Viagens, filhos e palpiteiros

Vendo que uma grande parte das blogueiras de viagem que eu admiro resolveram aumentar a familia, acabou me dando uma saudade tremenda de quando eu estava gravida da herdeira e me peguei rindo sozinha enquanto me lembrava das advertencias dos amigos e familia sobre todos os sacrificios e renuncias que uma futura mamae deve necessariamente afrontar. E quando o assunto era viagem… sente o drama:

A mais frequente de todas as advertencias era: “Quando a herdeira nascer, esquece as tuas viagens!” – Voce nem pariu ainda e là estao os palpiteiros de plantao agourando as tuas futuras viagens – para o bem da tua filha, è claro! Mas no fundo eu sabia que nunca iria parar de viajar entao o jeito era desligar: enquanto o palpiteiro falava, meu  pensamento voava… organizando a primeira viagem em familia, obviamente.

Depois que as pessoas percebem que voce nao vai deixar de viajar por causa do teu filho, a consequencia natural è: “mas pra que viajar com um bebe tao pequeno? Ele nao vai lembrar de nada…” . Falou o esperto em memoria neonatal! E mesmo que a cria nao se lembre de nada, qual è o problema? Viajar me faz bem e se eu estou bem, minha filha està bem! O jeito è caprichar no sorrisinho amarelo e responder: “è, eu sei… mas vou aproveitar que ela nao paga atè os 2 anos!”

E nem assim o palpiteiro desiste: “Voce tà louca?! 12 horas de voo com um bebe tao pequeno?!”. E aì, apesar de bater aquela insegurança natural de mae de primeira viagem, voce respira fundo e mente despudoradamente: “Eu vou viajar naquela companhia aerea super top e reservei o serviço de “babysitter on board”, nem vamos sentir o tempo passar!

abre parenteses: esse serviço de babà a bordo existe de verdade! Eu nunca testei, to sò na vontade mesmo… fecha parenteses

Resolvido o problema do tempo dentro do aviao, là vem mais uma: “mas pra que ir pra Paris? Vai pra Pindamonhangaba! Pro bebe dà no mesmo…”  Como è que è? O que responder para uma criatura dessas? Cara-palida, pro bebe pode atè ser a mesma coisa, mas pra mim nao è!!

E depois de umas 2 ou 3 viagens com a herdeira a tiracolo: “Tadinha, voces nao param nunca! Ela deve estar super cansada…” Minha filha?! Cansada?! Ela tem energia que nao acaba mais! Cansada to eu,  de gente que fica se intrometendo na minha vida 😉

 

Nosso roteiro na Ilha de Pascoa – parte 3

Depois de ter feito o roteiro de meio periodo a Orongo e o roteiro de dia inteiro passando por Ahu Tongariki e Anakena, ficava faltando sò passear pelo interior da ilha e era exatamente esse o terceiro e ultimo roteiro sugerido pelo livro do James (em azul no mapa abaixo). Tivemos que adaptà-lo, è claro, para atender nossas exigencias:

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4° dia – Ahu Akivi e Puna Pau

Como as coisas mais interessantes desse roteiro tinham a melhor luz no periodo da tarde, aproveitamos a manha para brincar com a herdeira em um dos varios parquinhos de Hanga Roa e, depois do almoço seguimos para Puna Pau.

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Puna Pau è a “fabrica” dos chapeus dos moais. Quer dizer, alguns estudiosos dizem que aquilo que colocam sobre a cabeça dos moais na realidade è uma representaçao do penteado deles: cabelo comprido, amarrado num coque em cima da cabeça.

E’ um lugar muito interessante mais por causa da historia e do que ele representa do que propriamente pelo o que se ve ali.

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Depois de Puna Pau, seguimos para Ahu Akivi, mais uma plataforma com moais. O que diferencia essa plataforma das demais è a sua localizaçao no interior da ilha e nao no litoral, de costas pro mar, como os outros moais da ilha.

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Depois de Ahu Akivi, estavamos nos dirigindo para Ana Te Pahu, tambem conhecida como caverna das bananas, mas a estrada nao era asfaltada e a herdeira nao estava nos seus melhores dias (tem sempre um dia de birras, nao dà pra escapar!), entao resolvemos deixar as cavernas pra là.

Pra quem gosta de cavernas, no roteiro do livro do James constam, alem da Ana Te Pahu, a Ana Te Pora e a Ana Kakenga, segundo ele, a mais interessante de todas.

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Fomos terminar o nosso dia em Tahai, para o famoso por-do-sol. Parece que todos os habitantes da ilha tiveram a mesma ideia e o lugar logo encheu. Quer dizer, para os padroes da ilha estava bem cheio; quando voce se acostuma a ver no maximo umas 5 ou 6 pessoas nas outras atraçoes, è sò juntar mais de 50 que vira uma super lotaçao, mas nada que incomode ou estrague a experiencia.

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E’ atè curioso observar os equipamentos fotograficos dos outros, o estudo para escolher o lugar ideal para apoiar os tripes ou para simplesmente deitar na grama com a alma gemea do lado, esperando o sol desaparecer no mar, atras das estatuas.

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Esse por do sol em Tahai tà no topo da minha lista das coisas mais bonitas que vi na Ilha de Pascoa, è realmente magico!

5° dia – A partida

Nosso voo partiria logo depois do almoço, aproveitamos a manha para arrumar as malas e passear mais um pouco por Hanga Roa, com direito a parquinho, è claro!

No final das contas achei que os 3 dias inteiros foram perfeitos! Saimos a ilha com aquela sensaçao boa de “vimos tudo o que gostariamos de ter visto!” .

Nosso roteiro na Ilha de Pascoa – parte 2

Continuando o post anterior

3° dia – Rano Raraku e Anakena:

No nosso terceiro dia na ilha de Pascoa, fizemos o roteiro de um dia inteiro sugerido pelo livro do James com algumas adaptaçoes. Pra quem tem pouco tempo na ilha, esse è o roteiro ideal (em preto no mapa)!

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E, na minha opiniao, nao è sò o roteiro mais completo, mas tambèm è o mais interessante de todos, pois ele reune num unico passeio todos os estereotipos da ilha de Pascoa: paisagens desoladas, moais enfileirados em cima de uma plataforma, cabeças de moais que “brotam” da terra, praia azulzinha… Tà tudo ali!

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Nòs começamos o dia indo diretamente para a praia de Anakena, uns 20 minutos de carro de Hanga Roa, numa estrada bem boa, mas cheia de cavalos soltos. Preferimos ir à praia pela manha porque o livro do James dizia que a melhor luz para fotos è de manha e que os onibus de turismo chegam no final da tarde.

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Realmente, de manha quando chegamos nao tinha uma viva alma na praia. Um pouco mais tarde chegou outra familia com crianças e mais ninguem atè quase a hora do almoço; praia praticamente exclusiva pra nòs.

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O unico problema de se ir a Anakena de manha è que, como nao tem ninguem, a pouca infra-estrutura do lugar (banheiro e restaurantes) abre sò depois do meio-dia (e esse “depois” è um conceito bem elastico, nao espere nada aberto meio-dia em ponto!).

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Aproveitamos bem a praia pela manha, almoçamos por ali; mesmo porque  praqueles lados da Ilha de Pascoa nao existe outra alternativa.

Um detalhe que pode incomodar è que, embora tenha banheiro a pagamento (1 dolar, mais ou menos), nao existe chuveiro, entao voce necessariamente vai passar o resto do dia fazendo turismo cheio de areia.

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E là fomos nòs, cheios de areia, pra visitar Ahu Tongariki, a maior plataforma com moais de toda a Polinesia. Sao 220 metros com 15 moais em cima!

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Enormes e imponentes, de costas pro mar, praticamente na beira da estrada, em fila, esperando para serem fotografados! E diz a lenda que ver o sol nascer atras dos moais em Ahu Tongariki seja magico.

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Seguindo o roteiro, fomos a Rano Raraku, a “fabrica” de moais; o lugar onde os moais eram esculpidos antes de serem levados às plataformas. Lembra do bilhete de entrada comprado no dia anterior? Entao, voce vai precisar dele pra entrar em Rano Raraku.

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Em Rano Raraku existem quase 400 moais em varios estagios de construçao, desde as cabeçonas jà prontas que brotam do chao (que na realidade sao moais inteiros, mas enterrados) atè “esboços” de moais ainda dentro da montanha.

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Existe uma trilha bem delimitada para seguir e pra ver todos os moais, mas eles nao fornecem nenhum material de apoio, sò um painel na entrada do lugar, entao se nao tiver um guia, ou se nao prestar muita atençao em tudo quanto è pedra por ali, è capaz de voce nao reconhecer alguns detalhes.

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Um casal de turistas me viu fotografando um pedaço de montanha e veio me perguntar o que eu estava fotografando. A cara de espanto deles foi impagavel, quando descobriram que estavam diante do maior moai jà construido e nao tinham visto!

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No roteiro sugerido no livro do James, existem outros lugares a serem visitados, como Te Pito Kura (o maior moai colocado sobre uma plataforma, mas que hoje se encontra caido no chao), Papa Vaka (petroglifos), Aku Akahanga (plataforma nao restaurada com restos arqueologicos de casas e fornos) mas nòs nos demos por satisfeitos com o que haviamos visto e voltamos para Hanga Roa pela estrada panoramica do litoral.

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Terminamos o dia no modo mais turistico possivel: num jantar com show de dança polinesia.  Escolhemos o restaurante Te Ra’ai, por ser o unico restaurante que oferece a oportunidade de experimentar o “umu” o tradicional metodo polinesio de cozinhar.

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Eles botam toda a comida dentro de um buraco com pedras quentes e deixam tudo ali por um bom tempo. E’ um metodo bem curioso, mas nao dà pra criar grandes expectativas em relaçao à comida…

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Depois do jantar, nos levaram para o show. Eu nunca tinha visto um show de dança polinesia na vida, entao nao tenho parametros pra comparar. De repente caì na maior armadilha turistica do mundo,  mas mesmo assim gostei muito do que vi e me diverti bastante. Achei que foi um otimo modo de terminar nosso dia! 😉

Nosso roteiro na Ilha de Pascoa – parte 1

No caminho do aeroporto pro hotel, recebemos algumas dicas sobre as melhores maneiras de se visitar a ilha e o proprietario da nossa cabana nos deu a dica mais util de todas: “Nao percam tempo nem dinheiro com passeios em grupo. Comprem o livro do James!”

O “livro do James”, como è conhecido por ali, se chama “A Companion to Easter Island” , o guia mais completo e conciso que eu tive a oportunidade de ler sobre a Ilha de Pascoa. O autor, James Grant-Peterkin trabalha (ou trabalhava?) como guia de turismo na ilha e nesse guia ele  juntou a parte historica com os macetes de visitaçao que sò um guia experiente conhece.

E o mais legal: no livro ele colocou 3 roteiros redondinhos que contemplam a maior parte das atraçoes da ilha, classificadas com estrelinhas de acordo com a importancia do lugar. E como se nao bastasse, esses roteiros foram elaborados de modo a otimizar os deslocamentos, variar os interesses, fugir dos grupos de excursao e ainda aproveitar o melhor horario para as fotos.

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Nossos roteiros adaptados do livro do James

Sao 2 roteirinhos de meio periodo e 1 roteiro de dia inteiro. Com o livro do James na mao e um carro a disposiçao, bastam 2 dias inteiros pra ver praticamente a ilha toda sem correrias. Nòs tinhamos 3 dias inteiros livres (sem contar o dia da chegada e da partida) e uma criança de 3 anos que reduz o ritmo de qualquer viagem (visitamos alguns lugares em turnos, por exemplo, enquanto ela dormia no carro) e achei que foi perfeito.

1° dia – A chegada.

O primeiro dia è meio perdido, depois de quase 5 horas de voo, sò queriamos saber de tomar banho e descansar.

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Aproveitamos o restinho do dia para passear por Hanga Roa meio sem rumo, tentando adquirir um minimo senso de localizaçao e fizemos umas comprinhas pra abastecer a geladeira da cabana.

2° dia – Orongo e Rano Kau.

Começamos o dia seguindo a ordem do proprietario da cabana e fomos direto a uma loja de souvenir adquirir o livro do James. Dali fomos à sede do Conaf comprar nossos ingressos para o Parque Nacional Rapa Nui e finalmente começamos nosso passeio (em vermelho no mapa acima)

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James (para os intimos!) começa o tour de manha por Vinapu, que è inclusive o melhor horario para foto do lugar, mas como todo turista recém chegado que se preze, nòs estavamos avidos por conhecer as atraçoes mais famosas, entao seguimos direto para Rano Kau e Orongo e deixamos Vinapu pro final.

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Foi sò continuar na mesma estrada onde se localiza Conaf e uns 5 minutos depois jà tivemos a primeira parada para apreciarmos uma vista linda de Hanga Roa e do resto da ilha. E mais uns 10 minutos eis que chegamos a Rano Kau, a maior cratera vulcanica da Ilha de Pascoa, com um lago dentro coberto de vegetaçao. Um desbunde!

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Dali seguimos pra Orongo. Diz o James que com 15 minutos de caminhada contornando a cratera de Rano Kau voce chega em Orongo. O sol forte nos convenceu a ir de carro, 5 minutos dirigindo.

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Orongo è um sitio arqueologico de uma vila onde eram realizadas as cerimonias de culto do homem-passaro e o principal lugar de arte rupestre da Ilha de Pascoa. Na entrada de Orongo tem uma estrutura onde verificam o teu bilhete de entrada e expoem alguns quadros explicando a importancia do lugar e o que era o ritual do homem passaro.

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Vi um banheiro e mais nada; nao tem nem uma misera maquina automatica pra vender agua.

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De Orongo seguimos a estrada atè Vinapu, que è plataforma de pedra (ahu) sobre a qual colocam os moais. A gente fica tao embasbacada com os moais da Ilha de Pascoa, que acaba nem prestando atençao na plataforma onde eles estao apoiados. E Vinapu è o melhor exemplo desse tipo de arquitetura da ilha, sendo comparada inclusive à arquitetura inca, entao se tiver que observar uma plataforma de pedra, que seja essa!

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Como a herdeira jà estava morrendo de fome, demos por terminado o nosso roteiro e voltamos para Hanga Roa para almoçar. Pra quem nao tem pressa pro almoço, James acrescenta no roteiro uma visita a Ana Kai Tangata, uma caverna de facil acesso com pinturas rupestres.

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Depois do almoço aproveitamos  a tarde para visitar as atraçoes de Hanga Roa: o mercado de artesanato, a igreja, o museu e è claro um parquinho, afinal temos que atender às exigencias de todos os membros da excursao ;D .

 

Ilha de Pascoa: informaçoes gerais

Taì uma viagem que demorou pra se realizar… Foi uma das primeiras viagens que organizei com meu entao namorado, atual marido, hà mais de 10 anos e que, por uma serie de motivos (distancia? custo? ambos?) foi sendo adiada. Mas eis que esse ano ela finalmente saiu do papel e conseguimos passar o Ano Novo por là.

1 – A chegada e a fila:

Depois de um voo de quase 5 horas a partir de Santiago, chegamos na ilha de Pascoa no meio da tarde. Aeroporto pequeno e uma fila gigantesca nos esperavam. Entramos na fila tambem, meio sem saber o porque.

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Depois de um bom tempo naquela fila, quando estava chegando a nossa vez, descobrimos que a fila era simplesmente pra comprar os ingressos para visitar o Parque Nacional de Rapa Nui, e que eles sò aceitavam dinheiro vivo: ou pesos chilenos ou dolar. Fuèèè! Tempo perdido!

Mas e os ingressos pro parque?

2 – Comprando os ingressos:

Como nao tinhamos dinheiro e – descobrimos mais tarde – nem a necessidade de se comprar os ingressos na chegada, poderiamos ter saido da fila, pegado as malas e ido direto pro hotel em menos de 10 minutos.

A Camila do blog O Melhor Mes do Ano alertou que em maio/2015 os Rapa Nui estavam expulsando o orgao oficial de turismo da ilha (Conaf) e assumindo para si o controle das atraçoes turisticas, eliminando a taxa de ingresso e exigindo um guia local para visitar o parque.

Pelo jeito, os rapa nui perderam a briga: tivemos que comprar os tais ingressos e ninguem exigiu a presença de nenhum guia local, no periodo em que estivemos por là.

De qualquer modo, nao precisa enfrentar fila no aeroporto: dà pra comprar os ingressos mais tarde na sede do Conaf, que fica a caminho de Orongo e Rano Kau. E apesar de exigirem dinheiro vivo, ali nao enfrentamos filas e pagamos o mesmo preço (US$60 por pessoa).

3 – Hospedagem:

Como carregamos sempre a herdeira, que acabou de completar 3 anos, nas nossas viagens, temos algumas exigencias com hoteis e principal delas è um ambiente separado do quarto, para que ela possa dormir sossegada no horario de rotina, sem que nòs tenhamos que ficar no escuro falando baixinho.

Nao encontrei esse tipo de quarto nos hoteis da ilha, entao tivemos que ir para uma “cabana” mesmo. Resolveu nosso problema, os proprietarios eram muito simpaticos e disponiveis, mas nao è esse o tipo de hospedagem que eu curto. Jà a herdeira amou as galinhas! :/

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Embora a relaçao custo/beneficio de toda e qualquer hospedagem na ilha seja pèssima, existem opçoes para todos os bolsos, de camping atè hotel 5 estrelas. Embora seja uma ilha pequena, tem que prestar bem atençao na localizaçao do hotel/cabana e o tipo de transporte que se pretende usar.

Quem nao dispoe de um meio de transporte proprio, seja ele um carro, uma bicicleta, um cavalo ou o que quer que seja, convem escolher uma hospedagem o mais proxima possivel da rua principal de Hanga Roa, pra nao perder tempo em caminhadas inuteis sob um sol impiedoso, como explica a Fernanda do blog Tà Indo Pra Onde.

Falando em meios de transporte…

4 – Saindo do Aeroporto:

O aeroporto fica bem perto do centro da cidade. Dependendo da tua disposiçao e da quantidade de malas pra carregar, dà atè pra ir a pè, como fez a Claudia do Vai na Minha. Como eu nao tenho essa disposiçao toda, o proprietario da nossa cabana estava là nos esperando com um colar de flores.

Transporte publico ali è inexistente, entao acredito que a modalidade mais utilizada para se sair do aeroporto è: combinar com o hotel.

Vi algumas plaquinhas com serviços de transfer, mas nao me demorei tempo suficiente pra entender as opçoes e respectivos preços, mas girava em torno de uns 15 euros por pessoa.

5 – Transporte:

Ou voce è um apaixonado por caminhadas, como a Claudia do blog Vai Na Minha, ou voce necessariamente vai precisar de um meio de transporte. O lado bom è que opçoes nao faltam; o lado ruim è que, conforme a època do ano, a opçao escolhida pode nao estar disponivel.

Nòs fomos no auge do verao, pleno ano novo, voo lotado e preços nas alturas. Reservamos um carro com a propria cabana onde nos hospedamos, no momento da reserva da hospedagem. Meno male! Vi gente disputando carro a tapa por ali…

Na minha opiniao, o carro è a melhor maneira pra passear pela ilha mas, pra quem nao quer dirigir, existem opçoes de bicicleta, cavalo (!!!), taxi e os classicos passeios oferecidos por agencias de turismo. Com os pròs e contras relativos a cada opçao, è claro: condiçoes climaticas, preços, horarios e flexibilidade dos roteiros…

6 – Dirigindo pela Ilha de Pascoa:

E’ muito facil dirigir pela ilha de Pascoa: nao existe a obrigatoriedade de cinto de segurança, nem de cadeirinha pra criança. Nòs usamos ambos; mas mais para dar o exemplo pra herdeira e nao deixà-la mal acostumada do que por causa do perigo.

Nao existe engarrafamento, nem problemas de estacionamento; em meia hora voce atravessa a ilha (sao 23km de ponta a ponta) em estradas boas e praticamente vazias.

E’ verdade que a sinalizaçao nao è o maximo por ali, mas tambem nao existem muitas estradas, entao o risco de se perder è minimo.

O unico perigo real de se dirigir na Ilha de Pascoa sao os cavalos! Eles sao muitos e circulam livremente por toda a ilha. A chance de topar com alguns no meio da estrada è bem alta, e os cavalos sempre tem a preferencia!

Outro ponto a ser levado em consideraçao è que nao existe seguro para carros na ilha. Se acontecer algum acidente, voce vai ter que arcar com o prejuizo todo.

 

Reading between the lines

Uns tempos atràs, procurando inspiraçao na internet para as nossas viagens, eis que me deparo com algumas fotos de uma igreja que era quase “eterea”. Numa foto essa igreja poderia ser uma banal igreja maciça, mas nas outras fotos dava a impressao de que a igreja se diluia no ar, atè ficar transparente. Conforme o angulo da foto, a igreja era mais ou menos compacta. As fotos me deixaram muito impressionada e fui pesquisar onde fica esse lugar magico.

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Eu jà estava esperando um lugar super remoto, daqueles onde dificilmente eu iria passar perto pelas proximas decadas. Ledo engano! Essa igreja fica na Belgica, quase na fronteira  com a Holanda e com a Alemanha, a uma hora e meia de carro de Dusseldorf, pra onde vou todos os anos no mes de novembro. Felicidade define!

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Quer dizer, a minha felicidade… Marido nao tava muito contente com a ideia, porque dirigir 3 horas no dia, com uma criança impaciente no carro, pra ver uma igreja em menos de meia hora era muito empenho pra pouco resultado. Mas o amor è lindo e là fomos nòs.

Essa igreja, na realidade nao è exatamente uma igreja: è uma obra de arte na forma de uma igreja, chamada “reading between the lines”, de dois arquitetos belgas Pieterjan Gijs e Arnout Van Vaerenbergh localizada nos arredores de Borgloon.

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Chegar nessa igreja è uma aventura, nao existe nenhuma indicaçao, nenhuma placa, nada… Tivemos que parar duas vezes pra perguntar. E’ sò depois que voce encontra a igreja, que as indicaçoes sobre como chegar da casa de arte contemporanea (Z33) que promove a obra fazem algum sentido.

De qualquer modo, tem que estacionar o carro na beira da estrada, num espaço vazio mais amplo, que eles chamam de “estacionamento”; atravessar a rua e seguir a pè uns 5 minutos por uma trilha.

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No inicio dessa trilha tem uma plaquinha indicando “Doorkijkkerkje”; è por ali. A trilha começa asfaltada, mas daì, do nada ela acaba. Antes que a vontade de mandar aquela igreja pra pqp te domine, respire fundo, e olhe ao redor. Ao longe dà pra avistar um pedaço da igreja, basta seguir em sua direçao mais alguns minutos pelo meio do mato.

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A Doorkijkkerkje è bem menor do que eu esperava, è alta 10m, e realmente è muito empenho pra chegar. Mas se voce estiver passeando por aqueles lados e gosta de fotografia, è um lugar incrivel pra se visitar!

Dominica

Quando organizamos a nossa viagem de cruzeiro, um dos paises que gostariamos de visitar era a Dominica, por causa do Morne Trois Pitons National Park, considerado patrimonio da humanidade. Mas o nosso navio nao incluìa a Dominica no roteiro, entao tivemos que visità-la por conta propria. A aventura foi maior do que o previsto.

Chegar là è fàcil, bastou pegar um voo direto de San Juan, Puerto Rico. O problema foi o transporte interno… Marido reservou um carro pela internet com uma companhia internacional de aluguel de carros, como fazemos normalmente em nossas viagens. Chegando là nao tinha nem a nossa reserva, nem um unico carro pra alugar e muito menos um pedido de desculpas pelo inconveniente. Panico!

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Nosso hotel era exatamente do outro lado da ilha e a gente tinha se programado para pegar o carro e ir turistando pelo caminho atè chegarmos no hotel. E agora? Como è que a gente vai chegar no hotel? Serà que vamos ter tempo suficiente para visitar o que gostariamos, ou vamos sò gastar dinheiro a toa? Como estavamos presos num aeroporto minusculo, sem saber como ou quando sairiamos dali, cogitamos atè pegar o proximo voo de volta pra San Juan e deixar a Dominica pra là…

Ainda bem que resolvemos encarar, pois a Dominica està na minha lista de lugares preferidos no mundo, apesar dos perrengues. Eita lugarzinho dificil de se visitar!  Enfim, arrumamos um “taxi coletivo” que nos levou (e mais algumas outras pessoas que iam subindo e descendo pelo caminho) atè o nosso hotel.

No inicio da viagem atè o hotel, eu estava toda empolgada, afinal, a estrada passava bem no meio do parque nacional que gostariamos de visitar. Entao eu ficava olhando pela janela tentando aproveitar cada cantinho daquela natureza exuberante, estereotipo de pais tropical, pois nao sabia se iriamos ter tempo de visitar o parque com calma.

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Mas o motorista estava com pressa e o parque Morne Trois Pitons, come o nome sugere (“montanha dos tres picos”), era feito de sobe e desce e curvas infinitas. Mal começou a viagem e meu estomago nao curtiu muito a experiencia: passei mal de verdade! Mas nem assim o motorista parou ou reduziu a velocidade, coitados dos outros passageiros…  Foram as duas horas mais longas da historia!

Chegando no hotel, eu sò queria saber de tomar banho e dormir e nao eram nem 16h da tarde! Aproveitamos o resto do dia para redefinir as nossas prioridades e organizar os nossos passeios no dia seguinte.

Considerando o pouco tempo que tinhamos e as exigencias da herdeira, que faz com que qualquer viagem tenha um ritmo muito mais lento, contratamos uma agencia de turismo que nos forneceu um carro com motorista à disposiçao o dia todo para rodarmos pelo pais.

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Apesar de geograficamente ser caribenha, a Dominica nao tem nada a ver com suas vizinhas. Ali as atraçoes principais nao sao aquelas praias paradisiacas de areia branquinha e agua azulzinha. O carro-chefe da ilha è o eco-turismo num terreno vulcanico recoberto de floresta que proporciona todo o tipo de atividade no meio do mato: do dificil trekking atè um lago fervente no meio do Vale da Desolaçao (isso è que è um nome apropriado!), atè refrescantes e banais banhos de cachoeira.

Com uma criança de pouco mais de dois anos nos acompanhando, nòs fomos conhecer atraçoes mais, digamos, contemplativas e menos radicais.

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Começamos o dia bem cedo com a Titou Gorge, no inicio da trilha para o Boiling Lake. O nosso motorista parou o carro no que parecia ser um estacionamento, com outros 2 ou 3 carros e nos indicou o caminho. Depois de uns 100m de caminhada chegamos numa estrutura de madeira ao lado de um laguinho meia boca, com uma senhora muito simpatica vendendo lanchinhos e souvenirs.

Ali nos deram uns coletes salva-vidas e perguntaram se a herdeira iria nadar com a gente ou nao. Como eu nao sabia o que nos esperava, achei melhor deixar a mocinha na companhia da senhora dos lanchinhos e da “Masha e o Urso”.

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Foto roubada daqui: traveladdicts.net

Entramos no tal laguinho com o guia e um outro casal. Uma agua fria do caramba e ainda tinhamos que nadar contra a corrente. Jà estava amaldiçoando a hora que decidimos nao voltar pra Puerto Rico e me arrependendo daquele programa de indio, mas tao logo atravessei a estreita passagem no canto do lago, um outro mundo, feito de paredoes de pedra, me fez esquecer a temperatura da agua e o esforço.

Eu fiquei embasbacada com tamanha perfeiçao da natureza! Seguimos nadando por entre os paredoes , acompanhados do sol que tentava passar por entre as arvores, atè chegarmos a uma cachoeira, de onde podiamos pular na agua como crianças.

Quando estavamos saindo da Titou Gorge, vi alguns mini onibus de turismo chegando no estacionamento. Tinha um navio de cruzeiro no porto de Dominica e os turistas estavam começando a chegar. O nosso guia falou que quando tem cruzeiro, entram de 10 a 12 pessoas na agua e o tempo ali dentro è reduzido pela metade, pra dar conta de atender todo mundo.

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Foto roubada daqui: http://jouljet.blogspot.it/2012/04/titou-gorge-trafalgar-falls-and-screw.html

Parece atè contraditorio o fato de que a Dominica è um dos paises menos visitados do mundo, com apenas 78 mil turistas por ano, e ao mesmo tempo falar das atraçoes superlotadas de gente. Talvez seja porque esses 78mil turistas cheguem todos juntos em navios de cruzeiro.

Eu fico imaginando o impacto na natureza de toda essa gente chegando ao mesmo tempo e a frustraçao de quem vai atè a Dominica e fica sò um pouquinho disputando espaço com a multidao… O blog traveladdicts.net, de onde eu roubei uma das fotos, descreve bem essa situaçao.

Pra quem quiser visitar um pais incontaminado e sentir realmente o que è estar num dos paises menos visitados do mundo, sugiro dormir là pelo menos uma noite e ficar de olho no calendario dos cruzeiros que chegam nos portos da ilha.

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Pois bem, vendo a multidao se aproximar, nosso guia dirigiu o mais depressa possivel para a nossa segunda e ultima atraçao em Dominica: a Emerald Pool. Chegando là jà tinha uns grupos de gente. Talvez por ser uma das mais facil de chegar e adequada a todas as idades e preparo fisico è uma das atraçoes mais disputadas da ilha e tem que chegar bem cedo pra evitar multidoes.

Depois caminhar um pouco por uma trilha bem facil no meio do mato, chegamos a outra obra-prima da natureza: uma lagoa de um verde super hiper transparente e uma cachoeira pra completar a paisagem. Tinha sò uma meia duzia de pessoas  e a Emerald Pool era quase exclusiva pra nòs.

A herdeira se empolgou muito e logo quis entrar na agua. Pra variar a agua era gelada, mas quem conseguia tirar a mocinha de là? Ficamos brincando na agua fria por uns tempos atè a hora em que começaram a chegar os grupos grandes das excursoes.

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Como nao tinhamos mais tempo, nos despedimos da Dominica com uma grande vontade de voltar para visitar tudo o que deixamos pra tràs: Champagne Reef, Wotten Waven, Trafalgar Falls, Indian River…

Gostei tanto que nao descarto nem o trekking de 6 horas para chegar ao Boiling Lake. E quando isso è afirmado com tanta convicçao por uma pessoa urbana e fresca como eu, è porque a Dominica è realmente espetacular!

Burj Al Arab – Culinary Flight

Eu simplesmente amo comer e sou capaz de organizar uma viagem inteira sò por causa de um restaurante. O Culinary Flight do hotel Burj Al Arab è um exemplo tipico desse meu lado comilona; foi por causa dele que fomos parar nos Emirados Arabes para comemorar os 40 anos do marido.

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Tivemos que organizar super bem o nosso dia, pois estavamos com a herdeira a tira-colo e crianças nao podem participar do jantar em alguns restaurantes (no almoço podem, mas a experiencia nao è a mesma, nè?), nem podem entrar no Skyview bar. Alem disso, como o culinary flight dura mais de 4 horas, o jantar começa necessariamente às 19h (com meia hora de tolerancia).

Organização perfeita, herdeira dormindo e lá  fomos nòs ao Skyview bar no ultimo andar do hotel para começarmos a festa. Reservaram para nòs uma mesa otima, grudada na janela e longe da bagunça de gente pra là e pra cà. Esse aperitivo no bar, serve para as explicaçoes sobre o menu, a escolha da comida e como funciona exatamente o culinary flight.

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Pois bem, o menu possui algumas opçoes de prato para cada um dos 6 restaurantes e, durante o aperitivo, voce escolhe o que vai querer comer em cada um deles.E pra cada restaurante voce tem tambem 2 opçoes de vinho para acompanhar o jantar. O que nao impede que voce escolha um vinho diferente e a tua garrafa te acompanhe por todos os restaurantes.

Enquanto voce escolhe o que vai comer, te trazem os drinks, uns tira-gosto para acompanhar e pronto! Ninguem mais te pergunta mais nada! Terminamos os nossos drinks com uma vista fenomenal de Dubai e chamamos o garçom para nos levar ao pròximo restaurante.

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O segundo restaurante foi o Al Muntaha, onde crianças com menos de 10 anos sao bem vindas sò na hora do almoço. Esse restaurante è aquele que eu vejo com mais frequencia nas fotos de pessoas que foram jantar no Burj Al Arab e, è claro, eu acabei esquecendo de tirar foto do lugar, entao roubei a foto acima do site oficial do restaurante.

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Foi tambem o restaurante mais cheio da noite. Talvez porque seja o tipo de lugar que reune um estilo mais internacional de cozinha, e consequentemente mais facil de agradar diversos tipos de paladar, com uma posiçao privilegiada no 27° andar, pra quem nao abre mao da vista do Skyview, mas quer mais do que um drink.

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Chegamos no restaurante e, talvez porque jà haviamos tido uma overdose de vista no Skyview, nos deram uma mesa bem central e longe das janelas.  Nao demorou muito e logo vieram os nossos pratos e vinhos.

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Terminamos de comer e a historia se repete: chamamos o garçom que nos levou ao nosso proximo restaurante o Al Iwan, com um estilo arabe e muito suntuoso ( e poe muito nisso!). Teoricamente esse restaurante è tipo self-service, mas no Culinary Flight tivemos um serviço a la carte.

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Mais uma vez, terminamos de comer e là fomos nòs para o  proximo restaurante: Junsui, com uma pegada do oriente asiatico, meio japones, meio chines. Esse restaurante, nas CNTP, tambem è self-service, mas nao no Culinary Flight, que foi a la carte.

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O nosso ultimo prato foi no restaurante considerado mais elegante do hotel, Al Mahara, aquele que tem um aquario gigante como decoraçao.

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E’ tambem o restaurante com o maior numero de recomendaçoes: crianças menores de 12 anos sò sao bem vindas na hora do almoço, homens devem vestir camisa social com manga comprida, nada de jeans, os sapatos devem ser fechados, tenis nao è admitido e no jantar “sugerem” o uso de terno. E para mulheres vestidos ou calça social com blusa elegante.

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Por causa do calor, marido resolveu arriscar e deixou o terno no quarto. Ninguem reclamou! Todos as pessoas que jantavam no restaurante estavam bem arrumadinhas, mas eram poucos os homens usando terno.

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Para terminar a experiencia e jà trançando as pernas de tanto vinho, fomos comer a nossa sobremesa e o cafè no Sahn Eddar, que està mais para uma casa de chàs do que pra restaurante. E’ um lugar mais tranquilo, no primeiro andar do atrio do hotel, sem muros, com aquela classica vista de todos os outros andares acima de voce.

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Depois da sobremesa e do cafè, vieram com um bolo de aniversario supresa para o marido e um buque de flores pra mim. Entao avisaram que o culinary flight tinha acabado, mas que podiamos permanecer ali o tempo que quisessemos e que estavam todos a nossa disposiçao, para qualquer coisa.

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Foi uma experiencia fantastica, serviço impecavel e comida muito boa. O que estraga é o preço…

Burj Al Arab – as piscinas

Como o objetivo da nossa hospedagem no Burj Al Arab era a Culinary Flight, que nao permite a entrada de crianças no jantar, resolvemos passar a nossa tarde dando uma canseira na herdeira em uma das piscinas do hotel.

Eu vi 3 piscinas ali, uma externa e duas internas, mas diz a lenda que existe outra piscina externa, proxima à praia privativa, que acabamos nao visitando. Fomos primeiro espiar a piscina externa, que fica do lado do restaurante mais informal do hotel, onde è servido o cafè da manha (serà que rico come mesmo lagosta de manha?), e almoço tipo buffet.

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Mas tao logo me viram chegar perto da piscina com uma maquina fotografica pendurada no pescoço, jà foram avisando que ali fotos sao proibidas a fim de preservar a privacidade dos outros hospedes. Por esse motivo, essa è a unica foto que eu tenho dessa piscina externa.

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Achei essa piscina muito bonita, mas comum demais para os padroes do hotel… Meio decepcionante, eu diria… Eu estava no Burj Al Arab, poxa vida! Quero mais ouro, mais ostentaçao! Entao fomos conhecer as piscinas internas, do spa no 18° andar.01cca1b8a67a6438993d6fa3780381b023e36d406b

Perfeitas! E com muito mais ouro do que eu poderia imaginar! No mesmo andar existem duas piscinas identicas: uma sò para mulheres, com um vestiario feminino do lado; e a outra para homens e mulheres, com um vestiario masculino do lado.

Entre as duas piscinas, tem um enorme espaço cheio de mesinhas, onde as pessoas vao tomar chà de roupao. Nao è o supra-sumo da riqueza?

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Nòs fomos na piscina mista, pois alem de poder ficar junto com meu marido, estava vazia, ao contrario da piscina feminina. Teoricamente ali tambem nao è permitido tirar fotos, mas como nao tinha mais ninguem, nao falaram nada e eu tirei todas as fotos que eu quis.

Entao, para economizar cliches descritivos, eu deixo algumas fotos:

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Detalhe: quando estava no vestiario – na hora de ir embora, depois de passar bem umas 3 horas na agua com minha filha – leio um pequeno cartaz pendurado no espelho dizendo que crianças nao podem frequentar as piscinas internas… Entao, tà.

Burj Al Arab – o nosso quarto

Chegando no nosso quarto no Burj Al Arab em Dubai, là estava o mordomo à disposiçao. Primeiro pegou os nossos documentos e em seguida fez um tour do quarto com a gente pra nos mostrar como funcionava tudo e onde estavam as coisas. Depois do tour, ele ficou ali, todo solicito, com um sorrisao no rosto, esperando que nòs fizessemos algum pedido estapafurdio e que ele pudesse realizar prontamente!

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Como nao tinhamos nenhuma exigencia particular, acho que o nosso mordomo ficou meio decepcionado… Eu nao deixava o coitado fazer nada: nao, obrigada, nao precisa desfazer a minha mala; nao, obrigada, nao tenho nenhuma roupa pra passar;  nao, obrigada, nao vou colocar roupa nenhuma nos armarios; nao, obrigada, nao precisa preparar meu banho; nao, obrigada, eu tambem nao quero ir para a praia privada do hotel…

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Definitivamente, nao nasci para essas, hum, “mordomias”. Na realidade eu sò queria que ele fosse embora o quanto antes e me deixasse fuçar pelo quarto sem ser observada. Eu nao via a hora de poder tirar o blasé da minha cara e ficar deslumbrada em santa paz!

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Nosso quarto era o mais mixuruca do hotel, o que quer dizer que tinhamos apenas 170mq à disposiçao distribuidos em dois andares. No andar de cima, era o quarto propriamente dito, com umas janelonas, daquelas que vao do chao atè o teto, com uma vista fenomenal da cidade e uma salinha do lado da cama.

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Acho que eles nao sabiam o que fazer com o espaço vazio e botaram umas poltronas no canto, pra completar a decoraçao.

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Alem disso, no andar de cima tinha um banheiro, onde uma familia de 4 pessoas poderia morar confortavelmente, e um walk in closet que, se nao tivessem colocado as nossas malas ali, teria sido ignorado completamente por nòs.

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No andar de baixo, era tudo um open space com janelonas: tinha uma escada digna de Scarlett O’Hara; outro banheiro; um escritorio completo com computador à disposiçao; um bar – lembrando que nao existe nada mini nesse hotel!

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Nao era um mini bar, era um bar de verdade daqueles com balcao e bancos altos; um espaço para a sala de jantar e  o resto era tudo uma grande sala com sofàs e poltronas por todo o ambiente.

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Pra onde quer que olhassemos tinha um agradinho: uma garrafa de champagne no bar, frutas em cima da mesa, caixas de bombons proximas aos sofàs, amenities Hermès nos banheiros (detalhe: em tamanho grande, com produtos para ele e para ela), bolsa de praia no closet, creme para os olhos em cima da cama.

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E nao esqueceram dos agradinhos pra herdeira: bichinho de pelucia, pantufas fofissimas e amenities no banheiro pra ela tambem.

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E, è claro, o quarto era todo tecnologico: o controle remoto da televisao era usado para fazer funcionar praticamente qualquer coisa: fazia aparecer a televisao que, no andar de cima, ficava escondida dentro de uma mesa, para abrir e fechar as cortinas e as portas, e acho atè que tinha botao pra controlar luz, temperatura e, pasmem! servia atè para trocar de canal!

Mas era muita informaçao pros meus dois neuronios e deixei pra là. Qualquer coisa, bastava chamar o mordomo…

 

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