos franceses tambem ajudou bastante na pesquisa e seleçao das vinicolas que visitamos.
Bjs